Perda de olfato, paladar, calafrios e muita sede. Essa mistura de sensações pode descrever um paciente com coronavírus. Ainda mais quando são relatadas por quem sentiu na pele a doença que causa pânico no mundo inteiro. O GloboEsporte.com ouviu o vice-presidente do Grêmio, Claudio Oderich, um dos quatro dirigentes do clube diagnosticados com Covid-19.
Além dele, o presidente Romildo Bolzan Júnior, o vice-presidente Marco Bobsin e o assessor adjunto da base Eduardo Fernandes contraíram a doença. A suspeita é que a transmissão a alguns dos infectados tenha ocorrido no jantar prévio ao Gre-Nal da Libertadores, no dia 11 de março, uma quarta-feira.
Os primeiros sintomas apareceram no domingo posterior para Oderich, antes do almoço. Primeiro, foi um calafrio, seguido de tosse seca e febre. Enquanto isso, a imprensa noticiava a possibilidade do presidente colorado, Marcelo Medeiros, ter sido infectado.
- No domingo pela manhã, estava me preparando para o churrasquinho tradicional aqui dos gaúchos. Fui para a piscina e, quando saio, sinto um calafrio que não era normal para 11h. Estranhei aquilo. Medi a temperatura e estava com um pouco de febre. Aí começou uma tosse seca. Senti que não estava muito legal - relata o dirigente.
"Perdi o senso de aromas e sabores por oito ou nove dias. Não só perdi a vontade de comer, como não sentia sabor de nada e tinha muita sede"
Oderich se direcionou então à rede privada de saúde para fazer os primeiros testes na segunda-feira. Ele passou por uma bateria de exames até ser descartada a necessidade de hospitalização. Já passava das 3h de terça quando o gremista foi liberado, mas para ficar em casa.
A falta de ar, porém, não acometeu o vice-presidente. A alteração de temperatura foi pequena. Mas foram quase 10 dias sem sentir cheiros ou sabores durante a reclusão.
- Fui orientado a não combater a febre. Só se fosse em excesso, mas não passou de 38ºC, para avaliar espontaneamente a resposta do corpo. Não tive falta de ar em momento algum. Nesta terça-feira, voltei a sentir aromas e sabores. Voltou a minha fome normal. Continuo com bastante sede - acrescenta.
Em consequência do período junto ao marido, cerca de 15 dias, a esposa de Oderich já demonstrou sintomas semelhantes e espera o resultado de seu teste. Apesar disso, o assunto é tratado com cautela e "alto astral" para amenizar os efeitos da doença. O casal, inclusive, já conta os dias para deixar o isolamento.
"Está tudo tranquilo, já passamos a fase crítica do coronavírus. Estamos no final da quarentena para sermos liberados deste período de isolamento"
- Trabalhamos em home office e isso ajuda o tempo a passar. Não passamos apenas olhando televisão ou no ócio. Não conseguimos passear com os cachorros, fazer algum exercício, mas está passando. Enfrentamos com naturalidade e consciência, em alto astral, que conseguimos manter esse período crítico em nossas vidas - destacou Oderich em contato com o GloboEsporte.com.
O Grêmio tem atividades suspensas por tempo indeterminado por conta da pandemia de coronavírus. O Campeonato Gaúcho, após uma reunião nesta quinta, também não tem data para voltar. A Libertadores está marcada para retornar no dia 5 de maio. Mas tudo isso, claro, depende de como vai evoluir o contexto social.
Grêmio, coronavírus, sintomas,
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Além dele, o presidente Romildo Bolzan Júnior, o vice-presidente Marco Bobsin e o assessor adjunto da base Eduardo Fernandes contraíram a doença. A suspeita é que a transmissão a alguns dos infectados tenha ocorrido no jantar prévio ao Gre-Nal da Libertadores, no dia 11 de março, uma quarta-feira.
Os primeiros sintomas apareceram no domingo posterior para Oderich, antes do almoço. Primeiro, foi um calafrio, seguido de tosse seca e febre. Enquanto isso, a imprensa noticiava a possibilidade do presidente colorado, Marcelo Medeiros, ter sido infectado.
- No domingo pela manhã, estava me preparando para o churrasquinho tradicional aqui dos gaúchos. Fui para a piscina e, quando saio, sinto um calafrio que não era normal para 11h. Estranhei aquilo. Medi a temperatura e estava com um pouco de febre. Aí começou uma tosse seca. Senti que não estava muito legal - relata o dirigente.
"Perdi o senso de aromas e sabores por oito ou nove dias. Não só perdi a vontade de comer, como não sentia sabor de nada e tinha muita sede"
Oderich se direcionou então à rede privada de saúde para fazer os primeiros testes na segunda-feira. Ele passou por uma bateria de exames até ser descartada a necessidade de hospitalização. Já passava das 3h de terça quando o gremista foi liberado, mas para ficar em casa.
A falta de ar, porém, não acometeu o vice-presidente. A alteração de temperatura foi pequena. Mas foram quase 10 dias sem sentir cheiros ou sabores durante a reclusão.
- Fui orientado a não combater a febre. Só se fosse em excesso, mas não passou de 38ºC, para avaliar espontaneamente a resposta do corpo. Não tive falta de ar em momento algum. Nesta terça-feira, voltei a sentir aromas e sabores. Voltou a minha fome normal. Continuo com bastante sede - acrescenta.
Em consequência do período junto ao marido, cerca de 15 dias, a esposa de Oderich já demonstrou sintomas semelhantes e espera o resultado de seu teste. Apesar disso, o assunto é tratado com cautela e "alto astral" para amenizar os efeitos da doença. O casal, inclusive, já conta os dias para deixar o isolamento.
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O Grêmio tem atividades suspensas por tempo indeterminado por conta da pandemia de coronavírus. O Campeonato Gaúcho, após uma reunião nesta quinta, também não tem data para voltar. A Libertadores está marcada para retornar no dia 5 de maio. Mas tudo isso, claro, depende de como vai evoluir o contexto social.
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