"Seria hipócrita se dissesse que é jogo normal", diz Renato Gaúcho sobre duelo contra o Grêmio


Fonte: Uol Esportes

Seria hipócrita se dissesse que é jogo normal, diz Renato Gaúcho sobre duelo contra o Grêmio
Imagem: Alexandre Vidal / Flamengo
O domingo já viveu seus tempos de Piquet, Senna, Luciano do Valle, aglomeração na geral e abraço em desconhecido na arquibancada. Ainda que nada mais disso seja possível, este 22 de agosto tem seu valor: o fantástico Flamengo enfrenta o Ceará, na Arena Castelão, pelo Campeonato Brasileiro. É pouco? Então, os mais ansiosos como eu já podem apontar o nariz para a contagem regressiva: faltam só três dias para o primeiro confronto das quartas de final da Copa do Brasil com o Grêmio, em Porto Alegre, onde Renato Gaúcho tem estátua, fãs e história.



Os cabelos brancos de Renato revelam mais do que a semelhança com o ator americano Richard Gere. O treinador do Flamengo, que completa 59 anos no dia 9 de setembro, é cascudo o suficiente para falar sem medo e com sinceridade sobre a partida do meio da semana, quando por força do destino será protagonista da infidelidade à beira do campo da Arena. Um filme já passa na cabeça.


"Eu seria muito hipócrita se dissesse que se trata de um jogo normal", diz Renato à coluna. "Passei quase cinco anos no Grêmio, e fizemos um grande trabalho. Ganhamos títulos, e o relacionamento com o grupo e com a diretoria era muito bom. Claro que vai ser estranho. Todos sabem da minha ligação com o Grêmio, mas sou um profissional do futebol e quero ganhar. Sempre. Agora não vai ser diferente", admite, assumindo a expectativa pela partida que vai mexer com o coração calejado.


Expectativa é a palavra que define. Define este Flamengo de Renato, uma máquina de fazer gols que infla a empolgação dos apostadores endinheirados, dos bolões dos cervejeiros, dos flapaixonados e dos que nem rubro-negros são. Quem não gosta de ver jogo do Flamengo? Quem, mesmo sem ser torcedor do clube, não espera a bola do seu time sair pela linha de fundo pra dar uma discreta zapeada e fuçar a quantas andam a pontaria do Gabigol e a elegância do Arrasca? Nem que seja pra secar...


É um Flamengo de limite tão desconhecido quanto o do seu treinador. Aonde é capaz de chegar esse técnico que já provou ser bem maior do que apenas um rapaz latino-americano com dialeto boleiro? "A seleção é mais um sonho que tenho e espero conseguir realizar", afirma Renato. "Mas, hoje, está muito bem servida com o Tite", acrescenta, nesta fase de humildade grisalha da vida que o impede de vislumbrar na nova casa uma estátua parecida com a conquistada no Grêmio. "O Flamengo já tem a sua estátua e ela está muito bem posicionada lá. Deixa assim que está bom demais".



O tamanho de Zico qualquer um conhece. O que Renato ainda não sabe é qual parte cabe a si próprio nesse latifúndio rubro-negro. "Pelo Flamengo, como técnico, ainda não ganhei nenhum título. Então, falta muita coisa ainda".

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