Foto: Staff Images
Abrir o seu navegador, digitar gremioavalanche.net e entrar nessa matéria leva em torno de 10 segundos — em um cenário otimista de equipamentos. Neste mesmo período, o Grêmio já havia tomado o primeiro gol na goleada por 4 a 1 sofrida para o Santos na Vila Belmiro. Em plena quartas de final de Libertadores. Aliás, o início refletiu os 180 minutos de um time completamente dominado.
Churín viu algum mérito na Arena, mas o Grêmio foi pior na maior parte dos dois confrontos e não mereceu melhor sorte nas quartas. Todas as valências do jogo foram do Santos: técnica, física, tática e anímica. Esta aliás chamou a atenção. Um elenco tão experimentado entrou em campo como se jogasse uma partida qualquer.
— Estamos firme e fortes. Não vamos baixar a cabeça, não está tudo errado. Aprendemos com os erros, vamos conversar para que não se repita. Eu sou o escudo do meu grupo, vou defender sempre. Quando ganha um, ganha todos e quando perde um, perde todos — garantiu Renato.
Com a eliminação, o Grêmio perde duas "muletas" usadas: disputar três competições, o que dificulta as coisas; e a invencibilidade de 18 partidas encerrada categoricamente. Como um atleta lesionado com os apoios retirados, o Grêmio pula em um pé só em busca do equilíbrio entre jogos bons e outros nem tanto — os três últimos, por exemplo.
Voltemos ao lance inicial. O árbitro Wilmar Roldán apita, Diego Souza recua a bola para Jean Pyerre. O meia toca mais atrás para Matheus Henrique e recebe de volta. Erra o domínio, mas fica com a posse e recuaria mais ainda, para David Braz. O passe sai às costas do zagueiro, que corria para se posicionar.
Kaio Jorge, ligado, corre, passa por Vanderlei e aos 11 segundos abria o placar. Essa sucessão de erros individuais e coletivos exemplifica como o Santos estava em uma rotação acima, como já havia demonstrado na Arena. O Grêmio não soube subir o seu nível.
Taticamente, o jogo se desenhou de forma semelhante ao que ocorreu em Porto Aegre. Os três meio-campistas santistas estavam sempre encaixados e próximos aos seus alvos por marcar qual setor fosse.
A movimentação do Grêmio, outra vez, estava mais lenta. O espírito competitivo de Libertadores de outros tempos se dissipou. A imposição física esteve toda no Peixe. E a velocidade na transição. Poucos toques e presença na área. Aproveitar o espaço e atacar o gol rival.
O segundo gol, marcado por Marinho aos 15 minutos da etapa inicial, sai assim, na velocidade de Lucas Braga pela direita após cobrança de falta do Grêmio no campo ofensivo. Antes, Jean Pyerre havia perdido gol na pequena área, o que levaria o jogo para outro rumo.
— O problema é o seguinte, tomar um gol a 11 segundos... Pode ir para o livro dos recordes. Tudo muda, dá moral para o adversário, que tinha certa vantagem. Tivemos chance de empatar. Foi aumentando a vantagem. Mas o Santos foi melhor e ponto — opinou o técnico gremista.
Os jogadores do Grêmio também não estavam preparados para buscar o desmarque com movimentos coletivos. O ajuste na marcação do Santos era tão fino que dificultava uma opção de passe se apresentar desacompanhado. E isso não só na Vila, embora também lá. Na Arena já ocorrera.
Aliás, além do gol dado de bandeja no segundo jogo, na primeira parte do mata-mata também regalou este presente para o rival na Arena. Em uma decisão de Libertadores, isso cobra um preço.
O gol de honra gremista, que pouca importa no contexto, veio com Thaciano já na parte final do jogo. Saiu dos pés de Ferreira, como um legítimo ponta direita, drible e cruzamento. Renato, mais do que ninguém, deveria reconhecer o mérito do jovem.
Se a diferença não é tão grande para Luiz Fernando, ao menos que o bom momento do garoto seja levado em consideração. Os lances dos dois gols do Grêmio no 5 a 2 agregado saíram em cruzamentos de Ferreira da direita.
A derrota precisa ser digerida rapidamente e nutrir uma motivação para a Copa do Brasil. Já na semana que vem, o Grêmio começa as semifinais da competição, contra o São Paulo, atual líder do Brasileiro.
O clube gaúcho permanece em São Paulo e viaja na sexta-feira para Recife, onde enfrenta o Sport às 19h de sábado, pelo Brasileirão, na Ilha do Retiro. Com 41 pontos, o Tricolo é o sexto colocado.
Grêmio, Derrota, Libertadores, Eliminação
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— Estamos firme e fortes. Não vamos baixar a cabeça, não está tudo errado. Aprendemos com os erros, vamos conversar para que não se repita. Eu sou o escudo do meu grupo, vou defender sempre. Quando ganha um, ganha todos e quando perde um, perde todos — garantiu Renato.
Com a eliminação, o Grêmio perde duas "muletas" usadas: disputar três competições, o que dificulta as coisas; e a invencibilidade de 18 partidas encerrada categoricamente. Como um atleta lesionado com os apoios retirados, o Grêmio pula em um pé só em busca do equilíbrio entre jogos bons e outros nem tanto — os três últimos, por exemplo.
Voltemos ao lance inicial. O árbitro Wilmar Roldán apita, Diego Souza recua a bola para Jean Pyerre. O meia toca mais atrás para Matheus Henrique e recebe de volta. Erra o domínio, mas fica com a posse e recuaria mais ainda, para David Braz. O passe sai às costas do zagueiro, que corria para se posicionar.
Kaio Jorge, ligado, corre, passa por Vanderlei e aos 11 segundos abria o placar. Essa sucessão de erros individuais e coletivos exemplifica como o Santos estava em uma rotação acima, como já havia demonstrado na Arena. O Grêmio não soube subir o seu nível.
Taticamente, o jogo se desenhou de forma semelhante ao que ocorreu em Porto Aegre. Os três meio-campistas santistas estavam sempre encaixados e próximos aos seus alvos por marcar qual setor fosse.
A movimentação do Grêmio, outra vez, estava mais lenta. O espírito competitivo de Libertadores de outros tempos se dissipou. A imposição física esteve toda no Peixe. E a velocidade na transição. Poucos toques e presença na área. Aproveitar o espaço e atacar o gol rival.
O segundo gol, marcado por Marinho aos 15 minutos da etapa inicial, sai assim, na velocidade de Lucas Braga pela direita após cobrança de falta do Grêmio no campo ofensivo. Antes, Jean Pyerre havia perdido gol na pequena área, o que levaria o jogo para outro rumo.
— O problema é o seguinte, tomar um gol a 11 segundos... Pode ir para o livro dos recordes. Tudo muda, dá moral para o adversário, que tinha certa vantagem. Tivemos chance de empatar. Foi aumentando a vantagem. Mas o Santos foi melhor e ponto — opinou o técnico gremista.
Os jogadores do Grêmio também não estavam preparados para buscar o desmarque com movimentos coletivos. O ajuste na marcação do Santos era tão fino que dificultava uma opção de passe se apresentar desacompanhado. E isso não só na Vila, embora também lá. Na Arena já ocorrera.
Aliás, além do gol dado de bandeja no segundo jogo, na primeira parte do mata-mata também regalou este presente para o rival na Arena. Em uma decisão de Libertadores, isso cobra um preço.
O gol de honra gremista, que pouca importa no contexto, veio com Thaciano já na parte final do jogo. Saiu dos pés de Ferreira, como um legítimo ponta direita, drible e cruzamento. Renato, mais do que ninguém, deveria reconhecer o mérito do jovem.
Se a diferença não é tão grande para Luiz Fernando, ao menos que o bom momento do garoto seja levado em consideração. Os lances dos dois gols do Grêmio no 5 a 2 agregado saíram em cruzamentos de Ferreira da direita.
A derrota precisa ser digerida rapidamente e nutrir uma motivação para a Copa do Brasil. Já na semana que vem, o Grêmio começa as semifinais da competição, contra o São Paulo, atual líder do Brasileiro.
O clube gaúcho permanece em São Paulo e viaja na sexta-feira para Recife, onde enfrenta o Sport às 19h de sábado, pelo Brasileirão, na Ilha do Retiro. Com 41 pontos, o Tricolo é o sexto colocado.
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