Lucas Uebel / Grêmio FBPA
Em uma emocionada entrevista ao The Players’ Tribune Brasil, que quis ouvir do experiente técnico Luiz Felipe Scolari, o Felipão, o significado da sua relação com o Grêmio, o sentimento de saudade do Estádio Olímpico, de lembranças positivas da década de 90 e dos títulos e principalmente o orgulho da trajetória falaram mais alto.
Veja as declarações em vídeo e, abaixo, as principais falas de Felipão:
Saudades do Estádio Olímpico:
“Bah, que saudade do Olímpico. A gurizada de hoje está acostumada com as arenas do Brasil e sonha em conhecer os estádios da Europa que assistem pela televisão e onde jogam pelo videogame. Eu entendo perfeitamente. São maiores, mais modernas, imponentes e fazem parte do processo natural de evolução. Seguir em frente e não se apegar muito ao passado é, na maioria das vezes, o melhor caminho. Na vida e no futebol. Mas o Olímpico era diferente. Uma barbaridade. A atmosfera, espetacular. E somos da mesma geração, tu sabias? Não vou dizer que vi o Monumental nascer, porque eu era guri, com cinco anos, e ainda morava em Passo Fundo quando aconteceu a inauguração, em setembro de 1954. Mas eu acompanhei, de perto e de longe, a maior parte da sua existência. E que história! Por isso, mesmo que ele tenha deixado de ser o coração da Azenha, ele continuará imortal dentro de mim. O Olímpico me projetou para o mundo”.
Histórias do título brasileiro de 1996
“Eu poderia relatar aqui inúmeras histórias de bastidores que demonstrariam o ambiente de amizade e companheirismo que existia naquele elenco, mas faltaria espaço. Para matar a tua curiosidade, vou te contar uma da partida de volta da final do Campeonato Brasileiro de 1996. Segundo tempo no Olímpico, o Dinho, nosso capitão e principal líder, chega à beira do campo e me pede: “Professor, me tira, por favor. Pelo amor de Deus! Eu não estou conseguindo fazer mais nada e nós precisamos de alguém mais avançado. Coloca o Ailton no meu lugar”. Como existia muita confiança entre todos nós, decidi arriscar e atendi o pedido do Dinho. Nove minutos depois, o Carlos Miguel (obrigado, Londrina!) lançou, a defesa da Portuguesa tentou afastar, no rebote o Ailton fez o 2 a 0 e colocou mais uma taça na história gremista”.
O que o Grêmio representa na vida de Felipão:
“No Grêmio, eu me sinto em casa, não importa a época. E, no nosso lar, cuidamos dos nossos. Carinho e amor definem essa relação que começou à distância e depois se materializou em anos dourados. Um sentimento que está no sangue da família Scolari, presente nas novas gerações. De Portugal, um dos meus filhos adora palpitar e conversar sobre o Grêmio. Às vezes até demais. Dos meus netos, manda fotos vestidos com o fardamento tricolor. É o lema que eu mesmo, guri, já cantei no Olímpico, né? Com o Grêmio, onde o Grêmio estiver“
#gremio #imortal #tricolor #felipao #treinador #idolo
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Veja as declarações em vídeo e, abaixo, as principais falas de Felipão:
Felipão relembra grandes conquistas pelo @gremio, além de exaltar sua paixão como torcedor e, sobretudo, como um dos maiores ídolos nos 117 anos de história do tricolor gaúcho.
— The Players' Tribune Brasil (@TPT_Brasil) May 28, 2021
Em parceria com @sportingbetBR. pic.twitter.com/gtXrYL4vv0
Saudades do Estádio Olímpico:
“Bah, que saudade do Olímpico. A gurizada de hoje está acostumada com as arenas do Brasil e sonha em conhecer os estádios da Europa que assistem pela televisão e onde jogam pelo videogame. Eu entendo perfeitamente. São maiores, mais modernas, imponentes e fazem parte do processo natural de evolução. Seguir em frente e não se apegar muito ao passado é, na maioria das vezes, o melhor caminho. Na vida e no futebol. Mas o Olímpico era diferente. Uma barbaridade. A atmosfera, espetacular. E somos da mesma geração, tu sabias? Não vou dizer que vi o Monumental nascer, porque eu era guri, com cinco anos, e ainda morava em Passo Fundo quando aconteceu a inauguração, em setembro de 1954. Mas eu acompanhei, de perto e de longe, a maior parte da sua existência. E que história! Por isso, mesmo que ele tenha deixado de ser o coração da Azenha, ele continuará imortal dentro de mim. O Olímpico me projetou para o mundo”.
Histórias do título brasileiro de 1996
“Eu poderia relatar aqui inúmeras histórias de bastidores que demonstrariam o ambiente de amizade e companheirismo que existia naquele elenco, mas faltaria espaço. Para matar a tua curiosidade, vou te contar uma da partida de volta da final do Campeonato Brasileiro de 1996. Segundo tempo no Olímpico, o Dinho, nosso capitão e principal líder, chega à beira do campo e me pede: “Professor, me tira, por favor. Pelo amor de Deus! Eu não estou conseguindo fazer mais nada e nós precisamos de alguém mais avançado. Coloca o Ailton no meu lugar”. Como existia muita confiança entre todos nós, decidi arriscar e atendi o pedido do Dinho. Nove minutos depois, o Carlos Miguel (obrigado, Londrina!) lançou, a defesa da Portuguesa tentou afastar, no rebote o Ailton fez o 2 a 0 e colocou mais uma taça na história gremista”.
O que o Grêmio representa na vida de Felipão:
“No Grêmio, eu me sinto em casa, não importa a época. E, no nosso lar, cuidamos dos nossos. Carinho e amor definem essa relação que começou à distância e depois se materializou em anos dourados. Um sentimento que está no sangue da família Scolari, presente nas novas gerações. De Portugal, um dos meus filhos adora palpitar e conversar sobre o Grêmio. Às vezes até demais. Dos meus netos, manda fotos vestidos com o fardamento tricolor. É o lema que eu mesmo, guri, já cantei no Olímpico, né? Com o Grêmio, onde o Grêmio estiver“
#gremio #imortal #tricolor #felipao #treinador #idolo
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