Luan foi garoto-propaganda de projeto da base e de sucesso do Grêmio com jovens Imagem: Jeferson Guareze/AGIF
A lista de feitos de Luan como jogador do Grêmio é grande. Mas o atual camisa 7 do Corinthians também mudou o time gaúcho nos bastidores, fora das quatro linhas. Da ascensão até a queda do status de peça-chave do time de Renato Gaúcho, o meia-atacante não deixou ninguém indiferente em Porto Alegre. Hoje (15), na terceira rodada do Campeonato Brasileiro, clube e jogador se reencontram pela primeira vez.
Grêmio e Corinthians se enfrentam às 19h (horário de Brasília), na Arena do Grêmio.
Contratado pelo Grêmio após se destacar na Copa São Paulo, Luan foi preparado nas categorias de base com reforço do projeto Lapidar. A iniciativa já existia antes, mas com o meia-atacante se popularizou. Luan foi o garoto-propaganda do programa.
Foi com o Lapidar que Luan ganhou mais explosão. Desenvolveu a técnica que ganhou nos tempos de futebol de salão. Aprimorou a finalização e se tornou um curinga ofensivo. Capaz de jogar perto do gol e também um pouco mais recuado.
Ainda sob comando de Roger Machado, o Grêmio passou a girar em volta de Luan. Se com Enderson Moreira e Felipão o então jovem era mero coadjuvante, a partir de 2015 a história mudou. No auge físico e técnico, o camisa 7 chamou a responsabilidade. Flutuou livremente à frente da área e dentro dela. Ouviu a orientação simples de 'fechar a linha de passe'.
Com a chegada de Renato Gaúcho, subiu outro degrau. Potencializou a técnica e ajudou nos títulos de 2016 até o ano passado. Em todos teve participação, em menor ou maior escala. Com ápice na Libertadores, onde conseguiu prêmio de melhor jogador da América do Sul.
A medida que os gols foram acontecendo, Luan foi ganhando espaço. Com a vaga no time titular garantida, veio a renegociação de contrato e surgiu uma série de imprevistos. A relação entre Grêmio e o então empresário do jogador, Jair Peixoto, se deteriorou. O clube chegou ao ponto de designar o CEO Carlos Amodeo para tratar das conversas, algo inédito.
Nos corredores da Arena do Grêmio e dos CT's, tanto o profissional como o da base, a história se espalhou. Como consequência, Peixoto perdeu penetração no mercado. Deixou de conquistar clientes e uma ordem informal foi baixada no clube: evitar novos negócios com o agente. No início de 2020, o último remanescente da antiga cartela vaga de agenciados trocou de procurador. Darlan, outra promessa da base gremista, assinou com novo representante.
O sucesso de um jovem observado na Copinha, disputada a cada início de ano, também agregou valor a marca do Grêmio como clube formador. Os funcionários do clube passaram a ter Luan como exemplo de bom negócio a ser feito com empresários de atletas de destaque em torneios de base.
A imagem do camisa 7 estampa, até agora, poster nas paredes do CFT Hélio Dourado, em Eldorado do Sul. Luan aparece ao lado de Marcelo Grohe, Pedro Rocha e Douglas Costa, revelações gremistas. O impacto da 'era Luan' foi além dos 5 milhões de euros (R$ 22,7 milhões na cotação da época) pagos pelo Corinthians para ficar com 50% dos direitos econômicos do jogador. Superou os títulos da Copa do Brasil, Libertadores, Gauchão e clássicos vencidos diante do Inter.
Grêmio, Corinthians, Luan, Campo
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Contratado pelo Grêmio após se destacar na Copa São Paulo, Luan foi preparado nas categorias de base com reforço do projeto Lapidar. A iniciativa já existia antes, mas com o meia-atacante se popularizou. Luan foi o garoto-propaganda do programa.
Foi com o Lapidar que Luan ganhou mais explosão. Desenvolveu a técnica que ganhou nos tempos de futebol de salão. Aprimorou a finalização e se tornou um curinga ofensivo. Capaz de jogar perto do gol e também um pouco mais recuado.
Ainda sob comando de Roger Machado, o Grêmio passou a girar em volta de Luan. Se com Enderson Moreira e Felipão o então jovem era mero coadjuvante, a partir de 2015 a história mudou. No auge físico e técnico, o camisa 7 chamou a responsabilidade. Flutuou livremente à frente da área e dentro dela. Ouviu a orientação simples de 'fechar a linha de passe'.
Com a chegada de Renato Gaúcho, subiu outro degrau. Potencializou a técnica e ajudou nos títulos de 2016 até o ano passado. Em todos teve participação, em menor ou maior escala. Com ápice na Libertadores, onde conseguiu prêmio de melhor jogador da América do Sul.
A medida que os gols foram acontecendo, Luan foi ganhando espaço. Com a vaga no time titular garantida, veio a renegociação de contrato e surgiu uma série de imprevistos. A relação entre Grêmio e o então empresário do jogador, Jair Peixoto, se deteriorou. O clube chegou ao ponto de designar o CEO Carlos Amodeo para tratar das conversas, algo inédito.
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A imagem do camisa 7 estampa, até agora, poster nas paredes do CFT Hélio Dourado, em Eldorado do Sul. Luan aparece ao lado de Marcelo Grohe, Pedro Rocha e Douglas Costa, revelações gremistas. O impacto da 'era Luan' foi além dos 5 milhões de euros (R$ 22,7 milhões na cotação da época) pagos pelo Corinthians para ficar com 50% dos direitos econômicos do jogador. Superou os títulos da Copa do Brasil, Libertadores, Gauchão e clássicos vencidos diante do Inter.
Grêmio, Corinthians, Luan, Campo
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