MP pede suspensão da Geral do Grêmio após protesto violento no CT

Justiça decidirá se torcida organizada será punida por período de 90 dias, ou mais, para identificação de envolvidos em protesto


Fonte: Globoesporte.com

Foto: Fernando Becker/RBS TV
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) entrou na Justiça com medida cautelar que pede a suspensão das atividades da torcida organizada Geral do Grêmio após o protesto que teve atos violentos no CT do clube, na tarde de quarta-feira.



Nesta quinta, a direção Tricolor também impediu que a Geral e outras três agremiações (Torcida Jovem, Garra Tricolor e Rasta do Grêmio) utilizem materiais em jogos da equipe.


Conforme nota divulgada no site do MP-RS, até o momento a Geral do Grêmio é a única torcida identificada na confusão que envolveu arremesso de pedras no ônibus dos jogadores e na estrutura do Centro de Treinamentos Presidente Luiz Carvalho, na zona norte de Porto Alegre. Caso sejam verificados outros grupos, também serão responsabilizados, diz o órgão.


O pedido foi feito pelo promotor Thales Volcato, da Promotoria do Torcedor, e sugere a suspensão da Geral por no mínimo 90 dias, até que "todos ou a maioria das pessoas envolvidas nos atos criminosos sejam identificados".


Conforme divulgado pelo Grêmio nesta quinta, pelo menos 12 torcedores foram identificados e serão impedidos de ingressar na Arena. Além do clube, o MP-RS pede que Polícia Civil e Brigada Militar agilizem o processo de encontrar os responsáveis pelos atos de vandalismo.


"Precisamos identificar os envolvidos para buscar a possível responsabilização criminal pelos atos ali praticados, que, em tese, configuram delitos previstos no Estatuto do Torcedor e, também, outros tipos penais", afirma Volcato.


De acordo com determinação da direção tricolor, a Geral do Grêmio, a Torcida Jovem, a Garra Tricolor e Rasta do Grêmio não poderão apresentar seus materiais nas arquibancadas nos próximos jogos do clube na Arena. O período de suspensão ainda não foi confirmado.


Nas redes sociais, Geral, Rasta e Torcida Jovem se manifestaram para repudiar os atos de violência e afirmar que foram ao CT Luiz Carvalho com o intuito de protestar de maneira pacífica. E que não identificaram integrantes das torcidas nos atos violentos.


A confusão

Convocado pelas redes sociais na quarta-feira, o protesto de torcedores diante da má fase do Grêmio, na zona de rebaixamento do Brasileirão, tomou ares de tumulto após a chegada do ônibus dos jogadores ao centro de treinamentos da equipe.


O veículo foi alvo de pedras e fogos de artifício. Na sequência, houve também arremesso de pedras para dentro da área do CT, com estragos ao patrimônio do clube, e tentativa de invasão.



Eram cerca de 150 torcedores gremistas na Rua João Moreira Maciel, às margens da BR-290, que iniciaram a manifestação com gritos de cobrança a jogadores e dirigentes por meio de faixas. A Brigada Militar esteve no local e dispersou as pessoas quando a confusão começou. Ninguém ficou ferido.

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