Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF
A saída de Renato Gaúcho do comando do Grêmio, selada na quinta-feira, depois da derrota por 2 a 1 para o Independiente del Valle, pela fase preliminar da Libertadores, encerrou um trabalho de quatro anos e oito meses que era exceção na incessante política de contratações e demissões de treinadores que impera no futebol brasileiro.
Com a queda de Portaluppi, o técnico há mais tempo no cargo em um time da primeira divisão nacional passa a ser Lisca, que dirige o América-MG desde janeiro do ano passado e conseguiu na última temporada a promoção para a Série A.
Só que seu período na função (menos de um ano e quatro meses, já que ele foi anunciado em 30 de janeiro) parece até piada na comparação com os trabalhos mais longevos de outros países que fazem parte dos primeiros escalões do futebol mundial.
Em uma lista com 20 dos principais campeonatos nacionais do planeta (12 da Europa, quatro das Américas e mais quatro da Ásia), o Brasil é aquele em que o técnico há mais tempo em um mesmo clube chegou por último.
As nações que mais se aproximam do recorde de Lisca são Arábia Saudita e Coreia do Sul. Nesses dois países, os treinadores mais longevos (Abderrazek Chebbi e Byung-su Kim) assumiram seus cargos atuais em meados de 2018... ou seja, um ano e meio antes do comandante do time mineiro.
Mesmo outras partes do mundo famosas internacionalmente por não terem muita paciência com técnicos contam com trabalhos capazes de constranger os dirigentes e torcedores brasileiros.
China, Rússia e Turquia ainda têm em curso trabalhos que foram iniciados no segundo semestre de 2017. Fabio Cannavaro (Guangzhou FC) e Fatih Terim (Galatasaray) até ganharam títulos nacionais que facilitaram suas permanências, mas Valeri Karpin (Rostov), não.
Já do outro lado do ranking da paciência, Estados Unidos e México possuem treinadores que já completaram aniversário de uma década comandando o mesmo time.
O mais longevo de todos é Peter Vermes, que está à frente do Sporting Kansas City desde novembro de 2009. Nesse tempo todo, ele ganhou um título da MLS (2013) e três edições do US Open. Mesmo sem nenhum troféu há quatro anos, ele está longe de ter o cargo ameaçado.
Já o brasileiro Ricardo Ferretti, à frente do Tigres desde 2010, vive agora o auge do seu trabalho. Na temporada passada, venceu a Liga dos Campeões da Concacaf. E, em dezembro, foi vice-campeão do Mundial de Clubes, com direito a vitória sobre o Palmeiras nas semifinais.
Na elite europeia, apesar da fama de Diego Simeone, que irá completar dez anos como líder do Atlético de Madri em dezembro, há pelo menos um técnico mais longevo que ele: Stéphane Moulin, que dirige o Angers desde julho de 2011.
E isso porque a equipe passou a maior parte desse período na metade de baixo da classificação do Campeonato Francês. Apesar disso, os dirigentes do clube sempre acreditaram que a manutenção do trabalho, que será encerrado no fim da temporada, por decisão do próprio treinador, era a melhor opção.
#gremio #imortal #tricolor #renato #treinadores #brasil #longevidade
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Só que seu período na função (menos de um ano e quatro meses, já que ele foi anunciado em 30 de janeiro) parece até piada na comparação com os trabalhos mais longevos de outros países que fazem parte dos primeiros escalões do futebol mundial.
Em uma lista com 20 dos principais campeonatos nacionais do planeta (12 da Europa, quatro das Américas e mais quatro da Ásia), o Brasil é aquele em que o técnico há mais tempo em um mesmo clube chegou por último.
As nações que mais se aproximam do recorde de Lisca são Arábia Saudita e Coreia do Sul. Nesses dois países, os treinadores mais longevos (Abderrazek Chebbi e Byung-su Kim) assumiram seus cargos atuais em meados de 2018... ou seja, um ano e meio antes do comandante do time mineiro.
Mesmo outras partes do mundo famosas internacionalmente por não terem muita paciência com técnicos contam com trabalhos capazes de constranger os dirigentes e torcedores brasileiros.
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Já do outro lado do ranking da paciência, Estados Unidos e México possuem treinadores que já completaram aniversário de uma década comandando o mesmo time.
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Já o brasileiro Ricardo Ferretti, à frente do Tigres desde 2010, vive agora o auge do seu trabalho. Na temporada passada, venceu a Liga dos Campeões da Concacaf. E, em dezembro, foi vice-campeão do Mundial de Clubes, com direito a vitória sobre o Palmeiras nas semifinais.
Na elite europeia, apesar da fama de Diego Simeone, que irá completar dez anos como líder do Atlético de Madri em dezembro, há pelo menos um técnico mais longevo que ele: Stéphane Moulin, que dirige o Angers desde julho de 2011.
E isso porque a equipe passou a maior parte desse período na metade de baixo da classificação do Campeonato Francês. Apesar disso, os dirigentes do clube sempre acreditaram que a manutenção do trabalho, que será encerrado no fim da temporada, por decisão do próprio treinador, era a melhor opção.
#gremio #imortal #tricolor #renato #treinadores #brasil #longevidade
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Comentários
Comentários (2)
O Renato se encantou com 2 títulos os demais todo brasil tem, mas mostro que não edtava preparado para o sucesso. Ao inves de ir renovando, montando um super departamento de futebol, fez o contrário, já estava querendo entrar em campo....
Longevidade não é sinônimo de títulos.
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