Foto: Guaracy Andrade / Agencia RBS
O Grêmio anunciou nesta quarta-feira a contratação de Luiz Felipe Scolari, de 72 anos, como novo técnico até o final de 2022. Felipão, multicampeão com o Tricolor, chega ao clube com a tarefa de reconduzir a equipe às vitórias. Ele chega com Paulo Turra e Carlos Pracidelli como auxiliares. Thiago Gomes também será auxiliar e o preparador físico Reverson Pimentel segue com seu trabalho.
Felipão comandará o time no Gre-Nal do próximo sábado, às 16h30min. Ele substituirá Tiago Nunes que, em quase três meses, conquistou o Campeonato Gaúcho e a Recopa Gaúcha de 2021, mas não conseguiu dar rendimento ao time na disputa do Brasileirão. Na competição, somou apenas dois pontos em 21 disputados e, no domingo, à noite, em comum acordo, deixou o clube.
Relembre as passagens de Felipão no Tricolor:
1987

No dia 3 de junho de 1987, aos 38 anos, Luiz Felipe Scolari assumiu o Grêmio pela primeira vez. Ele substituiu o uruguaio Juan Martín Mugica, que dirigiu o Tricolor por apenas três meses, e chegou reforçando seu estilo:
— Já fizemos o primeiro coletivo e colocamos algumas coisas na palestra e no campo. Vamos aos poucos buscar um melhor padrão de jogo ao Grêmio.
Um mês e meio após assumir, Felipão comandou o time na conquista do tricampeonato gaucho com uma vitória por 3 a 2, no Gre-Nal 289, no Olímpico. Lima, duas vezes, e Jorge Veras furaram as redes de Taffarel.
Apesar do título gaúcho daquele ano, o insucesso na Copa União rendeu a demissão de Felipão do Grêmio. O então presidente Paulo Odone rescindiu seu contrato e do preparador físico Celso Roth, além de promover uma renovação no vestiário. O treinador chegou a admitir responsabilidade pela saída precoce:
— É natural que existam desavenças num grupo de trabalho, e eu sou culpado por não resolver isso.
1993-1996

Assim como em 1987, Felipão assumiu o clube em meio a uma crise — a data da chegada é 16 de agosto de 1993. O substituído da vez foi Cassiá. Nesta oportunidade, porém, vinha de bons trabalhos no Juventude e no Brasil-Pel, além do título da Copa do Brasil pelo Criciúma. Seu anúncio foi às vésperas de uma excursão pela Itália e pela Espanha, e o discurso era apaziguador.
— Teremos muito diálogo — afirmou à época.
Grêmio e Felipão conquistaram sua segunda Copa do Brasil em 1994. Contra o Ceará, Nildo marcou o gol do título, no Olímpico, e garantiu o troféu. A conquista abriu caminho para uma das maiores sequências de taças da história do clube: Libertadores em 1995 e Brasileirão e Recopa Sul-Americana em 1996 — a Copa do Brasil de 1997 já era sob o comando de Evaristo de Macedo.
A segunda despedida de Felipão não teve nada a ver com a primeira. Após conquistar o Brasileirão e encerrar um ciclo vencedor pelo Grêmio, Scolari rumou ao Japão para comandar o Júbilo Iwata a partir de janeiro. Com ele, embarcaram o zagueiro Adilson, o preparador físico Paulo paixão e o preparador de goleiros Célio Maciel.
2014-2015

A terceira passagem começou em 29 de julho de 2014, dias depois de o treinador ter sofrido a maior derrota de sua carreira — o 7 a 1 diante da Alemanha com a Seleção Brasileira. A apresentação foi no dia seguinte, com um grande público para recepcionar o ídolo na Arena.
Bem-humorado, Felipão até brincou na coletiva de apresentação:
— A gente até brincou que não podia dizer "um projeto", que todo mundo brinca com o Vanderlei (Luxemburgo) por ele utilizar muito essa palavra. Então nós vamos usar "plano".
A passagem, no entanto, foi a única das três em que o treinador não conquistou títulos. O melhor momento foi a goleada por 4 a 1 no Gre-Nal do Brasileirão de 2014, na Arena. Em 2015, já com uma reformulação do elenco em andamento, perdeu a final do Gauchão para o Inter — 0 a 0 na ida e derrota por 2 a 1 na volta. Em meio a uma fase turbulenta, pediu demissão do clube em 19 de maio. Menos de um mês depois, acertou sua ida para o Guangzhou Evergrande, da China.
Grêmio, Felipão, Passagens, Retorno, Imortal
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— Grêmio FBPA (@Gremio) July 8, 2021
Felipão comandará o time no Gre-Nal do próximo sábado, às 16h30min. Ele substituirá Tiago Nunes que, em quase três meses, conquistou o Campeonato Gaúcho e a Recopa Gaúcha de 2021, mas não conseguiu dar rendimento ao time na disputa do Brasileirão. Na competição, somou apenas dois pontos em 21 disputados e, no domingo, à noite, em comum acordo, deixou o clube.
Relembre as passagens de Felipão no Tricolor:
1987

No dia 3 de junho de 1987, aos 38 anos, Luiz Felipe Scolari assumiu o Grêmio pela primeira vez. Ele substituiu o uruguaio Juan Martín Mugica, que dirigiu o Tricolor por apenas três meses, e chegou reforçando seu estilo:
— Já fizemos o primeiro coletivo e colocamos algumas coisas na palestra e no campo. Vamos aos poucos buscar um melhor padrão de jogo ao Grêmio.
Um mês e meio após assumir, Felipão comandou o time na conquista do tricampeonato gaucho com uma vitória por 3 a 2, no Gre-Nal 289, no Olímpico. Lima, duas vezes, e Jorge Veras furaram as redes de Taffarel.
Apesar do título gaúcho daquele ano, o insucesso na Copa União rendeu a demissão de Felipão do Grêmio. O então presidente Paulo Odone rescindiu seu contrato e do preparador físico Celso Roth, além de promover uma renovação no vestiário. O treinador chegou a admitir responsabilidade pela saída precoce:
— É natural que existam desavenças num grupo de trabalho, e eu sou culpado por não resolver isso.
1993-1996

Assim como em 1987, Felipão assumiu o clube em meio a uma crise — a data da chegada é 16 de agosto de 1993. O substituído da vez foi Cassiá. Nesta oportunidade, porém, vinha de bons trabalhos no Juventude e no Brasil-Pel, além do título da Copa do Brasil pelo Criciúma. Seu anúncio foi às vésperas de uma excursão pela Itália e pela Espanha, e o discurso era apaziguador.
— Teremos muito diálogo — afirmou à época.
Grêmio e Felipão conquistaram sua segunda Copa do Brasil em 1994. Contra o Ceará, Nildo marcou o gol do título, no Olímpico, e garantiu o troféu. A conquista abriu caminho para uma das maiores sequências de taças da história do clube: Libertadores em 1995 e Brasileirão e Recopa Sul-Americana em 1996 — a Copa do Brasil de 1997 já era sob o comando de Evaristo de Macedo.
A segunda despedida de Felipão não teve nada a ver com a primeira. Após conquistar o Brasileirão e encerrar um ciclo vencedor pelo Grêmio, Scolari rumou ao Japão para comandar o Júbilo Iwata a partir de janeiro. Com ele, embarcaram o zagueiro Adilson, o preparador físico Paulo paixão e o preparador de goleiros Célio Maciel.
2014-2015

A terceira passagem começou em 29 de julho de 2014, dias depois de o treinador ter sofrido a maior derrota de sua carreira — o 7 a 1 diante da Alemanha com a Seleção Brasileira. A apresentação foi no dia seguinte, com um grande público para recepcionar o ídolo na Arena.
Bem-humorado, Felipão até brincou na coletiva de apresentação:
— A gente até brincou que não podia dizer "um projeto", que todo mundo brinca com o Vanderlei (Luxemburgo) por ele utilizar muito essa palavra. Então nós vamos usar "plano".
A passagem, no entanto, foi a única das três em que o treinador não conquistou títulos. O melhor momento foi a goleada por 4 a 1 no Gre-Nal do Brasileirão de 2014, na Arena. Em 2015, já com uma reformulação do elenco em andamento, perdeu a final do Gauchão para o Inter — 0 a 0 na ida e derrota por 2 a 1 na volta. Em meio a uma fase turbulenta, pediu demissão do clube em 19 de maio. Menos de um mês depois, acertou sua ida para o Guangzhou Evergrande, da China.
Grêmio, Felipão, Passagens, Retorno, Imortal
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