[ANÁLISE] Nova formação coloca alas em evidência, mas não resolve velhos problemas do Grêmio

Vanderson e Guilherme Guedes se destacam em sistema com três zagueiros, mas time volta a perder gols em chances claras e fica no empate com América-MG


Fonte: Globoesporte.com

[ANÁLISE] Nova formação coloca alas em evidência, mas não resolve velhos problemas do Grêmio
Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Um grito forte, até incomum para Jean Pyerre: "calmaaaaaaa". Assim mesmo, com as últimas letras arrastadas. A reação do meia a uma investida de Rodrigues pela esquerda, com desfecho improdutivo, evidenciou o desespero do Grêmio para tentar vencer o América-MG na tarde de sábado.



Mas calma é tudo o que o time não tem — e realmente precisa ter — no atual momento. Só assim terá eficiência mais alta e crescerá na briga contra o rebaixamento.


O empate em 1 a 1 pela 13ª rodada do Brasileirão apresentou a tentativa de Felipão em um esquema com três zagueiros. Até mostrou bons sinais, teve lá seus pontos positivos, mas bateu na parede da falta de pontaria gremista.


Se o time passou a jogar por poucas bolas, tem que melhor aproveitá-las. O Tricolor parece inerte na briga dentro do Z-4 e acumulou o sétimo jogo em casa sem vencer.


Foram, além do gol anotado, três chances claríssimas de balançar as redes. E o Grêmio as desperdiçou. Três das quatro oportunidades saíram dos pés dos laterais. Vanderson recebeu pela direita e deu o passe para Guilherme Guedes, tão pedido pela torcida, abrir o placar no início da partida.


Depois, Guedes deixaria Alisson e Ricardinho em condições de marcar. O meia-atacante acertou o travessão de frente para o gol, enquanto ao jovem centroavante faltou a calma citada no início do texto.


Sentado na arquibancada a observar os movimentos, é fácil falar, que fique aqui claro. Mas Ricardinho tinha tempo para dominar o cruzamento, que foi muito alto, e ajeitá-lo melhor para o chute ao invés de finalizar de primeira.


"Vocês estão vendo as coisas organizadas. Pode criar duas ou três chances, mas as que criamos eram um pênalti sem goleiro e drible no goleiro. Para resultar em gol com tranquilidade. Nossa identidade é essa. Tranquilidade para jogar e sabedores da hora para atacar", apontou o técnico Felipão.


"Se a atuação não foi a melhor, pelo menos não foi ruim. Agora, quem teve chance de gol fomos nós. O América achou um gol. A sorte não está nos acompanhando. Daqui a pouco entra", Marcos Herrmann, vice de futebol.


Erro na defesa, poucas alternativas

O trio de zagueiros formado por Ruan, Paulo Miranda e Rodrigues não teve a solidez pretendida, mas cedeu poucas oportunidades de o adversário entrar na área. Só mesmo no gol sofrido, em erros de Ruan e Paulo Miranda. Gabriel Chapecó trabalhou, na maioria dos casos, em chutes de fora da área.


O primeiro tempo no novo esquema foi bom. Os dois laterais se formaram como alternativas importantes para o setor ofensivo, especialmente para criar em velocidade — e recuavam para formar uma linha de cinco quando necessário.


Douglas Costa fez seu melhor jogo, alternando como segundo atacante e meia com Alisson. Parecia um esboço de reação no Brasileirão não fosse o empate sofrido ainda na etapa inicial. E a incapacidade de mostrar força para reagir enquanto vive esse turbilhão de emoções que é a briga contra o rebaixamento.


Ricardinho teve a última chance no fim da partida, em passe em profundidade de Darlan, mas que parou no goleiro Matheus Cavichioli ao tentar o drible. Alisson também obrigou o goleiro a trabalhar em tabela curta com o centroavante pelo meio.



Mas a defesa tinha pouquíssima alternativa para sair de trás. Quando o time roubada de bola e buscava surpreender o América-MG, tinha êxito em trocar três ou quatro passes. Porém, quando a posse iniciava com o Grêmio, virava sempre um chutão de Gabriel Chapecó para a disputa da segunda bola.


"É a primeira vez que o Grêmio tem posse de bola igual ao adversário. O que nós estamos fazendo é montar uma equipe que, às vezes, tem que jogar de uma forma diferente nos jogos. Não existem treinos para isso. É a dificuldade que enfrentamos", justificou o técnico.


Portanto, Scolari usou uma igualdade no controle da bola como exemplo de que o trabalho está no caminho certo até corrigir todos os problemas. No entanto, é pouquíssimo para o Grêmio, em casa, contra um rival direto na briga contra o rebaixamento.



O elenco volta a treinar já na manhã deste domingo no CT Luiz Carvalho. Na terça, encara o Vitória pela primeira partida das oitavas de final da Copa do Brasil, em Salvador, às 21h30. Diego Souza, que saiu com dores na coxa direita, é problema certo. Douglas Costa também será reavaliado.

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Comentários



Paco Gera     

Estamos à beira do pior...rrr...

Quando não se ganha do América-MG é sinal claro que não deu certo

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