Responsável pela estreia profissional de Douglas Costa no Grêmio, em 2008, Celso Roth tem uma longa carreira na bagagem para decretar: "quando um jogador está feliz, ninguém segura". É neste contexto que ele entende a contratação do atacante, que retorna ao clube após 11 anos na Europa.
Atualmente sem clube, Roth conversou por vídeo com a reportagem do ge direto de sua residência, em Osório. Ainda que não tenha mais contato com o jogador, o fator "felicidade" certamente pesou, como acredita o treinador e o próprio atleta já expressou.
Recado direto e reto: que seja feliz. O Grêmio vai contar com um jogador feliz. Quando um jogador está feliz, ninguém segura.
— Celso Roth ao ge
— Às vezes as pessoas não entendem. Jogador deixa de ganhar financeiramente para vir e tal. Mas chega um momento na vida que é muito importante ser feliz. Não falei com o Douglas, mas me parece que ele leva em conta a felicidade dele. Espero que Douglas e Grêmio se deem bem — declara Celso Roth.
Uma das pessoas que tão bem conhece Douglas Costa, Roth faz questão também de pedir calma à torcida gremista. Até porque o treinador acredita que ele não renderá em um estalar de dedos.
— Por incrível que pareça, vou dizer para ter calma, algo que a torcida não tem. O Douglas é um grande jogador, ninguém tem dúvida. Técnica é excelente e, fisicamente, tem uma potência enorme. Mas não é da noite para o dia que ele vai entrar no time e dar resultado. Ele vai ajudar o Grêmio. Será protagonista? É o que muitos esperam. Tomara que seja. Mas calma, porque o futebol não é um jogador só, é coletivo — pede Roth.
O retorno de Doulgas Costa ocorre 11 anos após sua transferência ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Ele ainda passou por Bayern de Munique e Juventus, clube atual ao qual pertence. Para Roth, trata-se de uma volta às origens de um gaúcho que atuou na Europa.
— Não sei se é amor, mas tem uma parcela de lembrança pelo que os clubes fizeram por eles. É isso que acontece com jogadores da base. É um sentimento de troca. A gente pode estar numa crise danada, mas o Brasil é o Brasil. Para nós gaúchos, o Rio Grande do Sul é o Rio Grande do Sul. A gente gosta de voltar para Porto Alegre. É isso: reviver, voltar às origens. Por mais bonito que seja a Europa, viver lá é diferente do que visitar — comenta Roth.
Em abril de 2009, em um treino no antigo campo suplementar do Estádio Olímpico, o treinador deu uma bronca em Douglas Costa. A situação repercutiu tanto que o técnico se explicou em entrevista coletiva.
Hoje, o técnico reforça que a linguagem utilizada foi natural do ambiente futebolístico e que a "chamada de atenção" é necessária com garotos oriundos das categorias de base. Aliás, foi Roth quem subiu Douglas para o time principal do Grêmio, em 2008.
O treinador tem como função colocar limites. A imprensa achou que foi exagerado. Foi tão exagerado que foi um dos melhores jogadores do mundo.
— Celso Roth
— Os elogios ninguém lembra, as críticas todos lembram (risos). Ali era uma questão de entendimento e estrutura do clube, o campo de treino era do lado do Olímpico e a imprensa ficava ali. De repente o Douglas foi escolhido por mim para jogar contra o Botafogo. Ele faz gol, vai bem e fica no grupo principal. Treina no dia seguinte e já não é o mesmo. Não é o caso do Douglas, é o de todos vindos da base — afirma.
Grêmio, Celso Roth, Douglas Costa
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Recado direto e reto: que seja feliz. O Grêmio vai contar com um jogador feliz. Quando um jogador está feliz, ninguém segura.
— Celso Roth ao ge
— Às vezes as pessoas não entendem. Jogador deixa de ganhar financeiramente para vir e tal. Mas chega um momento na vida que é muito importante ser feliz. Não falei com o Douglas, mas me parece que ele leva em conta a felicidade dele. Espero que Douglas e Grêmio se deem bem — declara Celso Roth.
Uma das pessoas que tão bem conhece Douglas Costa, Roth faz questão também de pedir calma à torcida gremista. Até porque o treinador acredita que ele não renderá em um estalar de dedos.
— Por incrível que pareça, vou dizer para ter calma, algo que a torcida não tem. O Douglas é um grande jogador, ninguém tem dúvida. Técnica é excelente e, fisicamente, tem uma potência enorme. Mas não é da noite para o dia que ele vai entrar no time e dar resultado. Ele vai ajudar o Grêmio. Será protagonista? É o que muitos esperam. Tomara que seja. Mas calma, porque o futebol não é um jogador só, é coletivo — pede Roth.
O retorno de Doulgas Costa ocorre 11 anos após sua transferência ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Ele ainda passou por Bayern de Munique e Juventus, clube atual ao qual pertence. Para Roth, trata-se de uma volta às origens de um gaúcho que atuou na Europa.
— Não sei se é amor, mas tem uma parcela de lembrança pelo que os clubes fizeram por eles. É isso que acontece com jogadores da base. É um sentimento de troca. A gente pode estar numa crise danada, mas o Brasil é o Brasil. Para nós gaúchos, o Rio Grande do Sul é o Rio Grande do Sul. A gente gosta de voltar para Porto Alegre. É isso: reviver, voltar às origens. Por mais bonito que seja a Europa, viver lá é diferente do que visitar — comenta Roth.
Em abril de 2009, em um treino no antigo campo suplementar do Estádio Olímpico, o treinador deu uma bronca em Douglas Costa. A situação repercutiu tanto que o técnico se explicou em entrevista coletiva.
Hoje, o técnico reforça que a linguagem utilizada foi natural do ambiente futebolístico e que a "chamada de atenção" é necessária com garotos oriundos das categorias de base. Aliás, foi Roth quem subiu Douglas para o time principal do Grêmio, em 2008.
O treinador tem como função colocar limites. A imprensa achou que foi exagerado. Foi tão exagerado que foi um dos melhores jogadores do mundo.
— Celso Roth
— Os elogios ninguém lembra, as críticas todos lembram (risos). Ali era uma questão de entendimento e estrutura do clube, o campo de treino era do lado do Olímpico e a imprensa ficava ali. De repente o Douglas foi escolhido por mim para jogar contra o Botafogo. Ele faz gol, vai bem e fica no grupo principal. Treina no dia seguinte e já não é o mesmo. Não é o caso do Douglas, é o de todos vindos da base — afirma.
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