Conheça as posições em que Rafinha pode ser escalado no Grêmio

Jogador deve ser titular da lateral direita, mas uso em outras posições também é possibilidade


Fonte: Gaúcha ZH

Conheça as posições em que Rafinha pode ser escalado no Grêmio
Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA
Uma posição que o técnico Tiago Nunes não deve ter problemas para escalar no Grêmio ao longo de 2021 é a lateral direita. Além do surgimento de Vanderson, autor de um dos gols na vitória sobre o Ypiranga, ele tem à disposição o veterano Rafinha. Com menos de um mês em Porto Alegre, o jogador com passagens vitoriosas pelo futebol alemão e no Flamengo já demonstra ser uma das lideranças do grupo gremista.



"Tem muitos jovens aqui no Grêmio que precisam de um cuidado especial. É muito boa essa mescla com jogadores mais experientes lapidando os meninos, dando aquele puxão de orelha quando é preciso", disse Rafinha em entrevista ao Zona Mista, da Rádio Gaúcha, na noite de domingo (25).


Além da experiência, Rafinha oferece versatilidade ao elenco. Desde sua chegada ao clube, projeta-se um possível aproveitamento jogando como meia pela direita, em função ocupada por Alisson nas últimas temporadas, preservando o jovem de 19 anos como titular.


Esta, porém, não é uma das posições em que o jogador mais foi utilizado ao longo da carreira. Chegou a ser escalado desta forma por Jorge Jesus no Flamengo, mas a derrota por 2 a 0 para o Emelec que quase custou a eliminação na Libertadores fez com que a experiência durasse apenas um jogo.


No Bayern de Munique, o brasileiro tinha na lateral a concorrência de Phillip Lahm, capitão da equipe e também da seleção alemã. E na frente havia jogadores como Arjen Robben e Thomas Müller. As chances de titularidade, portanto, eram pequenas. Isso fez com que boa parte das improvisações do atleta do Grêmio na Baviera tenham ocorrido como defensor.


"Ele atuou algumas vezes como volante pela direita com o Guardiola. O Guardiola usou o Rafinha, inclusive, mais como zagueiro do que como volante. Ele nunca fez um jogo como um meio-campista avançado, foi sempre como jogador de contenção. E ele foi bem, deu conta do recado", explica o jornalista Mario André Monteiro, do blog Alemanha FC, especializado em futebol alemão.


Ainda que o rendimento na zaga também tenha sido positivo, recebendo elogios no país europeu, a ideia não é levada em conta no Grêmio. O contexto na Alemanha era favorável ao aproveitamento de um jogador mais baixo na posição, já que o time era o que tinha a posse da bola durante boa parte do jogo e quase não era explorado defensivamente.


Na temporada de 2015-2016, por exemplo, o Bayern conquistou a Bundesliga com apenas 17 gols sofridos em 34 partidas — a segunda melhor defesa do campeonato foi do Borussia Dortumund, que levou 34. Para efeitos de comparação, a equipe gaúcha já foi vazada 16 vezes em 16 jogos na temporada de 2021.


Embora o histórico na Europa indique uma maior probabilidade de o jogador ser aproveitado como volante do que como meia-direita, o comentarista Sérgio Xavier Filho, do SporTV, enxerga a escalação de Rafinha mais avançado com bons olhos.


"Em um 4-2-3-1 seria mais simples. Vanderson vai para o ataque, Rafinha recompõe como meia voltando pelo lado direito, tudo certo. Quando o jogo para, voltam para os seus lugares. Se Rafinha for o volante e tentar cobrir o Vanderson, fica um buraco no meio, difícil sincronizar. Para resumir, não usaria ele como volante, a não ser que o Tiago Nunes vá com um 4-3-3, com Thiago Santos mais cão de guarda, Rafinha e Jean Pyerre mais recuado. E o Matheus Henrique? Pois é, não fica tão simples acomodar", opina.


Outra alternativa é inverter o lateral para o lado esquerdo, o que já ocorreu na Alemanha, mas sempre em questões emergenciais. Em 2018, já sob o comando de Jupp Heynckes, precisou substituir Alaba e foi um dos grandes destaques no empate em 0 a 0 com o Sevilla que garantiu os bávaros nas semifinais da Liga dos Campeões. Saiu de campo aos 41 minutos do segundo tempo ovacionado pelos torcedores na Allianz Arena.


"Quebra-galho bom (como lateral-esquerdo), com um canhoto na esquerda para ter alguma profundidade. Se tiver um destro lá, complica bem, fica todo mundo batendo cabeça e cortando para dentro", defende Sérgio Xavier Filho.



A tendência é que Rafinha seja mesmo titular da lateral direita gremista. Mas sua carreira mostra que, mesmo circunstancialmente, o jogador pode ser uma espécie de curinga no time de Tiago Nunes. Vai depender do técnico.

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