O Grêmio fugiu à sua regra duas vezes contra o Vasco. A primeira, no campo, a segunda fora dele. Derrotado com um futebol bem abaixo do esperado, e até com estratégia atípica, o clube agiu também de maneira incomum para lidar com rendimento da equipe. O tom das cobranças públicas foi mais duro e destoa da política de gestão que norteia o futebol há dois anos.
A medida tenta evitar problemas do gênero em agosto, quando o Grêmio decide a vida na Copa do Brasil e Libertadores. E foi adotada por todos os integrantes do vestiário. De 2016 para cá, em mesmo após jornadas ruins, a estratégia foi sempre cobrar internamente e evitar exposição individual ou coletiva.
"Vamos levar essa partida como exemplo e não vou deixar acontecer. Quando um torcedor vir que eu troquei cedo vai notar que aquele jogador não está competindo. Não vou dar mais mole. Meu grupo sabe competir, é um dos nossos pontos fortes. Mas só bola no pé não dá. Não é mais assim. E pode ter certeza que não vamos repetir isso", disse Renato Gaúcho.
O Grêmio ligou o alerta para o nível de concentração e também para a chamada tomada de decisão, ou seja, o instante em que o jogador precisa agir no lance. Com ou sem a bola.
"Ele (Renato, em entrevista coletiva) resumiu bem. Nós fizemos uma péssima partida e perdemos para um time que jogou com um a menos. Foi uma tarde infeliz, bem infeliz", declarou Duda Kroeff, vice de futebol.
A mesma linha de cobrança foi adotada por outros dirigentes do departamento de futebol nas redes sociais. Entre a maioria dos jogadores, o puxão de orelhas fez sentido.
"Nosso início foi muito ruim. Foi clara a falta de atenção da equipe. Infelizmente a gente entrou desligado, levou o gol e aí acordo", disse Everton. "A gente esperou para entrar no jogo, para competir com eles. A nossa equipe não jogou o futebol que vem jogando", afirmou Léo Moura.
Novo esquema para compensar
A postura do time acabou sendo o principal assunto após o jogo, mas durante a partida também chamou atenção a decisão de Renato para tentar mudar as coisas. Perdendo por 1 a 0 e com vantagem numérica, o treinador mexeu cedo e jogou o time para cima.
Logo aos 37 minutos do primeiro tempo, Marcelo Oliveira deu lugar a Marinho e o Grêmio passou a atuar em um inédito 3-4-3. Léo Moura e Cícero se revezavam na função de zagueiro ao lado de Bressan e Geromel. Na etapa final, Léo Moura saiu para dar lugar a Douglas com apenas 14 minutos. E mais tarde, Jael pegou a vaga de Jailson.
Com eles, o Grêmio terminou a partida literalmente dentro do campo do Vasco. Acumulando até cinco jogadores ofensivos perto ou na área adversária. A presença de tanta gente não adiantou em nada e o time gaúcho ficou longe de empatar.
O Grêmio volta a campo na quinta-feira, às 19h30 (Brasília), diante do São Paulo. André, suspenso pelo terceiro amarelo, fica fora do duelo em Porto Alegre.
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A medida tenta evitar problemas do gênero em agosto, quando o Grêmio decide a vida na Copa do Brasil e Libertadores. E foi adotada por todos os integrantes do vestiário. De 2016 para cá, em mesmo após jornadas ruins, a estratégia foi sempre cobrar internamente e evitar exposição individual ou coletiva.
"Vamos levar essa partida como exemplo e não vou deixar acontecer. Quando um torcedor vir que eu troquei cedo vai notar que aquele jogador não está competindo. Não vou dar mais mole. Meu grupo sabe competir, é um dos nossos pontos fortes. Mas só bola no pé não dá. Não é mais assim. E pode ter certeza que não vamos repetir isso", disse Renato Gaúcho.
O Grêmio ligou o alerta para o nível de concentração e também para a chamada tomada de decisão, ou seja, o instante em que o jogador precisa agir no lance. Com ou sem a bola.
"Ele (Renato, em entrevista coletiva) resumiu bem. Nós fizemos uma péssima partida e perdemos para um time que jogou com um a menos. Foi uma tarde infeliz, bem infeliz", declarou Duda Kroeff, vice de futebol.
A mesma linha de cobrança foi adotada por outros dirigentes do departamento de futebol nas redes sociais. Entre a maioria dos jogadores, o puxão de orelhas fez sentido.
"Nosso início foi muito ruim. Foi clara a falta de atenção da equipe. Infelizmente a gente entrou desligado, levou o gol e aí acordo", disse Everton. "A gente esperou para entrar no jogo, para competir com eles. A nossa equipe não jogou o futebol que vem jogando", afirmou Léo Moura.
Novo esquema para compensar
A postura do time acabou sendo o principal assunto após o jogo, mas durante a partida também chamou atenção a decisão de Renato para tentar mudar as coisas. Perdendo por 1 a 0 e com vantagem numérica, o treinador mexeu cedo e jogou o time para cima.
Logo aos 37 minutos do primeiro tempo, Marcelo Oliveira deu lugar a Marinho e o Grêmio passou a atuar em um inédito 3-4-3. Léo Moura e Cícero se revezavam na função de zagueiro ao lado de Bressan e Geromel. Na etapa final, Léo Moura saiu para dar lugar a Douglas com apenas 14 minutos. E mais tarde, Jael pegou a vaga de Jailson.
Com eles, o Grêmio terminou a partida literalmente dentro do campo do Vasco. Acumulando até cinco jogadores ofensivos perto ou na área adversária. A presença de tanta gente não adiantou em nada e o time gaúcho ficou longe de empatar.
O Grêmio volta a campo na quinta-feira, às 19h30 (Brasília), diante do São Paulo. André, suspenso pelo terceiro amarelo, fica fora do duelo em Porto Alegre.
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Comentários
Comentários (1)
O jogo acabou e acordaram depois que a partida acabou total fatal de imposição fisica
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