Marcos Ribolli
?Se os jogadores comprarem literalmente a receita do técnico para alcançar melhores resultados dentro de campo, aos 20 minutos do primeiro tempo o Grêmio ficará com 10 jogadores em campo contra o Cuiabá no Mato Grosso. Alguém será expulso por excesso de raiva do adversário, expressão utilizada por Luiz Felipe para identificar um dos itens que falta a seu time para chegar à vitória ou pelo menos não perder o jogo. O treinador pentacampeão do mundo tem largo lastro na carreira e está lá para fazer diagnósticos e encontrar soluções. Do lado de cá do balcão, o colunista discorda do diagnóstico e da receita.
O problema do Grêmio não está na insuficiência de indignação dos jogadores e sim na falta de naturalidade para fazer os mais comezinhos movimentos de um jogo de futebol. Marcar, driblar, passar, cruzar, cabecear e chutar são verbos que os jogadores gremistas conjugam com enorme dificuldade. O peso emocional é evidente, mas passa longe da falta de pegada. Ter raiva do adversário, por mais que tenha sido uma expressão do técnico e não se leve ao sentido literal, não é a questão.
O Grêmio termina o jogo com o São Paulo com dois atacantes. O restante do time era composto àquela altura por jogadores cuja prioridade é a marcação. Eram oito de linha mais goleiro dispostos em campo para defender. O São Paulo, contra este exército de defensores, chutou bola na trave dois minutos antes de fazer o gol da vitória. O Grêmio não tinha mais qualquer capacidade de ameaçar o anfitrião, que acampou no campo gremista até chegar ao segundo gol.
Poderia nem ter feito o gol da vitória, o Grêmio comemoraria um heroico empate no Morumbi como antes comemorara uma épica virada em casa contra a Chapecoense. Não é suficiente para o desafio imposto pela matemática. O Grêmio, segundo quem entende de números, precisa de 11 vitórias e dois empates nos 24 jogos restantes. Para o desempenho atual, parece uma improbabilidade. Pode virar possibilidade com os reforços que chegam e a melhora progressiva de Douglas Costa. Por enquanto, só pode.
O técnico ir ao microfone e dizer que faltou pegada a seus jogadores fica no último limite antes da máxima "eu ganho, nós empatamos e eles perdem". Não foi o que Luiz Felipe quis dizer, suponho, mas um ou mais jogadores podem interpretar deste jeito porque a frase autoriza. É um tensionamento de relação que não caberia nesta hora em que todos devem mirar o mesmo alvo.
VEJA TAMBÉM
- Grêmio terá representantes no estafe da Seleção Brasileira
- Grêmio avalia situação de Amuzu em meio a polêmica
- Concorrência pesada: Grêmio disputa Arboleda com rivais da Série A
O problema do Grêmio não está na insuficiência de indignação dos jogadores e sim na falta de naturalidade para fazer os mais comezinhos movimentos de um jogo de futebol. Marcar, driblar, passar, cruzar, cabecear e chutar são verbos que os jogadores gremistas conjugam com enorme dificuldade. O peso emocional é evidente, mas passa longe da falta de pegada. Ter raiva do adversário, por mais que tenha sido uma expressão do técnico e não se leve ao sentido literal, não é a questão.
O Grêmio termina o jogo com o São Paulo com dois atacantes. O restante do time era composto àquela altura por jogadores cuja prioridade é a marcação. Eram oito de linha mais goleiro dispostos em campo para defender. O São Paulo, contra este exército de defensores, chutou bola na trave dois minutos antes de fazer o gol da vitória. O Grêmio não tinha mais qualquer capacidade de ameaçar o anfitrião, que acampou no campo gremista até chegar ao segundo gol.
Poderia nem ter feito o gol da vitória, o Grêmio comemoraria um heroico empate no Morumbi como antes comemorara uma épica virada em casa contra a Chapecoense. Não é suficiente para o desafio imposto pela matemática. O Grêmio, segundo quem entende de números, precisa de 11 vitórias e dois empates nos 24 jogos restantes. Para o desempenho atual, parece uma improbabilidade. Pode virar possibilidade com os reforços que chegam e a melhora progressiva de Douglas Costa. Por enquanto, só pode.
O técnico ir ao microfone e dizer que faltou pegada a seus jogadores fica no último limite antes da máxima "eu ganho, nós empatamos e eles perdem". Não foi o que Luiz Felipe quis dizer, suponho, mas um ou mais jogadores podem interpretar deste jeito porque a frase autoriza. É um tensionamento de relação que não caberia nesta hora em que todos devem mirar o mesmo alvo.
VEJA TAMBÉM
- Grêmio terá representantes no estafe da Seleção Brasileira
- Grêmio avalia situação de Amuzu em meio a polêmica
- Concorrência pesada: Grêmio disputa Arboleda com rivais da Série A

Comentários
Comentários (6)
Tem que ter,coração no bico da chuteira nos noventa minutos, união, pegada,raça, façam jus ao salário que ganham, e honrem a camisa que vestem,cambada de acomodados
Ateimosia do Felipão com jogadores como Lucas Silva, Jean Pierre e Alysson vai continuar perdendo!
ESCALAR ERRADO O GRÊMIO NOVAMENTE, VSI CONTINUAR PARDENDO JOGIS
Felipão está serto tem que ter vontade falar a banda no chão é sangue é raça é vontade tudo na bola. deu pra entender o que o Felipão falou oresto é balela dos repórter
O tim tem correr mais, tem que brigar ,no bom sentido,sempre pela bolaaaaaaa.
Posse de bola e jogar buscando o gol nos 90 minutos é fundamental pra ganhar jogos
Enviar Comentário
Aplicativo Gremio Avalanche
Leia também
Grêmio terá representantes no estafe da Seleção Brasileira
Grêmio avalia situação de Amuzu em meio a polêmica
Concorrência pesada: Grêmio disputa Arboleda com rivais da Série A
Confiança x Grêmio: onde assistir, escalações, arbitragem, e mais...
Grêmio confirma desligamento de head scout e busca reposição
QUEM JOGA! Provável escalação do Grêmio para duelo decisivo na CDB
COM MUDANÇAS! Grêmio chega em Aracaju para decisão contra o Confiança na Copa do Brasil
Grêmio avalia liberar Amuzu para amistoso fora da Data FIFA
Luís Castro abre espaço para jovens em jogo decisivo
Arthur perto de voltar, mas situação contratual preocupa
Mistério no Grêmio: Luís Castro prepara mudança para duelo decisivo