"Foi para isso que saí do Grêmio", Renato repete sonho de treinar Seleção, mas prioriza o descanso

Técnico concedeu entrevista ao "Bem, Amigos" desta segunda-feira


Fonte: Gaúcha ZH

Foi para isso que saí do Grêmio, Renato repete sonho de treinar Seleção, mas prioriza o descanso
JC Pereira / AgNews
Renato Portaluppi pretende passar um tempo no comando times de futevôlei formados por amigos antes de voltar ao futebol profissional. As propostas existem, segundo o técnico, mas valores financeiros não mexem tanto assim com ele. Renato quer descansar e aproveitar a família para apenas depois encontrar um desafio que o re-aproxime do sonho de treinar a Seleção.



"Tive proposta de Singapura, de Dubai, valores muito altos, altíssimos. As mais recentes foram do Atlético-MG e, na semana passada, do Santos. Tive conversas muito boas com o presidente do Santos, tem ideias maravilhosas, mas coloquei para ele que quero descansar no momento, foi para isso que saí do Grêmio, aproveitar a família", comentou, em entrevista ao ""Bem, Amigos", desta segunda-feira (10).


Ele diz não ter grandes exigências para um novo projeto. O Flamengo, que nas últimas trocas de técnicos sondou sua situação, não apareceu na conversa.


— Amanhã ou depois, se tiver um clube com dificuldade no campeonato, correndo risco de rebaixamento e valendo a pena o desafio, pode ter certeza de que vou considerar. Não tenho essas vaidades de só começar na pré-temporada ou em quem disputa título — complementou.

Único brasileiro a conquistar a Libertadores como jogador e técnico, Renato enalteceu os treinadores brasileiros e diz que escolher um estrangeiro para comandar a Seleção seria um absurdo. Ainda assim, elogia a presença dos profissionais que vêm de fora:


"Tem muitos técnicos bons no Brasil. Os que vêm de fora são bem recebidos, tem espaço para todos. Na final da Copa do Brasil falei com o Abel (Ferreira), é um grande técnico, como outros que já passaram por aqui. É igual jogador, às vezes dá certo, às vezes não".


Renato, por fim, repetiu e não escondeu o desejo de trabalhar na Seleção.



"Quando eu tinha 19 anos meu sonho era chegar na Seleção Brasileira. Cheguei. Hoje tenho outro sonho, de treinar a seleção. Se vou chegar, não sei, mas vou trabalhar para chegar. Respeito o trabalho do Tite e dos outros treinadores , mas tenho que sonhar. É meu próximo objetivo", declarou.

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