Tiago Nunes já trabalhou com Jean Pyerre e mudou metodologia na base do Grêmio

Técnico tem negociação bem encaminhada com o Tricolor e pode inclusive ser anunciado nesta quarta-feira. Entre 2013 e 2014, ele foi treinador da equipe sub-15 gaúcha


Fonte: Globoesporte.com

Tiago Nunes já trabalhou com Jean Pyerre e mudou metodologia na base do Grêmio
Foto: Arquivo pessoal
Apesar do discurso cauteloso de Marcos Herrmann em sua primeira manifestação como vice de futebol, existe uma expectativa interna que o novo técnico do Grêmio seja anunciado nesta quarta-feira, véspera da estreia na Sul-Americana. Tiago Nunes, conforme ouviu o ge, está ansioso para colocar a mão na massa em um clube no qual tem passagem anterior.



O acordo está costurado para um vínculo até o fim de 2022. Herrmann fez elogios ao treinador em entrevista coletiva na terça, mas negou acerto. Falou em conversar mais sobre conceitos. Mas existe a confiança nos bastidores de que Nunes será anunciado nesta quarta.


O treinador já rodou por 12 times gaúchos na carreira, entre profissional e categorias de base. Um deles, o Grêmio. Em 2013, Tiago Nunes chegou ao clube para a equipe sub-15, onde permaneceu até o ano seguinte.



Veio na mesma leva de André Jardine, que assumiu o sub-17, e James Freitas, comandante do sub-18. Naquele momento, o coordenador-geral era Júnior Chávare, com Francesco Barletta, atual dono do cargo, no comando da captação. O trabalho foi montado para priorizar o jogo técnico, que gerou frutos para o clube nos últimos anos.


"Naquele momento, o Grêmio era muito mais conhecido pelo futebol de enfrentamento do que pelo futebol técnico. A partir de 2013, passamos a mudar esse perfil, com jogadores que chegam e com comandantes técnicos que queiram propor esse jogo", conta Júnior Chávare, hoje no Bahia, ao ge.


"Esse é o grande diferencial (de Tiago Nunes), uma pessoa que tinha muito comprometimento com o trabalho. Sabia claramente o que queria fazer, como e quando fazer. A partir daí, traçou seus objetivos e os atingiu", Júnior Chávare, ex-coordenador da base do Grêmio.


Experiência e muita rodagem

Tiago chegou para a base do Grêmio com experiência já farta no interior gaúcho. Rodou por São Luiz e União Frederiquense, entre outros, além de empreitadas no Rio Branco, no Acre, e Nacional, no Amazonas. Os "passos atrás" ao voltar a trabalhar na formação eram para absorver novos conceitos.


Na passagem pelo Grêmio, trabalhou com atletas nascidos em 1998. Caso do meia Jean Pyerre e do volante Darlan, ambos hoje no elenco principal, além dos também armadores Patrick e Lincoln.


Outros nomes conhecidos que passaram pelas mãos do treinador são o goleiro Phelipe Megiolaro, emprestado ao Dallas, dos Estados Unidos, e o atacante Dionathã.


"O Tiago, na época, veio para a sub-15. Ele vinha de uma realidade mais profissonal. Nos disse que o interesse em voltar para a base era justamente pegar algumas metodologias novas de trabalho e ganhar repertório", Francesco Barletta, coordenador da base do Grêmio.


"(Tiago) Se adaptou muito bem, foi um grande colega no tempo aqui conosco. Um cara parceiro, de boa conversa, de boas trocas de ideias. Ficamos muito felizes que ele tenha prosperado na carreira", lembra Francesco Barletta, atual coordenador da base, ao ge.


Depois da passagem pelo Grêmio, Tiago foi contratado pelo sub-20 do Juventude. Passou também pela mesma categoria na Ferroviária, no São Paulo-RS e se destacou no Gauchão de 2017 pelo Veranópolis — inclusive, foi goleado pelo Tricolor naquela edição. Depois, rumou para o Athletico. Ali, catapultou a carreira.


Dedicação e suporte

Tiago é visto desde a primeira passagem pelo Grêmio como um workaholic ("viciado em trabalho"). Chega cedo no centro de treinamento para preparar o treino mesmo quando o turno para o grupo é à tarde. Foi assim nas últimas oportunidades, em Corinthians e Furacão, e era assim na base.


Mas será necessário dar suporte ao novo técnico, caso a probabilidade se transforme em realidade no Grêmio. É a visão de Chávare, ao menos.


"Ele é tranquilo, afável para conversar, mas precisa uma estrutura do lado dele, não pode se preocupar com tudo. Tem que se preocupar com o futebol. Um cara que trabalha 12 horas por dia, vai chegar de manhã para preparar tudo. Se for a escolha do Grêmio, está muito bem encaminhado", opina.



É um contexto diferente do vivido pelo Grêmio nas últimas temporadas. Renato centralizava as decisões junto com o presidente Romildo Bolzan. Em diversos momentos, o clube ficou inclusive sem diretor executivo, como se encontra agora, aliás.


O departamento de futebol começou a ser desenhado nesta terça, com o anúncio do vice de futebol Marcos Herrmann. Os diretores devem ser oficializados em breve, e a busca por um executivo irá se intensificar. Justamente uma estrutura para o novo comandate. Marcelo Olivera se mantém como coordenador técnico.



Enquanto isso, o Grêmio se prepara para a estreia na Copa Sul-Americana. Na quinta, enfrenta o La Equidad, na Arena. O elenco treina na tarde desta quarta-feira no CT Luiz Carvalho.

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