Foto: Lucas Uebel
Maicon não tem presença certa na partida desta quarta-feira (23), quando o Grêmio recebe o São Paulo na partida de ida da semifinal da Copa do Brasil. Se entrar em campo, o meio-campista fará a primeira decisão contra o clube que deixou de forma turbulenta. Uma relação complicada com a torcida e até um processo cobrando "adicionais noturnos" completam uma relação conturbada com a equipe do Morumbi. Condenado em segunda instância, Tricolor paulista recorreu da decisão no TST (Tribunal Superior do Trabalho), em Brasília (DF).
Maicon chegou ao Grêmio em março de 2015, egresso justamente do São Paulo. Tinha passado por clubes do Rio de Janeiro, além de uma experiência na Alemanha e outra no Figueirense, mas foi no time paulista que ele conseguiu maior destaque.
Por lá, foi campeão da Copa Sul-Americana em 2012 e fez 154 jogos entre 2012 e 2015, mas a relação com o torcedor não foi a melhor. Tanto que Maicon citou, logo em sua apresentação no Sul, que pediu para liberação graças ao clima ruim com os aficionados.
"Críticas e elogios sempre vão existir, mas fica complicado quando vira algo pessoal. Você se torna responsável por tudo que acontece. Lá no São Paulo houve algo chato, mas passou. O que aconteceu lá ninguém gosta", disse, em sua primeira entrevista coletiva em Porto Alegre.
Maicon era defendido por Muricy Ramalho no clube paulista. O treinador dizia não entender "algumas opiniões" sobre o rendimento dele. Porém, a torcida perseguia com vaias até mesmo quando ele fazia bons jogos. Depois de participar de boas jogadas ofensivas contra o Capivariano, por exemplo, saiu vaiado e desabafou.
"Não sou nenhum craque, se não jogar aqui, jogo em qualquer lugar, sei que sou bom. Quem entende de futebol vê, mas isso chateia. Eu corro para caramba", disse, na ocasião. Semanas depois, já estava no Grêmio.
"Eu acho que, em um grupo de jogadores experientes como o do São Paulo, a responsabilidade tem de ser compartilhada com todos. Não fui o primeiro e nem vou ser o último. Perseguir um jogador só é complicado e errado", disse Maicon à ESPN em abril, já consolidado como titular do Grêmio.
No fim de 2015, quando acabou seu primeiro vínculo com o clube gaúcho, por empréstimo, Maicon não titubeou ao responder que não queria voltar. "Eu não quero mais jogar no São Paulo", disse. Dias depois a equipe gremista oficializou a compra dos direitos dele por aproximadamente R$ 7 milhões.
Em campo, o resto da história todo torcedor conhece. Maicon virou pilar da equipe, capitão, ídolo e ergueu as taças da série de conquistas recentes do clube gaúcho. Até hoje, Maicon só encarou o São Paulo em jogos de Campeonato Brasileiro, nunca numa eliminatória.
Processo por jogos à noite, domingos e feriados
O problema de Maicon contra o São Paulo não ficou apenas nas palavras e foi até os tribunais. O jogador moveu ação contra o clube cobrando adicionais por jogos à noite, domingos e feriados, além de adicionais por períodos de concentração e acerto nos direitos de arena.
Em maio deste ano, o São Paulo foi condenado em segunda instância no processo movido pelo jogador. O valor ficou em aproximadamente R$ 200 mil. Conforme noticiado pelo UOL Esporte na época, com correção monetária e juros, poderia chegar perto dos R$ 700 mil.
Em agosto, Maicon falou que doaria para instituições e caridade todo dinheiro que recebesse do São Paulo neste processo.
Dúvida sobre condição de jogo
Maicon é um dos jogadores que será avaliado pelo departamento médico gremista nesta segunda-feira. Com dores musculares, ele não participou do empate com o Sport, sábado, pelo Brasileirão. A presença é incerta no jogo desta quarta.
"Faremos uma revisão médica. Vou falar com eles [médicos], com os jogadores, vamos ver quem terá condições. Alguns jogadores que estiveram neste jogo sentiram alguma coisa também", disse Portaluppi, após o duelo com o Sport.
"Vamos ver quem terá condições de jogar. O Grêmio é um grande clube, tem um grande elenco, sempre temos um problema aqui ou outro ali, mas confio em todos os jogadores e foi assim que chegamos a várias conquistas que tivemos", completou.
Grêmio, Maicon, Reencontro, São Paulo, Copa do Brasil
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Maicon chegou ao Grêmio em março de 2015, egresso justamente do São Paulo. Tinha passado por clubes do Rio de Janeiro, além de uma experiência na Alemanha e outra no Figueirense, mas foi no time paulista que ele conseguiu maior destaque.
Por lá, foi campeão da Copa Sul-Americana em 2012 e fez 154 jogos entre 2012 e 2015, mas a relação com o torcedor não foi a melhor. Tanto que Maicon citou, logo em sua apresentação no Sul, que pediu para liberação graças ao clima ruim com os aficionados.
"Críticas e elogios sempre vão existir, mas fica complicado quando vira algo pessoal. Você se torna responsável por tudo que acontece. Lá no São Paulo houve algo chato, mas passou. O que aconteceu lá ninguém gosta", disse, em sua primeira entrevista coletiva em Porto Alegre.
Maicon era defendido por Muricy Ramalho no clube paulista. O treinador dizia não entender "algumas opiniões" sobre o rendimento dele. Porém, a torcida perseguia com vaias até mesmo quando ele fazia bons jogos. Depois de participar de boas jogadas ofensivas contra o Capivariano, por exemplo, saiu vaiado e desabafou.
"Não sou nenhum craque, se não jogar aqui, jogo em qualquer lugar, sei que sou bom. Quem entende de futebol vê, mas isso chateia. Eu corro para caramba", disse, na ocasião. Semanas depois, já estava no Grêmio.
"Eu acho que, em um grupo de jogadores experientes como o do São Paulo, a responsabilidade tem de ser compartilhada com todos. Não fui o primeiro e nem vou ser o último. Perseguir um jogador só é complicado e errado", disse Maicon à ESPN em abril, já consolidado como titular do Grêmio.
No fim de 2015, quando acabou seu primeiro vínculo com o clube gaúcho, por empréstimo, Maicon não titubeou ao responder que não queria voltar. "Eu não quero mais jogar no São Paulo", disse. Dias depois a equipe gremista oficializou a compra dos direitos dele por aproximadamente R$ 7 milhões.
Em campo, o resto da história todo torcedor conhece. Maicon virou pilar da equipe, capitão, ídolo e ergueu as taças da série de conquistas recentes do clube gaúcho. Até hoje, Maicon só encarou o São Paulo em jogos de Campeonato Brasileiro, nunca numa eliminatória.
Processo por jogos à noite, domingos e feriados
O problema de Maicon contra o São Paulo não ficou apenas nas palavras e foi até os tribunais. O jogador moveu ação contra o clube cobrando adicionais por jogos à noite, domingos e feriados, além de adicionais por períodos de concentração e acerto nos direitos de arena.
Em maio deste ano, o São Paulo foi condenado em segunda instância no processo movido pelo jogador. O valor ficou em aproximadamente R$ 200 mil. Conforme noticiado pelo UOL Esporte na época, com correção monetária e juros, poderia chegar perto dos R$ 700 mil.
Em agosto, Maicon falou que doaria para instituições e caridade todo dinheiro que recebesse do São Paulo neste processo.
Dúvida sobre condição de jogo
Maicon é um dos jogadores que será avaliado pelo departamento médico gremista nesta segunda-feira. Com dores musculares, ele não participou do empate com o Sport, sábado, pelo Brasileirão. A presença é incerta no jogo desta quarta.
"Faremos uma revisão médica. Vou falar com eles [médicos], com os jogadores, vamos ver quem terá condições. Alguns jogadores que estiveram neste jogo sentiram alguma coisa também", disse Portaluppi, após o duelo com o Sport.
"Vamos ver quem terá condições de jogar. O Grêmio é um grande clube, tem um grande elenco, sempre temos um problema aqui ou outro ali, mas confio em todos os jogadores e foi assim que chegamos a várias conquistas que tivemos", completou.
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Comentários
Comentários (2)
Taciano pode não joga nada mais nas últimos dois jogos que entrou inclusive contra o Santos . ele mostrou o que o resto do time não tem que é raça..... e é raça que ta faltando pro nosso Grêmio
Entao coloca o Taciano pra ver onde vai chegar. Renato idiota
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