A vitória por 2 a 1 fora de casa sobre o Cuiabá na ida das quartas da Copa do Brasil encaminhou a vaga para as semifinais e consolidou a recuperação do Grêmio na temporada.
Mesmo com dificuldades diante de um time organizado e competitivo na Arena Pantanal, agora são seis triunfos seguidos. Ainda que apenas o Fluminense seja o derrotado da série que briga pelo topo da tabela, ou ao menos G-4, no Brasileiro é uma sequência importante para o trabalho de Renato Gaúcho que parecia estagnado, caindo na mesmice.
É claro que os sorteios ajudaram e Juventude e Cuiabá foram adversários mais que acessíveis, assim como é o Guarani paraguaio nas oitavas da Libertadores. Mas o treinador-ídolo consegue novamente encontrar soluções para tornar a equipe competitiva além das vitórias nos Grenais que sustentaram a moral de Renato nos momentos mais complicados de 2020.
Pepê definitivamente acabou com o trauma da perda de Everton Cebolinha para o Benfica. Rápido e definidor, vai às redes com frequência e colabora mais com o jogo coletivo, enquanto o "antecessor" era mais driblador e individualista. Definiu a vitória sobre o Fluminense no Maracanã e, mesmo participando do habitual rodízio de Renato, consegue contribuir decisivamente. Falta ir às redes pela Copa do Brasil.
Sem Maicon e Alisson, lesionados, a boa notícia é a volta de Jean Pyerre, agora com a camisa dez, que ajuda a repaginar o time do 4-3-3 com meio-campistas de área a área para um 4-2-3-1 de toque mais refinado entre as intermediárias, tendo Lucas Silva e Matheus Henrique à frente da defesa.
Retaguarda que perdeu Orejuela e Kannemann para as datas FIFA, mas vai se virando com Victor Ferraz e David Braz. Também Paulo Miranda e Rodrigues, além do revezamento pela esquerda com Bruno Cortez e Diogo Barbosa. Assim como todos os times neste retorno da pandemia, o Grêmio leva mais gols que o habitual, mas vai resistindo. No Brasileiro, levou 17 gols em 19 gols e só sofreu menos que São Paulo (15) e Fortaleza (16).
A competição por pontos corridos voltou ao radar não só pelas vitórias sobre Athletico, Red Bull Bragantino e Fluminense, mas também por conta do "achatamento" da tabela, com Internacional, Flamengo e Atlético-MG perdendo muitos pontos nas últimas rodadas. Hoje o tricolor gaúcho olha para a classificação e, mesmo em oitavo, está a apenas seis pontos do líder. Com um jogo a menos em relação ao rival colorado. Nunca pareceu tão acessível, ainda que claramente a prioridade continue sendo os torneios em mata-mata.
No ataque, o argentino Diego Churín é a novidade. Centroavante, mas com mobilidade para abrir espaços e servir os companheiros, como no deslocamento à direita para servir Pepê no gol contra o Flu. Por enquanto é reserva de Diego Souza, que marcou contra o Cuiabá, mas se apresenta como mais uma opção na frente para rodar. E tentar melhorar os números do ataque: no Brasileiro, entre os dez da primeira página tabela, o Grêmio, com 22 gols, só marcou mais que o Sport (19).
Ferreira é ponteiro rápido e habilidoso que pode atuar pelos dois lados. Contra o Cuiabá teve chance mais à direita. Ainda precisa amadurecer e acertar mais nas tomadas de decisão, mas pode contribuir, especialmente como reposição aos ponteiros. Luiz Fernando e Everton também entram no rodízio, assim como Isaque e Thaciano no quarteto ofensivo.
Ainda com muita moral e liderança, Renato segue como exceção no Brasil de alta rotação de treinadores. Já são quatro anos de trabalho e resiste mesmo sem conquistas relevantes desde a Libertadores de 2017. É claro que os títulos como jogador e técnico, além do imenso carisma, contribuem para que o desgaste seja mais lento.
As cornetas vêm e vão e um dos méritos é não dar tanto ouvido, embora a desculpa nos momentos de baixa em desempenho utilizando os altos investimentos de concorrentes, especialmente o Flamengo, seja entediante e não funcione como antes. O Grêmio segue apostando em continuidade neste cenário particularíssimo.
Sem tempo para treinar, o jogo "de memória" pode ajudar. E o Brasileiro embolado sem um favorito disparando colabora para administrar a temporada sem grandes questionamentos. Ainda mais emendando vitórias e ajustando o time aos poucos. Agora é se provar nos jogos grandes que virão.
Grêmio, Renato Gaúcho, Brasileirão
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É claro que os sorteios ajudaram e Juventude e Cuiabá foram adversários mais que acessíveis, assim como é o Guarani paraguaio nas oitavas da Libertadores. Mas o treinador-ídolo consegue novamente encontrar soluções para tornar a equipe competitiva além das vitórias nos Grenais que sustentaram a moral de Renato nos momentos mais complicados de 2020.
Pepê definitivamente acabou com o trauma da perda de Everton Cebolinha para o Benfica. Rápido e definidor, vai às redes com frequência e colabora mais com o jogo coletivo, enquanto o "antecessor" era mais driblador e individualista. Definiu a vitória sobre o Fluminense no Maracanã e, mesmo participando do habitual rodízio de Renato, consegue contribuir decisivamente. Falta ir às redes pela Copa do Brasil.
Sem Maicon e Alisson, lesionados, a boa notícia é a volta de Jean Pyerre, agora com a camisa dez, que ajuda a repaginar o time do 4-3-3 com meio-campistas de área a área para um 4-2-3-1 de toque mais refinado entre as intermediárias, tendo Lucas Silva e Matheus Henrique à frente da defesa.
Retaguarda que perdeu Orejuela e Kannemann para as datas FIFA, mas vai se virando com Victor Ferraz e David Braz. Também Paulo Miranda e Rodrigues, além do revezamento pela esquerda com Bruno Cortez e Diogo Barbosa. Assim como todos os times neste retorno da pandemia, o Grêmio leva mais gols que o habitual, mas vai resistindo. No Brasileiro, levou 17 gols em 19 gols e só sofreu menos que São Paulo (15) e Fortaleza (16).
A competição por pontos corridos voltou ao radar não só pelas vitórias sobre Athletico, Red Bull Bragantino e Fluminense, mas também por conta do "achatamento" da tabela, com Internacional, Flamengo e Atlético-MG perdendo muitos pontos nas últimas rodadas. Hoje o tricolor gaúcho olha para a classificação e, mesmo em oitavo, está a apenas seis pontos do líder. Com um jogo a menos em relação ao rival colorado. Nunca pareceu tão acessível, ainda que claramente a prioridade continue sendo os torneios em mata-mata.
No ataque, o argentino Diego Churín é a novidade. Centroavante, mas com mobilidade para abrir espaços e servir os companheiros, como no deslocamento à direita para servir Pepê no gol contra o Flu. Por enquanto é reserva de Diego Souza, que marcou contra o Cuiabá, mas se apresenta como mais uma opção na frente para rodar. E tentar melhorar os números do ataque: no Brasileiro, entre os dez da primeira página tabela, o Grêmio, com 22 gols, só marcou mais que o Sport (19).
Ferreira é ponteiro rápido e habilidoso que pode atuar pelos dois lados. Contra o Cuiabá teve chance mais à direita. Ainda precisa amadurecer e acertar mais nas tomadas de decisão, mas pode contribuir, especialmente como reposição aos ponteiros. Luiz Fernando e Everton também entram no rodízio, assim como Isaque e Thaciano no quarteto ofensivo.
Ainda com muita moral e liderança, Renato segue como exceção no Brasil de alta rotação de treinadores. Já são quatro anos de trabalho e resiste mesmo sem conquistas relevantes desde a Libertadores de 2017. É claro que os títulos como jogador e técnico, além do imenso carisma, contribuem para que o desgaste seja mais lento.
As cornetas vêm e vão e um dos méritos é não dar tanto ouvido, embora a desculpa nos momentos de baixa em desempenho utilizando os altos investimentos de concorrentes, especialmente o Flamengo, seja entediante e não funcione como antes. O Grêmio segue apostando em continuidade neste cenário particularíssimo.
Sem tempo para treinar, o jogo "de memória" pode ajudar. E o Brasileiro embolado sem um favorito disparando colabora para administrar a temporada sem grandes questionamentos. Ainda mais emendando vitórias e ajustando o time aos poucos. Agora é se provar nos jogos grandes que virão.
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