Veja bastidores da vitória do Grêmio em Cuiabá que inspiram para duelo com o Bahia

Time de Felipão precisa ganhar no sábado para seguir escalada contra a zona de rebaixamento


Fonte: Gaúcha ZH

Veja bastidores da vitória do Grêmio em Cuiabá que inspiram para duelo com o Bahia
Foto: Lucas Uebel/Divulgação Grêmio
A falta cavada por Luiz Fernando, aos 49 minutos do segundo tempo da partida contra o Cuiabá, foi quase tão comemorada pelos integrantes da delegação do Grêmio como o pênalti cobrado por Borja, convertido uma hora e meia antes daquele lance. Além do presidente Romildo Bolzan Jr. e do vice de futebol, Marcos Herrmann, parte da comissão técnica e da equipe de apoio estavam nas arquibancadas praticamente em frente ao local onde o atacante foi derrubado.



Eles gritaram e ergueram os braços porque sabiam que ali estava decretada a vitória — e o sucesso de uma espécie de operação de guerra montada para aquele confronto na Arena Pantanal. Não vencer o jogo atrasado seria o pior cenário possível para o time na luta desesperadamente contra o rebaixamento. Àquela altura, tanto fazia se tinha jogado bem ou mal, os olhos estavam mirando apenas os três pontos. Exatamente como deve ocorrer neste sábado, 19h, contra o Bahia, em casa.


A simbologia da falta em Luiz Fernando, que nem chegou a ser cobrada, pois o árbitro encerrou o confronto, era também uma contraposição ao que havia ocorrido no Morumbi dias antes. O Grêmio enfrentava um São Paulo recheado de reservas (e até alguns reservas dos reservas) e não tinha vantagem. Quando Crespo mandou os titulares a campo, o time da casa aumentou a pressão, perdeu chances. E uma bola perdida pelo Grêmio aos 47 minutos virou o gol da derrota. Por isso, essa falta em Cuiabá significou tanto. Desta vez, mesmo sem jogar bem, mesmo levando pressão, o resultado não escaparia nos acréscimos.


Isso tudo era fundamental para abrandar a fervura que o próprio Grêmio se colocou. Ao buscar reforços do naipe de Douglas Costa e agora Villasanti e Campaz, imaginava-se que o time estaria na ponta de cima, disputando palmo a palmo as primeiras posições com os outros ricos do futebol brasileiro (Flamengo, Palmeiras e Atlético-MG). Mas até a quarta-feira eram apenas duas vitórias no Brasileirão, o que faz qualquer gota virar tempestade. Inclusive a tal festa de aniversário de Paulo Miranda. Em tempos normais, um encontro de alguns jogadores e seus familiares para celebrar a data com um companheiro seria visto como sinal de união do grupo.


Na atual circunstância (somando a pandemia), transformou-se em sinal de desleixo. O próprio Marcos Herrmann confirmou que houve até reunião interna para tratar o assunto. Entre os torcedores, a repercussão foi terrível, culminando com as faixas irônicas sobre o pagode e o arremesso de pipoca no ônibus na entrada da Arena Pantanal. Internamente, era consenso: se o Grêmio voltasse de Cuiabá derrotado, só uma ação policial enérgica evitaria que, em vez pipocas, objetos mais pesados fossem arremessados no retorno a Porto Alegre.


Retorna-se, novamente à falta em Luiz Fernando. Ela representou, de certa forma, o que Felipão dissera em São Paulo. Na entrevista, havia falado que tinha faltado mais imposição, postura que ameaçasse o adversário. Chegou a usar o termo "raiva". Depois, no Mato Grosso, explicou que se referia a ter mais vontade do que o oponente. E malandragem. Se faltou bola ao Grêmio, ao menos sobrou experiência. O time catimbou, fez cera, matou o jogo no campo de ataque e resistiu como deu. No apito da sinalização da falta, o pessoal do Grêmio que estava no estádio pôde relaxar. Os que estavam em pé, enfim, sentaram. Os que já estavam sentados conseguiram sossegar. E todos, absolutamente todos, comemoraram.


"Tem de saber administrar a crise, o problema que nós estamos vivendo, só isso. Eu gosto, eu vou querer atacar (...) mas tenho de pensar como é que vamos fazer para conseguir sair do problema em que estamos", disse Felipão.



O problema é que isso tudo dura pouco. Na matemática do Grêmio para escapar do rebaixamento, ganhar do Cuiabá era fundamental. Somar três pontos em um dos jogos atrasados fazia parte do cálculo (o outro é o Flamengo). Mas toda aquela mobilização, que começou com a entrevista de Felipão em São Paulo, passou pela chegada sem sorrisos no Mato Grosso, seguiu com o abraço coletivo de todos os jogadores na entrada em campo para o aquecimento e terminou na falta de Luiz Fernando, de nada terá valido se não vier mais uma vitória contra o Bahia, neste sábado, em casa. Do jeito que for.

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