Após protestos e visita ao CT, Tiago Nunes vê sua última oportunidade de reação no Grêmio


Fonte: Uol Esportes

Após protestos e visita ao CT, Tiago Nunes vê sua última oportunidade de reação no Grêmio
Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA
Hoje (4), para o Grêmio, é vencer ou trocar de treinador. O jogo contra o Atlético-GO é a última chance para Tiago Nunes seguir à frente do time que ele assumiu em abril. Ainda sem vitórias no Campeonato Brasileiro, o clube gaúcho vive dias de pressão inédita nos últimos anos. Os protestos com faixas espalhadas por Porto Alegre se materializaram com uma visita de torcedores ao CT, na quinta-feira. Três deles foram recebidos pela diretoria e pela comissão técnica. Todos envolvidos naquela conversa torcem pela mesma coisa neste domingo.



Grêmio e Atlético-GO jogam às 20h30 (horário de Brasília), na Arena do Grêmio.


Tiago Nunes vai para o décimo nono jogo à frente do Grêmio e já está avisado, inclusive publicamente: mesmo com bons sinais no dia a dia, a demissão acontecerá em caso de empate ou derrota. A diretoria chegou a se reunir na quarta-feira, após derrota para o Juventude, mas preferiu manter o treinador no cargo.


De quarta-feira para cá, Tiago Nunes conversou com lideranças do elenco do Grêmio, fez reunião particular com o time titular e montou a equipe com poucas mudanças na escalação, mas novidades na estratégia.


Os dirigentes esperam um time mais agudo, capaz de fazer gols. Até aqui, o Grêmio jogou seis partidas pelo Brasileirão (os confrontos com Flamengo e Cuiabá foram adiados) e fez somente quatro gols. Diante do Juventude, passou longe. A leitura é que a evolução que foi notada anteriormente, mesmo que pequena, sumiu.


A ideia gremista, em abril, era ter Tiago Nunes como condutor de uma transformação a médio prazo, dando tempo para criar condição para a saída de jogadores experientes e a inclusão de jovens. Nos primeiros dez jogos, os resultados (mais que o próprio rendimento) ajudaram, mas nas semanas recentes nenhuma das duas coisas apareceu. Já são seis partidas sem vitória, somando todos os campeonatos.


O clima já era tenso antes do protesto da torcida. A cobrança aumentou e além da queda coletiva, as individualidades oscilaram mais. O surto de covid-19, após o título do Campeonato Gaúcho, é citado diante dos microfones e fora deles, mas também já virou consenso que mesmo com tantas ausências ao mesmo tempo (inclusive toda comissão técnica), o elenco poderia entregar mais.



"A gente sabe que futebol é feito de performance, de parceria, mas também é feito de resultados. Não somos ingênuos. Não estou colocando nenhum tipo de limite no jogo de domingo, não sinto essa limitação, mas é questão de hombridade. Entender o tamanho do clube em que estamos. Entregar o resultado que já passou da hora de ter. Vamos fazer o nosso melhor para dar a volta por cima", disse Tiago Nunes, na quarta-feira, após o jogo com o Juventude e a reunião com a diretoria no vestiário.

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