Agora rivais, Douglas Costa e Taison trocam amizade por duelo de camisas 10 no Gre-Nal
Criados na base de Grêmio e Inter, jogadores estreitaram relação na Ucrânia, estiveram juntos na Copa do Mundo da Rússia e tentam liderar times do coração no Brasileirão
A tarde deste sábado reserva um Gre-Nal recheado de tensões. Os momentos vividos por Grêmio e Inter não são bons para o clássico 433, às 16h30, na Arena, pela 11ª rodada do Brasileirão. Mas há história — e até beleza — nas dificuldades. Douglas Costa e Taison, ídolos e identificados, voltam ao clima da rivalidade gaúcha após brilharem mundo afora.
Ambos estiveram na Copa do Mundo da Rússia, em 2018, com a seleção brasileira. O camisa 10 do Grêmio entrou em campo, enquanto Taison permaneceu no banco.
Douglas Costa ainda goza de rodagem por clubes como Bayern e Juventus. O 10 colorado se consolidou como referência no Shakhtar Donetsk, na Ucrânia, onde foram companheiros.
A amizade, aliás, se mantém até hoje. E se a experiência europeia de Douglas é mais vasta, Taison viveu mais intensamente o Rio Grande do Sul e seu principal clássico.
Foi campeão da Copa Sul-Americana em 2008 e da Libertadores em 2010 antes de deixar o Inter. Esteve em campo em 11 Gre-Nais e venceu sete deles, com três empates e apenas uma derrota. Chegou a ser expulso, inclusive.
Já Douglas Costa vive outra realidade. Atuou por apenas 45 minutos no duelo que resume mais de 100 anos de história e rivalidade. Em outubro de 2009, esteve em campo na derrota para o Inter por 1 a 0, no Beira-Rio, pelo Brasileirão.
Além da amizade, o início da caminhada em seus retornos aos clubes do coração os une por um motivo nada agradável. Douglas Costa atuou em seis oportunidades e ainda não marcou pelo Grêmio. Não teve, na verdade, um mísero motivo para comemorar, já que o Tricolor é lanterna do Brasileirão, com dois pontos, e não vence há oito jogos.
Taison volta de lesão muscular na coxa direita. É sobre ele que reina o "mistério Gre-Nal". Recuperado, está pronto para iniciar a partida, mas ainda aguarda para saber se começará como titular ou reserva. Neste retorno, após nove jogos disputados, também persegue o primeiro gol em sua volta ao Inter.
Fator de desequilíbrio do Grêmio, Douglas Costa tem a antiga parceria com Rafinha como trunfo. A dupla aposta no entrosamento desde os tempos de Bayern de Munique para tramar as jogadas e iludir o sistema defensivo do Inter. O drible e o passe são os trunfos do tricolor em busca da vitória.
Taison, por sua vez, trabalha preferencialmente entre o lado esquerdo e a parte central. Se a arrancada não é mais a que o consagrou na primeira passagem pelo Beira-Rio, a visão de jogo surge como cartão de visita para municiar Edenilson, Patrick, Caio Vidal e Yuri Alberto. Capitão da equipe, tem a voz ativa para mobilizar o grupo pela retomada.
O retorno às origens da dupla tem seu ponto alto neste sábado. Resta saber qual camisa 10 levará vantagem. No clássico para minimizar os problemas, Douglas Costa e Taison são os suspiros de esperança de Grêmio e Inter.
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