Ao final de 90 e poucos minutos, o Grêmio deixou o torcedor com o queixo caído. Mas não por uma classificação épica, como na semana passada contra o Palmeiras, na Libertadores. Fez água a uma vantagem de 2 a 0 construída no primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil com pouquíssimo futebol e acabou eliminado pelo Athletico na noite de quarta-feira, na Arena da Baixada. Uma sucessão de erros gremistas levou a uma eliminação improvável no drama dos pênaltis.
Um dos poucos a falar após a queda, o diretor de futebol Alberto Guerra apontou este como o pior jogo da temporada. Nas redes sociais, os torcedores não mediram palavras. Muitos usaram "fiasco" e "vexame" para classificar a atuação. Renato foi mais comedido, mas disse que o time "não jogou nada".
- Grêmio teve algumas atuações muito abaixo neste ano. Acho que a daqui ainda foi pior que em Santiago (contra a Universidad Católica, pela Libertadores). Sempre que precisou decidir, jogou bem e conseguiu classificação. Hoje foi a primeira eliminação. Mas é seguir trabalhando, esperar baixar a poeira, todo mundo de cabeça quente - analisou Guerra.
Sentado na vantagem
A atuação tem, claro, participação do Athletico. O técnico Tiago Nunes usou a mesma estratégia de Porto Alegre, povoou o meio, mas não usou Lucho González, substituído por Léo Cittadini, o que fez toda a diferença.
Mas a apatia mostrada pelo Grêmio assustou. Não soube sair do jogo proposto pelo adversário, não se fechou e nem especulou no contra-ataque. Parecia sentado na vantagem de 2 a 0 feita em Porto Alegre.
Na prática, porém, isso não ocorreu. Rômulo não protegeu a zaga e Matheus Henrique não conseguiu ser dublê de Maicon para dar controle ao meio-campo. O resultado foi uma equipe viciada em chutões e lançamentos longos.
- O Grêmio não estava conseguindo jogar. Recuperava e entregava a bola de novo para o adversário muito facilmente. Isso fez com o que o adversário crescesse na partida, nos empurrasse para trás - analisou Renato Gaúcho.
Erros defensivos
O primeiro gol do Athletico saiu aos 16 minutos, com Nikão. Naquele momento, o Grêmio se encontrava com um jogador a menos. O lateral-direito Leonardo sentiu o joelho direito após disputa pelo alto e estava fora de campo. Galhardo ainda não havia entrado.
O Athletico aproveitou a brecha e criou justamente por aquele lado. Geromel saiu para fazer a cobertura de Alisson, então lateral. Portanto, a linha de defesa em total desorganização.
O gol de Marco Ruben, aos três minutos do segundo tempo, foi uma antecipação do argentino sobre o capitão gremista. Mas outra vez pelo lado direito. Galhardo e Alisson deram liberdade para Rony fazer o cruzamento na área.
O centroavante, velho carrasco gremista, pulou na frente de Geromel com facilidade. Matheus Henrique, sem marcação na entrada da área, poderia afundar para dar uma sobra aos defensores.
- Num momento crítico da partida, já não tínhamos mais o Leonardo e ainda tomamos o gol. Depois tomamos o segundo gol no início do segundo tempo e a expulsão do Kannemann. Não foi a noite do Grêmio. Foi a noite do Athletico - admitiu Renato.
Expulsão de Kannemann
O jogo já estava 2 a 0 para o Athletico. Se havia alguma possibilidade de reação - e não parecia haver -, ela foi por água abaixo com a expulsão de Kannemann. O zagueiro argentino deu uma entrada dura ao parar contra-ataque puxado por Léo Cittadini.
A falta era inevitável, pela superioridade numérica dos jogadores rubro-negros no lance. Mas a força determinou o cartão vermelho.
André saiu para David Braz refazer a linha defensiva. E o poder de fogo, já baixo, desapareceu. O Grêmio não conseguiu sair de perto da sua área, embora não tenha levado outro gol e arrastado a decisão para os pênaltis.
A controvérsia do VAR
Antes do primeiro gol do Athletico, o Grêmio reclamou de pênalti. Geromel subiu para cabecear e desviou a bola, que foi no braço de Wellington. O árbitro Wagner Magalhães foi até o monitor para ver o lance, mas interpretou como normal.
Nas entrevistas depois do jogo, o diretor Alberto Guerra e o técnico Renato Gaúcho reclamaram da decisão da arbitragem.
– Não posso deixar de dizer que foi pênalti, mudaria todo o panorama do jogo. Assistindo ao jogo ao vivo ficou muito claro, sem televisão. Modifica muito o jogo. Mais uma vez, nesse ano, nos foi sonegado (o pênalti) – declarou Guerra.
As ausências
Maicon e Everton fizeram muita falta. Apesar de estar no banco, o meio-campista não tinha condições de jogo por conta de dores na panturrilha direita. Sem ele, o controle no meio-campo inexistiu. O Grêmio passou a fazer um jogo de transição (ataque em velocidade), algo que não está acostumado.
Por suspensão, Everton ficou fora da partida decisiva e ouviu um puxão de orelha de Renato na entrevista depois do jogo. O camisa 11 levou o terceiro cartão amarelo por uma falta incomum na Arena, um carrinho por trás na marcação na altura do meio-campo.
- O meio-campo do Grêmio com o Maicon funciona de uma maneira diferente, envolve mais o adversário. Mas poderíamos ter, tínhamos uma vantagem boa, poderíamos ter defendido melhor e conseguir a classificação mesmo assim. O Everton também é uma válvula de escape muito boa, muito qualificada - analisou o vice de futebol Duda Kroeff.
– Não posso deixar de dizer que foi pênalti, mudaria todo o panorama do jogo. Assistindo ao jogo ao vivo ficou muito claro, sem televisão. Modifica muito o jogo. Mais uma vez, nesse ano, nos foi sonegado (o pênalti) – declarou Guerra.
Libertadores ganha peso maior
A Copa do Brasil se oferecia como uma chance mais palpável de título em 2019. Afinal, o Grêmio ostentava uma vantagem de dois gols na semifinal. A eliminação põe uma carga sobre o grupo, que não deu entrevistas ao deixar a Arena da Baixada.
- Pode ser mola propulsora para ir contra o Flamengo (na semifinal da Libertadores) com mais faca nos dentes, se é que precisa. Vestir essa camiseta já é uma motivação por si só, não precisa de mais motivação que estar no Grêmio. Mas teremos tempo para nos preparar, o Flamengo é um grande adversário - comentou Guerra.
O elenco já mostrou capacidade de reação nesta temporada: quando esteve próximo de ser eliminado na primeira fase da Libertadores e na semana passada, ao reverter uma derrota em casa para o Palmeiras e fazer 2 a 1 no Pacaembu. Terá pela frente o Flamengo, recheado de craques e qualidade técnica.
Neste duelo da Libertadores, Renato precisará mais do que nunca usar sua capacidade de ajustar os erros e mobilizar um elenco experiente e vencedor. A competição continental é o principal caminho para terminar o ano com uma conquista.
No Brasileirão, o Grêmio é apenas o 11º, distante 14 pontos do líder Flamengo e nove atrás do São Paulo, quarto colocado. Nesta quinta-feira, o elenco viaja direto para Belo Horizonte. O próximo compromisso será às 11h de domingo, contra o Cruzeiro, no Mineirão.
Grêmio, Análise, Copa do Brasil, Tricolor, Libertadores
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Um dos poucos a falar após a queda, o diretor de futebol Alberto Guerra apontou este como o pior jogo da temporada. Nas redes sociais, os torcedores não mediram palavras. Muitos usaram "fiasco" e "vexame" para classificar a atuação. Renato foi mais comedido, mas disse que o time "não jogou nada".
- Grêmio teve algumas atuações muito abaixo neste ano. Acho que a daqui ainda foi pior que em Santiago (contra a Universidad Católica, pela Libertadores). Sempre que precisou decidir, jogou bem e conseguiu classificação. Hoje foi a primeira eliminação. Mas é seguir trabalhando, esperar baixar a poeira, todo mundo de cabeça quente - analisou Guerra.
Sentado na vantagem
A atuação tem, claro, participação do Athletico. O técnico Tiago Nunes usou a mesma estratégia de Porto Alegre, povoou o meio, mas não usou Lucho González, substituído por Léo Cittadini, o que fez toda a diferença.
Mas a apatia mostrada pelo Grêmio assustou. Não soube sair do jogo proposto pelo adversário, não se fechou e nem especulou no contra-ataque. Parecia sentado na vantagem de 2 a 0 feita em Porto Alegre.
Na prática, porém, isso não ocorreu. Rômulo não protegeu a zaga e Matheus Henrique não conseguiu ser dublê de Maicon para dar controle ao meio-campo. O resultado foi uma equipe viciada em chutões e lançamentos longos.
- O Grêmio não estava conseguindo jogar. Recuperava e entregava a bola de novo para o adversário muito facilmente. Isso fez com o que o adversário crescesse na partida, nos empurrasse para trás - analisou Renato Gaúcho.
Erros defensivos
O primeiro gol do Athletico saiu aos 16 minutos, com Nikão. Naquele momento, o Grêmio se encontrava com um jogador a menos. O lateral-direito Leonardo sentiu o joelho direito após disputa pelo alto e estava fora de campo. Galhardo ainda não havia entrado.
O Athletico aproveitou a brecha e criou justamente por aquele lado. Geromel saiu para fazer a cobertura de Alisson, então lateral. Portanto, a linha de defesa em total desorganização.
O gol de Marco Ruben, aos três minutos do segundo tempo, foi uma antecipação do argentino sobre o capitão gremista. Mas outra vez pelo lado direito. Galhardo e Alisson deram liberdade para Rony fazer o cruzamento na área.
O centroavante, velho carrasco gremista, pulou na frente de Geromel com facilidade. Matheus Henrique, sem marcação na entrada da área, poderia afundar para dar uma sobra aos defensores.
- Num momento crítico da partida, já não tínhamos mais o Leonardo e ainda tomamos o gol. Depois tomamos o segundo gol no início do segundo tempo e a expulsão do Kannemann. Não foi a noite do Grêmio. Foi a noite do Athletico - admitiu Renato.
Expulsão de Kannemann
O jogo já estava 2 a 0 para o Athletico. Se havia alguma possibilidade de reação - e não parecia haver -, ela foi por água abaixo com a expulsão de Kannemann. O zagueiro argentino deu uma entrada dura ao parar contra-ataque puxado por Léo Cittadini.
A falta era inevitável, pela superioridade numérica dos jogadores rubro-negros no lance. Mas a força determinou o cartão vermelho.
André saiu para David Braz refazer a linha defensiva. E o poder de fogo, já baixo, desapareceu. O Grêmio não conseguiu sair de perto da sua área, embora não tenha levado outro gol e arrastado a decisão para os pênaltis.
A controvérsia do VAR
Antes do primeiro gol do Athletico, o Grêmio reclamou de pênalti. Geromel subiu para cabecear e desviou a bola, que foi no braço de Wellington. O árbitro Wagner Magalhães foi até o monitor para ver o lance, mas interpretou como normal.
Nas entrevistas depois do jogo, o diretor Alberto Guerra e o técnico Renato Gaúcho reclamaram da decisão da arbitragem.
– Não posso deixar de dizer que foi pênalti, mudaria todo o panorama do jogo. Assistindo ao jogo ao vivo ficou muito claro, sem televisão. Modifica muito o jogo. Mais uma vez, nesse ano, nos foi sonegado (o pênalti) – declarou Guerra.
As ausências
Maicon e Everton fizeram muita falta. Apesar de estar no banco, o meio-campista não tinha condições de jogo por conta de dores na panturrilha direita. Sem ele, o controle no meio-campo inexistiu. O Grêmio passou a fazer um jogo de transição (ataque em velocidade), algo que não está acostumado.
Por suspensão, Everton ficou fora da partida decisiva e ouviu um puxão de orelha de Renato na entrevista depois do jogo. O camisa 11 levou o terceiro cartão amarelo por uma falta incomum na Arena, um carrinho por trás na marcação na altura do meio-campo.
- O meio-campo do Grêmio com o Maicon funciona de uma maneira diferente, envolve mais o adversário. Mas poderíamos ter, tínhamos uma vantagem boa, poderíamos ter defendido melhor e conseguir a classificação mesmo assim. O Everton também é uma válvula de escape muito boa, muito qualificada - analisou o vice de futebol Duda Kroeff.
– Não posso deixar de dizer que foi pênalti, mudaria todo o panorama do jogo. Assistindo ao jogo ao vivo ficou muito claro, sem televisão. Modifica muito o jogo. Mais uma vez, nesse ano, nos foi sonegado (o pênalti) – declarou Guerra.
Libertadores ganha peso maior
A Copa do Brasil se oferecia como uma chance mais palpável de título em 2019. Afinal, o Grêmio ostentava uma vantagem de dois gols na semifinal. A eliminação põe uma carga sobre o grupo, que não deu entrevistas ao deixar a Arena da Baixada.
- Pode ser mola propulsora para ir contra o Flamengo (na semifinal da Libertadores) com mais faca nos dentes, se é que precisa. Vestir essa camiseta já é uma motivação por si só, não precisa de mais motivação que estar no Grêmio. Mas teremos tempo para nos preparar, o Flamengo é um grande adversário - comentou Guerra.
O elenco já mostrou capacidade de reação nesta temporada: quando esteve próximo de ser eliminado na primeira fase da Libertadores e na semana passada, ao reverter uma derrota em casa para o Palmeiras e fazer 2 a 1 no Pacaembu. Terá pela frente o Flamengo, recheado de craques e qualidade técnica.
Neste duelo da Libertadores, Renato precisará mais do que nunca usar sua capacidade de ajustar os erros e mobilizar um elenco experiente e vencedor. A competição continental é o principal caminho para terminar o ano com uma conquista.
No Brasileirão, o Grêmio é apenas o 11º, distante 14 pontos do líder Flamengo e nove atrás do São Paulo, quarto colocado. Nesta quinta-feira, o elenco viaja direto para Belo Horizonte. O próximo compromisso será às 11h de domingo, contra o Cruzeiro, no Mineirão.
Grêmio, Análise, Copa do Brasil, Tricolor, Libertadores
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Comentários
Comentários (9)
Concordo com alex ubirajara o Renato se acha o dono do grêmio mas isso tá acontecendo pq o presidente largou o grêmio nas mãos desses caras
Sou gremista desde que nasci o que vejo no nosso time não temos laterais tanto direito como esquerdo meio campo tem jogadores inutil como Romulo e taciano jogadores comum pra quem quer ganhar libertadores no ataque pepê e andr e pra matar
Bando de pernas de pau. Renato Prof Pardal. Vergonhoso
O grêmio ñ esta afundando por erros sim por burrice e teimosia esta indo no mesmo caminho do luxemburgo acha que e dono do time coloca so bruxos foi ele quem trouxe o cicero o romulo o jael e outros mais e esta brigando com o luan por não aceitar a troca com o morto do Thiago neves esta na hora do presidente mostrar pro Renato quem manda la na arena manda colocar o luan o Tardelli no ataque com o Everton e colocar o patrick pela esquerda ele esta a te queimando o Darlan por causa do morto do Rômulo
Pior e ter a cara de pau de dizer que este e o melhor e mais bonito futebol do Brasil, sim ja fomos! Mas já faz tempo que isso acabou, juro que não sei como passou pelo Palmeiras, este ano acabou não acredito em mais nada e o pior entregou a copa do Brasil de graça para o inter, pois perder para este time mediocre do atletico paranaense so o Gremio mesmo.
Sou gremista até morrer! Mas já estou comprando um balaio novinho pro jogo do flamengo
Louco! Assim vai jogar na seleção?
Discordo sobre zagueiro loco mano renato errou ao escalar 3 jogador mas condena kannemann já é demais
Zagueiro louco, laterais que não sabem cruzar, meio de campo morto, André de camisa 9. Essa é a merda do time do Renato.
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