Imagem: Folhapress
Paulo Nunes foi um dos grandes nomes do Grêmio multicampeão da década de 1990 e a negociação para contratar o camisa 7 não foi fácil. Há 25 anos, dirigentes do clube gaúcho precisaram dar plantão por quase uma semana no CT do Flamengo para conseguir falar com o atacante. Depois, houve até conversa com familiares do jogador para chegar ao 'sim'.
Durante anos, a lenda dizia que Paulo Nunes havia sido contratado como 'contrapeso' no acordo pelo centroavante Magno. Quem estava no Grêmio à época garante que não.
"O Paulo Nunes tinha jogado muita bola na Libertadores de 1994 e a gente estava de olho nele há tempos. Dizem que fomos atrás do Magno, mas não é verdade. Fomos atrás do Paulo Nunes, mas começamos pelo Magno para não chamar atenção", brinca César Pacheco, dirigente gremista naquele período.
O Grêmio cedeu Agnaldo e Pingo ao Flamengo e pediu jogadores em troca. O time de Felipão havia conquistado a Copa do Brasil de 1994 e passou por transformação de olho na Libertadores. Todos os negócios foram amarrados quase ao mesmo tempo.
"A gente recebeu algo como 300 mil e já mandamos direto para o Santos no negócio que fizemos pelo Dinho. Fomos mudando o elenco dentro de um projeto de ganhar a América", lembra Pacheco.
Foi ele, César Pacheco, o designado para acertar os detalhes do negócio com o Flamengo. Orientado por Fábio Koff, histórico dirigente gremista, o representante deu plantão no Ninho do Urubu. Por seis dias.
"Eram outros tempos, com certeza. Eu fui ao Rio e fiquei lá quase uma semana. Ia ao CT do Flamengo, tomava café com o pessoal e conversava com todos os jogadores. Primeiro falei com o Magno, fechamos com ele. Depois fui para cima do Paulo Nunes", recorda. "Lembro que oferecemos sete mil reais de salário a ele. O Paulo Nunes saiu do treino, pessoal do Flamengo disse que eu queria falar com ele e a conversa não foi assim, do tipo, 'estamos fechados'. Eu contei o projeto, falei das ideias do Felipão, dos reforços que a gente estava contratando. Contei que íamos pagar apartamento, dar todo suporte e ele ficou de pensar", acrescenta.
Ao final do encontro, o representante gremista não ficou convicto no acordo. E resolveu usar outra estratégia.
"Eu vi que ele não estava muito aberto, falou que estava bem no Flamengo e tal. Mas ele jogava muita bola e queríamos muito ele. Então eu descobri o telefone do irmão dele, chamei para conversar e conversamos. Expliquei tudo e depois o Paulo Nunes apareceu. Combinamos de nos encontrarmos no Galeão para embarcar rumo a Porto Alegre e ele só chegou faltando cinco minutos para fechar o embarque. Eu andava de um lado para o outro do saguão com medo de ele não aparecer. Quando vi aquele baixinho de jaqueta jeans, óculos escuros e cabelo loiro eu soltei um suspiro de alívio", detalha Pacheco.
Paulo Nunes estreou pelo Grêmio em fevereiro de 1995 e ficou no estádio Olímpico até meados de 1997. Depois de passar pelo Benfica, voltou ao Brasil para reencontrar Felipão no Palmeiras. Em 2000, foi repatriado pelos dirigentes gremistas durante época de parceria com a ISL, mas no ano seguinte deixou o clube e assinou com o Corinthians. Na passagem por Porto Alegre, o camisa 7 colecionou gols importantes e os títulos da Copa Libertadores, Campeonato Brasileiro, Recopa Sul-Americana, Copa do Brasil e Campeonato Gaúcho.
Grêmio, Plantão, CT, Flamengo, Paulo Nunes
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"O Paulo Nunes tinha jogado muita bola na Libertadores de 1994 e a gente estava de olho nele há tempos. Dizem que fomos atrás do Magno, mas não é verdade. Fomos atrás do Paulo Nunes, mas começamos pelo Magno para não chamar atenção", brinca César Pacheco, dirigente gremista naquele período.
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"A gente recebeu algo como 300 mil e já mandamos direto para o Santos no negócio que fizemos pelo Dinho. Fomos mudando o elenco dentro de um projeto de ganhar a América", lembra Pacheco.
Foi ele, César Pacheco, o designado para acertar os detalhes do negócio com o Flamengo. Orientado por Fábio Koff, histórico dirigente gremista, o representante deu plantão no Ninho do Urubu. Por seis dias.
"Eram outros tempos, com certeza. Eu fui ao Rio e fiquei lá quase uma semana. Ia ao CT do Flamengo, tomava café com o pessoal e conversava com todos os jogadores. Primeiro falei com o Magno, fechamos com ele. Depois fui para cima do Paulo Nunes", recorda. "Lembro que oferecemos sete mil reais de salário a ele. O Paulo Nunes saiu do treino, pessoal do Flamengo disse que eu queria falar com ele e a conversa não foi assim, do tipo, 'estamos fechados'. Eu contei o projeto, falei das ideias do Felipão, dos reforços que a gente estava contratando. Contei que íamos pagar apartamento, dar todo suporte e ele ficou de pensar", acrescenta.
Ao final do encontro, o representante gremista não ficou convicto no acordo. E resolveu usar outra estratégia.
"Eu vi que ele não estava muito aberto, falou que estava bem no Flamengo e tal. Mas ele jogava muita bola e queríamos muito ele. Então eu descobri o telefone do irmão dele, chamei para conversar e conversamos. Expliquei tudo e depois o Paulo Nunes apareceu. Combinamos de nos encontrarmos no Galeão para embarcar rumo a Porto Alegre e ele só chegou faltando cinco minutos para fechar o embarque. Eu andava de um lado para o outro do saguão com medo de ele não aparecer. Quando vi aquele baixinho de jaqueta jeans, óculos escuros e cabelo loiro eu soltei um suspiro de alívio", detalha Pacheco.
Paulo Nunes estreou pelo Grêmio em fevereiro de 1995 e ficou no estádio Olímpico até meados de 1997. Depois de passar pelo Benfica, voltou ao Brasil para reencontrar Felipão no Palmeiras. Em 2000, foi repatriado pelos dirigentes gremistas durante época de parceria com a ISL, mas no ano seguinte deixou o clube e assinou com o Corinthians. Na passagem por Porto Alegre, o camisa 7 colecionou gols importantes e os títulos da Copa Libertadores, Campeonato Brasileiro, Recopa Sul-Americana, Copa do Brasil e Campeonato Gaúcho.
Grêmio, Plantão, CT, Flamengo, Paulo Nunes
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