Vai decolar? Com pior início nos pontos corridos, Grêmio se inspira em arrancadas de Renato


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O começo do Grêmio preocupa. O time amarga a lanterna após cinco rodadas e não conhece vitória no Brasileirão. Apesar do cenário, a confiança no trabalho de Tiago Nunes prossegue, e o clube aposta em repetir as arrancadas em campeonatos passados sob o comando de Renato Portaluppi, que também contaram com largadas turbulentas.



O empate em 0 a 0 com o Fortaleza no último domingo, na Arena, manteve o Tricolor no incômodo último lugar. A equipe soma apenas dois pontos, 15 atrás do líder Bragantino (que soma duas partidas a mais que os gaúchos, diga-se). A campanha é idêntica à arrancada de 2019, ainda com o maior ídolo à frente da equipe.

Apesar de a competição ainda estar no início, o título já começa a ficar distante. O que não impede de, em caso de arrancada como em anos anteriores, o clube assegurar uma vaga à próxima edição da Libertadores.



O Grêmio é seu próprio exemplo. Há dois anos, após cinco jogos o time estava em penúltimo, empatado com o Vasco, mas levava vantagem pelo saldo de gols. Na ocasião, Renato, com a confiança habitual, cravou uma de suas frases mais marcantes na vitoriosa passagem, que durou de 2016 até maio deste ano.

- O Grêmio vai decolar.

Renato tinha como atenuante o fato de disputar Libertadores e Copa do Brasil ao mesmo tempo. Algo que hoje não atrapalha Tiago Nunes. Só que a profecia do ídolo gremista se cumpriu. O time conseguiu engrenar e terminou em quarto lugar com 65 pontos, 25 atrás do campeão Flamengo.

Lembranças de Renato

Arrancadas, aliás, marcaram as passagens do treinador pelo Tricolor. Em 2010, na primeira vez que comandou o clube do coração, Renato assumiu na 18ª posição com 12 pontos após 13 jogos. Conseguiu levar o time ao quarto lugar, com 63 pontos, oito a menos que o Fluminense, que ficaria com a taça.

Três anos depois, o treinador regressou ao clube. O cenário não era tão delicado quanto em 2010. Na quinta rodada, o Grêmio acumulava oito pontos e estava em sétimo.

Com seu trabalho, terminou em segundo, com 65, 11 a menos que o campeão Cruzeiro. É baseado neste histórico que Tiago Nunes, apesar do desconforto com a fase, aposta pela redenção.



- Tranquilidade eu não tenho. Sei da magnitude do Grêmio. É um ano de transição também. Temos muitos jovens no grupo que estão chegando, outros que estão perdendo espaço após muitas conquistas - afirmou o técnico após o empate com o Fortaleza.

O histórico surge como trunfo, mas há necessidade de iniciar a retomada. O Grêmio reconhece o débito. Porém, evita estipular prazo para a arrancada. O foco é, tão logo a desejada vitória apareça, que venha acompanhada de uma sequência para mudar o objetivo na competição.

- Estamos no início da competição. Começamos mal e a pontuação não é boa. Mas cada vez que vencermos serão mais três pontos. Se vencermos três, estaremos no meio da tabela, encostados no grupo mais à frente e entramos em outro campeonato - prega o executivo de futebol Diego Cerri.


Reina a expectativa de quando iniciará esta redenção. A próxima chance será nesta quarta-feira, quando o Tricolor encara o Juventude. A partida ocorre às 21h30 no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul.


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