Lauro Alves / Agencia RBS
Não é fácil explicar o que nos faz torcer para determinado clube. Pela idade que decidimos, acredito que contém fatores como, por exemplo, a influência das pessoas mais velhas que vivem ao nosso redor e a exposição midiática que esta equipe recebe. Mas dizer por que nos tornamos verdadeiramente torcedores é mais complicado.
Quando comecei a buscar as razões que me faziam gostar tanto do Grêmio, concluí que me sentia atraído pelas dificuldades. Sempre me orgulhei muito mais das vitórias improváveis do que das goleadas históricas. Por anos, exaltei um empate em 4 a 4 contra o Fluminense, no velho Olímpico, com os dois gols finais marcados já no último suspiro da partida. No fim, aquele ponto conquistado nos acréscimos não mudou em nada a situação no campeonato, mas o prazer estava em poder mostrar ao Brasil que éramos capazes de ferir o adversário mesmo quando todos pensavam que já estávamos acabados.
E então Renato volta a Porto Alegre. Em meio a uma das tantas turbulências vividas nos últimos
15 anos, estreia com uma classificação para as quartas de final da Copa do Brasil da maneira mais Grêmio possível: com uma derrota em casa, com o goleiro dando a volta por cima e indo para o vestiário às lágrimas.
Naquela noite, Renato parecia estar trazendo de volta o Grêmio que aprendi a amar.
O tempo, porém, provou que Renato estava farto do velho Grêmio. A era do gol sofrido aos 48 do segundo tempo precisaria ficar no passado, assim como os 15 anos sem conquistas relevantes. Era chegada a hora do Grêmio que encanta pelo talento de Luan, pela velocidade dos pontas e pela cadência de seus volantes. Um Grêmio capaz de, por dois anos consecutivos, garantir a vaga na final na partida de ida. Um Grêmio que, em 2016, silenciou as duas maiores torcidas de Minas e, em 2017, quando já desconfiavam, rachou o Equador ao meio e mostrou para América a sua força.
Hoje, quem vai a campo é um Grêmio novo, que ainda estou tentando entender. Um Grêmio que me permite sair de casa para uma semifinal de Libertadores com a certeza de que a noite terminará em festa. Aproveite cada minuto desta quarta-feira, torcedor, pois os tempos são outros – e agradeça a Renato por isso.
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E então Renato volta a Porto Alegre. Em meio a uma das tantas turbulências vividas nos últimos
15 anos, estreia com uma classificação para as quartas de final da Copa do Brasil da maneira mais Grêmio possível: com uma derrota em casa, com o goleiro dando a volta por cima e indo para o vestiário às lágrimas.
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O tempo, porém, provou que Renato estava farto do velho Grêmio. A era do gol sofrido aos 48 do segundo tempo precisaria ficar no passado, assim como os 15 anos sem conquistas relevantes. Era chegada a hora do Grêmio que encanta pelo talento de Luan, pela velocidade dos pontas e pela cadência de seus volantes. Um Grêmio capaz de, por dois anos consecutivos, garantir a vaga na final na partida de ida. Um Grêmio que, em 2016, silenciou as duas maiores torcidas de Minas e, em 2017, quando já desconfiavam, rachou o Equador ao meio e mostrou para América a sua força.
Hoje, quem vai a campo é um Grêmio novo, que ainda estou tentando entender. Um Grêmio que me permite sair de casa para uma semifinal de Libertadores com a certeza de que a noite terminará em festa. Aproveite cada minuto desta quarta-feira, torcedor, pois os tempos são outros – e agradeça a Renato por isso.
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Comentários
Comentários (1)
Muito Boa reflexão, concordo com vc amigo gremista.
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Aplicativo Gremio Avalanche
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