Há quase cinco meses, Rafinha era anunciado como o novo reforço do Grêmio. O tempo passou e a expectativa de uma afirmação na lateral gremista se ensaia a sair do papel agora, após dois jogos como titular e uma assistência. De opção no banco ao posto de capitão, o jogador de 35 anos agora terá um grande desafio pela frente: o reencontro com o Flamengo.
Nesta quarta-feira, às 21h30, na Arena, os times duelam pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. A partida de volta ocorre no dia 15 de setembro, no Maracanã, dia do aniversário do Grêmio.
"O Flamengo é uma equipe de muita qualidade, que sempre vou respeitar e guardar no meu coração. Mas agora sou adversário e eles sabem que vão encontrar um Grêmio forte também, que está crescendo e se ajustando, e tenho certeza de que faremos um grande jogo nessa primeira partida", Rafinha ao ge, via assessoria de imprensa.
Recentemente, o lateral ficou cinco jogos sem atuar - três por questões médicas e dois por opção de Felipão. Algo com o qual não está acostumado, como admitiu em entrevista ao Sportv.
Mas Rafinha ensaia uma retomada enquanto revê o clube carioca onde teve uma fase vitoriosa, principalmente em 2019. Foi capitão nas vitórias sobre Cuiabá e Bahia, jogo no qual deu assistência para Borja abrir o placar.
Agora, Rafinha tem a chance de dar sequência a essa retomada sob o comando de Felipão no Grêmio. O treinador já disse que pode utilizá-lo em mais de uma posição e deve utilizá-lo como lateral esquerdo na partida desta quarta-feira.
Afora isso, o lateral ainda terá um reencontro especial. É dos poucos nomes daquele Flamengo de 2019, tão marcante tanto pela maneira como se portou quanto pelos títutlos conquistados, a deixar o clube — Pablo Marí e Gerson, vendido recentemente, completam essa lista.
Em maio de 2019, Rafinha se despediu do Bayern de Munique, da Alemanha, após oito anos. Deixou a história na Europa para participar de uma das temporadas mais vitoriosas do clube carioca, com títulos de Brasileirão, Libertadores, Recopa Sul-Americana, dois Cariocas e Supercopa do Brasil.
Outro fato curioso sobre esse reencontro entre Rafinha e Flamengo é que o jogador escolheu vir para o Grêmio dentre tantos motivos, para trabalhar com Renato Portaluppi. Coincidência ou não, o técnico hoje trabalha no Mengão.
O período na reserva
Ao chegar no Grêmio, Rafinha passou três semanas em preparação física e, quando estreou, engatou 11 jogos seguidos, oito como titular e três saindo do banco. Depois, pegou Covid-19 e ficou fora de sete jogos. Retornou como titular contra o Athletico-PR, engatando oito duelos como titular. Só que o lateral foi poupado, por cansaço muscular, e não viajou para enfrentar a LDU.
A partir daí, Vanderson foi titular contra Fluminense, novamente a LDU e América-MG - neste último, Rafinha entrou no segundo tempo. Mesmo com 20 minutos em campo, ele apresentou desconforto muscular e ficou cinco partidas sem atuar - três sem ser relacionado e outras duas ficando no banco.
"Neste momento, não cabe a nós querermos discutir por posição. Claro que quero jogar. Não estou acostumado a ficar no banco e não gosto", Rafinha.
"Sou experiente e nunca passei por esta situação. Mas os jogadores olham para mim, eles se apoiam nos mais experientes e precisamos passar boas energias. A fase não é para arrumar polêmica. Não gosto de ficar fora, mas preciso deixar o ambiente mais tranquilo, com a rapaziada com mais confiança", disse Rafinha no dia 19 de agosto.
Rafinha voltou a atuar pelo Grêmio como titular improvisado na lateral esquerda na vitória contra o Cuiabá. Após, seguiu na equipe, mas jogou na sua posição de origem no triunfo em cima do Bahia tendo em vista a suspensão de Vanderson.
A faixa de capitão
Desde a indicação de Renato Portaluppi para que o Grêmio contratasse Rafinha, na época livre no mercado, os próprios jogadores do elenco gremista aprovavam a vinda do lateral. Uma característica latente nas conversas entre comissão técnica, direção e atletas era a liderança do jogador.
Não precisou de muito tempo para Rafinha se tornar um dos líderes do grupo, junto de nomes como Geromel, Kannemann e Maicon. Contra o Cuiabá, o lateral recebeu a faixa de capitão do volante que saiu lesionado, e foi assim também no confronto diante do Bahia.
Com o retorno provável de Geromel e Kannemann para o duelo da Copa do Brasil, a faixa de capitão não deve permanecer com Rafinha. Mas o lateral segue como um dos pilares do vestiário gremista na tentativa de reação no Campeonato Brasileiro.
O Tricolor treina na tarde desta terça-feira no CT Luiz Carvalho no último trabalho antes do jogo com o Rubro-Negro.
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