Jogo a jogo: título simbólico do Corinthians e calvário do Vasco fecham o 1º turno

Corinthians amplia vantagem na liderança, ajudado por tropeço do Atlético-MG, que agora tem a companhia do Grêmio. Cruz-Maltino vive um drama e luta contra escrita


Fonte: GloboEsporte

Jogo a jogo: título simbólico do Corinthians e calvário do Vasco fecham o 1º turno
Meio caminho andado. O primeiro turno do Campeonato Brasileiro teve o seu último ato neste fim de semana, com o fortalecimento de uma virada na ponta de cima da tabela e a ratificação de um drama na parte de baixo. O Corinthians volta para São Paulo, após vencer o Avaí de virada, com o título simbólico. Assumiu a ponta na rodada anterior e viu a vantagem que era de um ponto aumentar para quatro. Quem ficou para trás foi o Atlético-MG, que não vence há três partidas e agora vê um Grêmio em ascensão ao seu lado. E numa rodada com novas polêmicas de arbitragem, o Galo botou a boca no trombone. Levir Culpi, que havia mostrado sua revolta contra o Tricolor gaúcho, preferiu se calar após a derrota para a Chapeconse. Coube ao diretor de futebol, Eduardo Maluf, falar de "lambança total" em Santa Catarina.

Na zona de rebaixamento, a situação do Vasco só não foi 100% desastrosa porque o Grêmio impediu o Joinville de aprontar. No duelo direto contra o Coritiba, o Cruz-Maltino foi batido com um gol nos acréscimos e manteve-se estacionado com 13 pontos – viu também o Goiás passear no Morumbi diante do São Paulo. A sete pontos do Avaí, primeiro time fora da zona de rebaixamento, o time de São Januário agora tem que quebrar uma escrita: na frieza dos números, desde 2006 o lanterna do primeiro turno acaba na Série B do Brasileirão.


O jogo em 140 caracteres
Luciano é o nome do momento no Corinthians. Nos últimos três jogos, marcou cinco gols e ajudou a equipe a derrotar Sport e Avaí.

André Lima jogou apenas 23 minutos, fez um gol e incomodou a defesa corintiana. Saiu machucado, e o Avaí perdeu presença de área.

A campanha corintiana no primeiro turno do Brasileirão 2015 é melhor do que a de 2011, quando o Timão foi campeão. São 40 pontos contra 37.


O AVAÍ chegou à terceira derrota consecutiva e só não está na zona de rebaixamento por ter acumulado pontos preciosos no início do campeonato. O time, no entanto, merecia melhor sorte contra o Corinthians. Abriu o placar, criou boas chances de gol, acertou a trave com Tinga e parou nas mãos de Cássio no sufoco do fim do jogo. Os avaianos seguem como os primeiros acima da zona de rebaixamento e têm uma tabela complicada nas próximas rodadas: encaram Santos e Flamengo fora de casa, além do Internacional, na Ressacada.


O CORINTHIANS contou mais uma vez com a estrela de Luciano, autor de dois belos gols, para vencer e se distanciar na liderança do campeonato – agora são quatro pontos de vantagem para Atlético-MG e Grêmio. Jadson, artilheiro do time com sete gols, também fez boa partida e é o principal articulador de jogadas do time. A sequência de boas defesas de Cássio no fim foi fundamental para a vitória, que leva a crer que o time, com uma combinação de sorte e maturidade, é capaz de sofrer em campo sem ver os três pontos escaparem.


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Pode-se dizer que Maxi Rodríguez errou tudo que tentou, mas sofreu a falta que originou bela cobrança de Rafael Galhardo e o gol da vitória.

Único atacante de ofício no time de PC Gusmão, Edigar Junio cobrou escanteio para o gol de Bruno Aguiar, mandou bola no travessão e foi bem.

Na etapa final, o Joinville recuou e deu campo ao Grêmio, mas voltou a equilibrar com as mexidas do técnico tricolor. A bola parada decidiu.


Da goleada sobre o arquirrival Inter à vitória categórica sobre o Atlético-MG, o GRÊMIO passou maus bocados diante do Joinville. O Tricolor teve dificuldades, principalmente no primeiro tempo, para não apenas furar o bloqueio defensivo do adversário, mas principalmente conter as suas triangulações. Roger Machado fez substituições apenas pontuais – Maxi Rodríguez entrou no lugar de Douglas e não foi bem –, mas se não houve ousadia e show de bola, sobrou disposição. Pode ter sido apenas um caso isolado, só que no fim das contas o importante foram os três pontos.


Não fosse a situação do JOINVILLE, vice-lanterna do Brasileirão, a derrota seria mais bem digerida pelo torcedor. A equipe, em ascensão sob o comando de PC Gusmão, dominou o Grêmio no primeiro tempo, quando poderia ter construído boa vantagem no placar. O 4-5-1 do técnico mostrou-se ofensivo com Edigar Junio tendo a aproximação de Marcelinho Paraíba e o apoio de Willian Popp e dos laterais, formando uma linha de cinco jogadores quando partida para o ataque. Caiu de produção depois, mas os sete pontos conquistados nos últimos quatro jogos são uma esperança.


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Ronaldinho parece ainda sentir falta de ritmo de jogo. Deu apenas nove passes e finalizou somente uma vez na partida.

Apesar de ter aberto o placar, o Figueirense produziu muito pouco no ataque, com apenas cinco finalizações, contra 16 do Flu.

João Vitor, do Figueirense, teve "100% de aproveitamento" nas faltas. Cometeu duas, levou dois cartões amarelos e foi expulso.


O FLUMINENSE vinha de uma sequência ruim, com quatro derrotas nos cinco jogos anteriores ao confronto contra o Figueirense. E teve muitas dificuldades no primeiro tempo, apesar do domínio territorial. Levou o primeiro gol após pênalti infantil cometido por Marlon. Na etapa final, tudo mudou graças a Cícero, autor do gol de empate e do passe para Fred decretar a vitória que levou o time de volta ao G-4 – foi a primeira partida do camisa 9 ao lado de Ronaldinho, mas o meia não foi bem. Mas a virada não mascara as oscilações do time durante a partida.


O FIGUEIRENSE foi ao Maracanã com uma proposta: fechar a "casinha" e achar um gol num contragolpe. Deu certo em 45 minutos, com Clayton abrindo o placar cobrando pênalti. Mas tudo foi por água abaixo no segundo tempo. O time tomou o gol de empate logo aos três minutos, e o da virada veio aos 19. Com a expulsão de João Vitor, perdeu a força até para sufocar no fim, chegando ao terceiro jogo seguido sem vitória. A zona de rebaixamento volta a ser uma grande ameaça.


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Daqui não saio, daqui ninguém me tira! A Chapecoense está na nona posição desde a 11ª rodada. Já são nove partidas seguidas no mesmo lugar.

Artilheiros em branco: Bruno Rangel (seis gols) e Lucas Pratto (sete) bem que tentaram, mas não conseguiram balançar a rede na Arena Condá.

O Galo ainda não tinha perdido duas seguidas. Mas diferentemente do duelo contra o Grêmio, o time – mesmo com 10 – teve poder de reação.


A CHAPECOENSE vinha de três empates seguidos no Brasileirão. O jogo contra o Atlético-MG, portanto, definiria se o time vive uma sequência sem vitórias ou sem derrotas. Não restou dúvida após o 2 a 1 sobre o vice-líder da competição. O resultado, aliás, simboliza a regularidade da Chape e a sua força na Arena Condá. Antes do Galo, ela já tinha vencido outros dois times do G-4 no local: Fluminense e Grêmio. Destaque para os experientes Cleber Santana e Apodi, os mais perigosos da equipe e os autores dos gols da vitória.


A derrota do ATLÉTICO-MG para a Chape pode ser dividida em dois momentos: antes e depois dos 40 minutos do primeiro tempo. O Galo dominava as ações e levava perigo até a expulsão de Leonardo Silva, por falta na entrada da área, e o consequente gol de Cleber Santana na cobrança. Depois, desorganizou-se e só marcou em um gol contra após bate-rebate. Vale destacar o poder de reação, mas, mesmo com toda revolta contra a arbitragem, o sinal de alerta acendeu. Afinal, a liderança ficou mais distante, e os concorrentes diretos encostaram.


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O Flamengo teve 69% de posse de bola (chegou a ter 78% durante o primeiro tempo) e finalizou 21 vezes, contra apenas 11 do Palmeiras.

Alan Patrick foi o jogador que mais pegou na bola e deu passes em campo. Ao todo foram 61, sendo 54 certos e sete errados.

No Palmeiras, quem mais participou do jogo foi Dudu, com 21 passes. Acertou 19, fez um gol e foi importante na jogada de outro.


O placar da partida não revela o que foi o jogo: o PALMEIRAS teve mais eficiência do que juízo. Fez um gol no início, com Jackson, e teve a sorte de empatar logo após levar a virada, com um gol contra de Samir. Pouco depois, a dupla formada por Dudu e Alecsandro entrou em ação e decidiu o jogo com dois gols. O time, no entanto, teve pouco volume, passou por momentos difíceis e mostrou mais uma vez que sente muita falta de Gabriel no meio-campo. A vitória veio, mas o momento ainda inspira cuidados.


O FLAMENGO teve problemas em seu sistema defensivo. A vitória escapou em falhas de Samir e Cesar Martins, mas o cenário futuro não parece apocalíptico. O time teve muito volume de jogo e dominou a partida durante os 90 minutos. Alan Patrick, mais uma vez, se mostrou participativo e deu uma assistência para Ederson, que fez os dois gols do time. Os rubro-negros ainda pediram pênalti em dois lances no primeiro tempo: um em cima de Pará, e o outro, de Guerrero. A evolução da equipe no setor ofensivo é visível, mas a defesa preocupa, pois tomou seis gols nos últimos dois jogos.


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O São Paulo teve muito mais posse de bola (62% x 38%), mas finalizou apenas seis vezes, contra 13 do Goiás.

Centurión teve duas chances para empatar quando o jogo estava 1 a 0 para o Goiás. Mas parou nas mãos de Renan, que fez boas defesas.

O técnico do São Paulo, Juan Carlos Osorio, fez oito mudanças em relação ao time que venceu o Figueirense no Orlando Scarpelli.


Com uma atuação abaixo da crítica, o SÃO PAULO perdeu três pontos daqueles irrecuperáveis. Contra o então vice-lanterna, em casa, a obrigação era vencer, mas desde o início do jogo o que se viu foi um time que criou poucas chances e sofreu com os contragolpes do Esmeraldino. Dois deles, ainda no primeiro tempo, foram fatais. Na etapa final, o panorama do jogo pouco se alterou, e o Tricolor seguiu sofrendo uma série de contra-ataques, mesmo depois de levar o terceiro gol, que sacramentou a primeira derrota da equipe no Morumbi no Brasileirão. Noite para ser esquecida.


Bem armado por Julinho Camargo, o GOIÁS aprontou para cima do São Paulo com uma receita simples: time bem fechado na defesa e contra-ataques armados por um camisa 10 de qualidade com a bola nos pés (Felipe Menezes) e aproveitados por um atacante rápido e perigoso. Erik, autor de dois gols, participou do primeiro, que Bruno marcou contra, e poderia ter aproveitado outras chances que surgiram com o desespero do adversário. O time esmeraldino enfrentou na semana dois adversários do G-4 e somou quatro pontos – havia empatado com o Atlético-MG. Indício de que dias melhores virão.


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Sintomático: 41.581 torcedores compareceram ao Maracanã para ver o Vasco diante do Joinville. Na partida contra o Coxa, foram apenas 10.657.

Que fase! A demissão de Roth foi anunciada de modo lacônico pelo vice de futebol; auxiliar-técnico, Valdir Bigode pediu desculpas à torcida.

O Vasco finalizou 21 vezes, e o Coritiba, 12. Prevaleceu a eficiência. O Cruz-Maltino não marca há 360 minutos, o Coxa fez três gols em 180.


Nada é tão ruim que não possa piorar. Rodada a rodada, esse parece o lema do VASCO no Brasileirão 2015. Sábado, estrearam Nené e Jorge Henrique. Outros já foram contratados, e o time vai para o terceiro técnico na competição, Jorginho. Com a bola rolando, o bumbum de Leandro Silva salvou gol de Rodrigo; na pequena área, Riascos chutou a bola no próprio rosto; e Jomar completou a tragédia no fim. No rosto dos torcedores, abatimento e descrença. Agora, há o arquirrival Flamengo no meio de semana, pela Copa do Brasil, e depois o Goiás, outro adversário direto na luta contra o rebaixamento. Sem Dagoberto, suspenso. Como reagir? Nem a equipe mostra saber a resposta.


Sabe aquela luz no fim do túnel? O CORITIBA vive este ano mais uma vez o drama da luta contra a queda, mas dá sinais de que nem tudo está perdido. Duas vitórias seguidas – uma contra um time que briga em cima da tabela, a outra diante de uma rival direto na parte de baixo –, e o ânimo já é outro. Contra o Vasco, méritos para Ney Franco, que não foi comedido fora de casa, da escalação às substituições (um volante e um meia deram lugar a atacantes). Se o último passe era deficiente, as mexidas do técnico provocaram o erro vascaíno graças aos vários contra-ataques.


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Os números mostram o equilíbrio do jogo. Cada time finalizou 11 vezes, e a Ponte Preta teve vantagem mínima na posse de bola: 51% a 49%.

André deu assistência, e Diego Souza balançou a rede. Juntos, eles são responsáveis por 12 dos 30 gols do Sport no campeonato.

Borges marcou pelo segundo jogo seguido, chegou aos três gols e já é, ao lado de Felipe Azevedo, artilheiro da Ponte Preta no Brasileirão.


A volta à Ilha do Retiro depois de 45 dias e o gol marcado logo aos nove minutos do primeiro tempo não bastaram. Após um início promissor, o SPORT – diferentemente do que costuma fazer em casa – caiu de produção, recuou e viu a Ponte passar a ameaçar. Resistiu até os 36 do segundo tempo e aí não teve forças para reagir. Desta vez, a estrela de Hernane Brocador não brilhou. Já são cinco jogos sem vitória, e o Leão vai buscar a volta por cima em outro torneio: na quarta-feira, enfrenta o Bahia pela Copa Sul-Americana.


Mudar o técnico é um recurso que muitos dirigentes usam para dar uma resposta à torcida e um novo gás para o grupo. No caso da PONTE PRETA, pelo menos por enquanto, a estratégia tem dado certo. Após duas vitórias (sobre Flamengo e Avaí), a equipe comandada por Doriva conquistou um ponto precioso. Autor do gol, Borges comemorou bastante no fim do jogo. A campanha fora de casa, porém, ainda é o calcanhar de Aquiles da Macaca: venceu apenas uma partida no primeiro turno, contra o lanterna Vasco.


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Atlético-PR e Santos são grandes fábricas de jogadores. O Furacão teve, entre os titulares, quatro pratas da casa. E o Santos, outros seis.

Ricardo Oliveira perdeu novo pênalti – havia errado contra o Vasco – e chance incrível na cara do gol. Mas ainda é artilheiro do Brasileiro.

Duelo à parte: convocado para a Seleção olímpica, Otávio teve a missão de marcar Lucas Lima, chamado para a principal. E levou a melhor.


O ATLÉTICO-PR vive de fases no Brasileirão. Em determinados momentos, engata sequências de vitórias e anima a sua torcida. Em outros, como agora, fica alguns jogos sem vencer. São três empates e uma derrota nas últimas quatro rodadas. Apesar da superioridade (12 a 7 em finalizações e 61% a 39% em posse de bola), não teve calma e eficiência para vencer. Walter, que começou no banco por não estar 100% fisicamente, perdeu a melhor chance. Agora, o Furacão vira a chave para a Copa Sul-Americana – visita o Joinville na noite de quinta-feira.


Quando o artilheiro está sem inspiração ou sem sorte, tudo fica mais difícil. Ricardo Oliveira teve duas chances para balançar as redes para o SANTOS. Primeiro, desperdiçou – mais uma vez – um pênalti. Depois, livre na pequena área, chutou no travessão após rebote do goleiro. O empate pode ser visto de duas formas. O torcedor otimista vai comemorar os cinco jogos de invencibilidade. O pessimista vai lamentar a pior campanha como visitante entre os 20 times. A situação do Peixe no campeonato reflete este cenário de copo meio cheio, meio vazio: está no meio da tabela.


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O 0 a 0 no Mineirão acabou sendo o resultado da superioridade dos setores defensivos. Zagas celeste e colorada foram quase sempre soberanas.

E quase um defensor vira o herói às avessas: nos minutos finais, um toque involuntário de Mayke quase resultou em gol contra. Fábio salvou.

O goleiro da Raposa só havia aparecido ao parar Vitinho no início do jogo. Alisson deu as caras em duas defesas, quase se enrolando. Foi só.


Criticado pela escalação na derrota para o Joinville, Vanderlei Luxemburgo manteve o 4-5-1 com três volantes no meio de campo do CRUZEIRO. A diferença foi a postura da equipe em campo, obviamente ajudada pelo fato de jogar em casa. A busca pelo gol aconteceu desde o primeiro minuto, mas faltou inspiração. As mexidas foram ofensivas, o time encontrava espaços pelo lado esquerdo, mas o panorama não se alterou. Não houve, de fato, um lance de perigo, e as vaias da torcida depois do apito final foram a resposta. Justificável: a Raposa segue rondando perigosamente a zona de rebaixamento.


Na estreia de Argel Fucks, o INTERNACIONAL fez aquilo que a sua torcida espera sempre: jogou de igual para igual, independentemente do adversário e do mando de campo. E esteve mais perto do gol do que o Cruzeiro, mas parou em Fábio nos dois únicos momentos em que o grito de gol ficou preso na garganta. Em um deles, o protagonista foi Vitinho, que tentou infernizar a zaga celeste, mas pecou no individualismo e na tentativa de chutes que desta vez não deram resultado. Mas há perspectivas de melhora com Argel com a volta de suspensos e lesionados, como D'Alessandro e Alex.


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