O que aconteceu
O Grêmio decidiu afastar o meia colombiano Miguel Monsalve do elenco principal. O jogador recusou três propostas de transferência aceitas pela diretoria, optando por permanecer em Porto Alegre. A decisão gerou desgaste interno e fez com que Monsalve passasse a treinar separado no CT de Eldorado do Sul. A medida foi confirmada após o atleta perder espaço nas últimas partidas sob comando de Luís Castro.
Com apenas 12 jogos e um gol na temporada de 2026, Monsalve não conseguiu repetir o impacto inicial de sua chegada, quando participou diretamente de cinco gols em oito partidas. Lesões e problemas físicos atrapalharam sua sequência e contribuíram para a perda de protagonismo.
Por que aconteceu
A recusa às propostas foi o estopim para o afastamento. A direção havia aceitado ofertas que poderiam aliviar as finanças do clube, mas o jogador optou por permanecer. O contrato longo, válido até dezembro de 2028, dá segurança ao atleta, mas também limita as alternativas da diretoria. O clima entre o estafe do colombiano e os dirigentes se deteriorou, tornando inviável sua permanência no grupo principal.
Além disso, o desempenho recente não justificava a manutenção como titular. Monsalve passou por cirurgia no ombro em 2025 e sofreu outras lesões que reduziram sua participação. A falta de sequência e a queda de rendimento pesaram na decisão de afastá-lo.
O que muda para o clube
Para o Grêmio, o afastamento de Monsalve representa mais um ajuste no elenco em meio à temporada. O clube investiu US$ 2 milhões por 50% dos direitos econômicos do jogador, com possibilidade de ampliar a participação para 80%. A saída temporária do meia abre espaço para reforços recentes como Filip Krovinovic e Danilo Barbosa, além de jovens que podem ganhar minutos.
Para o torcedor, a situação gera frustração. Monsalve chegou como promessa e mostrou qualidade nos primeiros jogos, mas não conseguiu manter regularidade. O afastamento reforça a percepção de que o investimento não trouxe retorno proporcional até agora.
Quais as consequências
O afastamento expõe o risco de contratações de médio prazo sem garantia de adaptação. Caso não haja solução, o Grêmio pode ter um ativo caro sem utilização esportiva. A recusa às propostas também impede o clube de recuperar parte do investimento no curto prazo. Internamente, a decisão mostra que a diretoria está disposta a tomar medidas duras para preservar o ambiente do elenco.
Esportivamente, o Grêmio perde uma alternativa ofensiva, mas ganha espaço para reorganizar o meio-campo. Financeiramente, o impasse pode gerar pressão por novas negociações na próxima janela.
Próximos passos
O futuro de Monsalve será discutido internamente. O jogador segue vinculado ao Grêmio até 2028, mas sua utilização dependerá de novos acordos ou da evolução da relação com a diretoria. Caso surjam novas propostas, a tendência é que o clube volte a avaliar uma saída. Enquanto isso, o meia treina separado e não deve ser relacionado para os próximos jogos.
Para o torcedor, os próximos meses serão de expectativa: acompanhar se o colombiano será reintegrado ou se o afastamento marcará o início de uma saída definitiva. O caso Monsalve é mais um capítulo da reformulação do elenco em 2026 e mostra como decisões de mercado podem impactar diretamente o ambiente do clube.
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