Lucas Uebel/Grêmio
Felipão tem apenas três jogos neste retorno ao Grêmio, mas os números defensivos já chamam atenção. Além, claro, de duas vitórias em sequência, o que não ocorria desde maio, a equipe ainda não sofreu gols desde a chegada do treinador.
Se compararmos os números de finalizações sofridas pelo time sob o comando de Tiago Nunes, há pouca diferença. Nos cinco últimos jogos do ex-treinador gremista pelo clube, a equipe sofreu, em média, 10,4 chutes, sendo 4,6 no gol. Nos três jogos com Felipão, os números são parecidos: 10,6 chutes sofridos, sendo 5 no gol. A diferença, no entanto, está na proteção à área e à qualidade dessas finalizações.
— O Felipão sabe como proteger a área. Os goleiros dele acabam se destacando, foi assim no Palmeiras, e deverá ser no Grêmio, porque os chutes costumam ser cruzados ou com alguma pressão na hora da finalização. Ele trabalha bem isso nos seus times. O Gabriel Chapecó vem se destacando e deve seguir assim — comenta Leonardo Miranda, analista tático do portal ge.globo.
Outros números que ajudam a entender essa diferença estão no aumento de desarmes sob o comando de Felipão (média de 19,3 contra 14,6 nos últimos jogos de Tiago Nunes) e a diminuição, a cada partida, da necessidade de defesas pelo goleiro gremista.
Contra o Inter, Chapecó precisou fazer oito defesas. Já no duelo com a LDU, foram quatro. E contra o Fluminense, apenas duas. A equipe, apesar da melhora, ainda oferece chances aos adversários, mesmo que essas estatísticas estejam diminuindo gradativamente.
— É inegável que o primeiro objetivo de Felipão era reestruturar o time defensivamente e os ajustes estão sendo feitos por etapas, um início que ocorre de trás pra frente. Há um êxito parcial nas soluções encontradas à medida em que a equipe não sofreu gol nas três partidas desde a chegada do treinador. Porém, apesar de mais sólido defensivamente, o time ainda corre riscos. Por óbvio, essa evolução está no planejamento de Felipão. O ideal a partir de agora é minimizar esses riscos, afinal, nem sempre o goleiro conseguirá salvar a equipe — pondera Filipe Gamba, colunista de GZH.
A solidez defensiva, no entanto, é característica dos times de Luiz Felipe Scolari. No próprio Grêmio, em 2014, a equipe comandada por Felipão teve a melhor defesa do Campeonato Brasileiro, com apenas 24 gols sofridos. Em contrapartida, o time teve o 15º pior ataque, com 36 gols marcados, e acabou em sétimo na competição.
— O Felipão entende bem o contexto do futebol brasileiro. Ele simplifica o jogo e costuma ter sucesso. É um treinador que tem poucos trabalhos no Brasil que podemos dizer que foram ruins — ressalta Leonardo Miranda.
Grêmio, Felipão, Brasileiro
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Se compararmos os números de finalizações sofridas pelo time sob o comando de Tiago Nunes, há pouca diferença. Nos cinco últimos jogos do ex-treinador gremista pelo clube, a equipe sofreu, em média, 10,4 chutes, sendo 4,6 no gol. Nos três jogos com Felipão, os números são parecidos: 10,6 chutes sofridos, sendo 5 no gol. A diferença, no entanto, está na proteção à área e à qualidade dessas finalizações.
— O Felipão sabe como proteger a área. Os goleiros dele acabam se destacando, foi assim no Palmeiras, e deverá ser no Grêmio, porque os chutes costumam ser cruzados ou com alguma pressão na hora da finalização. Ele trabalha bem isso nos seus times. O Gabriel Chapecó vem se destacando e deve seguir assim — comenta Leonardo Miranda, analista tático do portal ge.globo.
Outros números que ajudam a entender essa diferença estão no aumento de desarmes sob o comando de Felipão (média de 19,3 contra 14,6 nos últimos jogos de Tiago Nunes) e a diminuição, a cada partida, da necessidade de defesas pelo goleiro gremista.
Contra o Inter, Chapecó precisou fazer oito defesas. Já no duelo com a LDU, foram quatro. E contra o Fluminense, apenas duas. A equipe, apesar da melhora, ainda oferece chances aos adversários, mesmo que essas estatísticas estejam diminuindo gradativamente.
— É inegável que o primeiro objetivo de Felipão era reestruturar o time defensivamente e os ajustes estão sendo feitos por etapas, um início que ocorre de trás pra frente. Há um êxito parcial nas soluções encontradas à medida em que a equipe não sofreu gol nas três partidas desde a chegada do treinador. Porém, apesar de mais sólido defensivamente, o time ainda corre riscos. Por óbvio, essa evolução está no planejamento de Felipão. O ideal a partir de agora é minimizar esses riscos, afinal, nem sempre o goleiro conseguirá salvar a equipe — pondera Filipe Gamba, colunista de GZH.
A solidez defensiva, no entanto, é característica dos times de Luiz Felipe Scolari. No próprio Grêmio, em 2014, a equipe comandada por Felipão teve a melhor defesa do Campeonato Brasileiro, com apenas 24 gols sofridos. Em contrapartida, o time teve o 15º pior ataque, com 36 gols marcados, e acabou em sétimo na competição.
— O Felipão entende bem o contexto do futebol brasileiro. Ele simplifica o jogo e costuma ter sucesso. É um treinador que tem poucos trabalhos no Brasil que podemos dizer que foram ruins — ressalta Leonardo Miranda.
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