Foto: Divulgação
André Catimba marca um gol que alivia o peso de oito anos de frustrações para o Grêmio no Gre-Nal que decide o Gauchão de 1977. Para comemorar, tentar dar uma cambalhota, mas erra e cai de cara no chão. Pouco importa. O gol – e a comemoração – entraram para a história do clássico, que terá um novo capítulo nesta semana com o primeiro duelo pela Libertadores.
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O Grêmio vencia o Inter por 1 a 0 no Estádio Olímpico e conquistava o título gaúcho. Mais do que isso, interrompia uma sequência de oito títulos consecutivos do maior rival. E abria caminho para uma nova era de conquistas, com o título Brasileiro de 1981, da Libertadores e do Mundial em 1983.
– Eram oito anos sem ganhar nada. A partir dali, só deu Grêmio. E até hoje ainda dá o Grêmio – brinca André Catimba, em entrevista ao GloboEsporte.com.
Contratado para a temporada de 1977 após sucesso pelo Guarani, Catimba chegava como esperança de gols para lutar contra o poderoso Inter, octacampeão estadual e bicampeão do Brasileirão.
A missão, por este contexto já tortuosa, piorava pela necessidade do Grêmio vencer dois turnos – pois já havia perdido o primeiro – e levar a decisão do estadual ao Estádio Olímpico. O que até ocorreu.
Naquele ensolarado 25 de setembro, Grêmio e Inter entraram em campo para decidir o Campeonato Gaúcho. Uma vitória daria o título ao Tricolor. Empate ou derrota levaria a decisão para o Beira-Rio.
O Tricolor começou no ataque. Só que Tarciso, um dos principais jogadores do Grêmio à época, perdeu pênalti. Seria mais um ano de jejum para os tricolor?
Desta vez não. O relógio marca 42 minutos do primeiro tempo. Após confusão no meio do campo, Caçapava dá um chutão pressionado pelo adversário. A bola sobra para Victor Hugo. O volante aciona Tadeu Ricci, que deixa passar.
Iúra domina, avança e, ao perceber a movimentação de André Catimba, aciona o companheiro às costas da defesa colorada. O centroavante invade área e chuta no ângulo direito de Benítez.
– Fomos para o ataque. O Victor Hugo roubou, e a bola parou no pé do Iúra. Ele me lançou no meio dos zagueiros. Ganhei na velocidade, dominei e bati – recorda Catimba.
Após a bola estufar a rede, o camisa 9 pisa a linha de fundo e salta para dar uma cambalhota. Só que o voo dá errado. Cai de cara no gramado e sequer comemora. Se contorce de dor.
"Fiz o gol, dei a cambalhota e fiquei na cambalhota. Caí de cara no chão" (André Catimba)
A torcida do Catimba
Morador de Salvador, o baiano André Catimba não esquece o Grêmio. A morte de Valdir Espinosa, técnico campeão do mundo pelo clube, no fim de fevereiro, abalou o ex-centroavante. Da mesma forma, sofreu com a perda do companheiro de jogo e amigo Tarciso, em dezembro de 2018.
Mesmo à distância, segue ligado no time treinado por Renato Gaúcho. O início de ano não tem agradado. Mas confia na vitória clássico desta quinta-feira, na Arena.
– Não estou gostando muito, mas precisa ter calma, paciência. Será difícil. O Inter tem jogado bem melhor que o ano passado. Mas, se o Grêmio souber aproveitar, ganha o jogo. Será 2 a 1 para o Grêmio, um jogo duro – finaliza.
Grêmio e Inter se enfrentam às 21h desta quinta-feira, na Arena, no primeiro Gre-Nal na história da Libertadores. A partida é válida pela segunda rodada do Grupo E.
Grêmio, torcida, catimba, André
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– Eram oito anos sem ganhar nada. A partir dali, só deu Grêmio. E até hoje ainda dá o Grêmio – brinca André Catimba, em entrevista ao GloboEsporte.com.
Contratado para a temporada de 1977 após sucesso pelo Guarani, Catimba chegava como esperança de gols para lutar contra o poderoso Inter, octacampeão estadual e bicampeão do Brasileirão.
A missão, por este contexto já tortuosa, piorava pela necessidade do Grêmio vencer dois turnos – pois já havia perdido o primeiro – e levar a decisão do estadual ao Estádio Olímpico. O que até ocorreu.
Naquele ensolarado 25 de setembro, Grêmio e Inter entraram em campo para decidir o Campeonato Gaúcho. Uma vitória daria o título ao Tricolor. Empate ou derrota levaria a decisão para o Beira-Rio.
O Tricolor começou no ataque. Só que Tarciso, um dos principais jogadores do Grêmio à época, perdeu pênalti. Seria mais um ano de jejum para os tricolor?
Desta vez não. O relógio marca 42 minutos do primeiro tempo. Após confusão no meio do campo, Caçapava dá um chutão pressionado pelo adversário. A bola sobra para Victor Hugo. O volante aciona Tadeu Ricci, que deixa passar.
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– Fomos para o ataque. O Victor Hugo roubou, e a bola parou no pé do Iúra. Ele me lançou no meio dos zagueiros. Ganhei na velocidade, dominei e bati – recorda Catimba.
Após a bola estufar a rede, o camisa 9 pisa a linha de fundo e salta para dar uma cambalhota. Só que o voo dá errado. Cai de cara no gramado e sequer comemora. Se contorce de dor.
"Fiz o gol, dei a cambalhota e fiquei na cambalhota. Caí de cara no chão" (André Catimba)
A torcida do Catimba
Morador de Salvador, o baiano André Catimba não esquece o Grêmio. A morte de Valdir Espinosa, técnico campeão do mundo pelo clube, no fim de fevereiro, abalou o ex-centroavante. Da mesma forma, sofreu com a perda do companheiro de jogo e amigo Tarciso, em dezembro de 2018.
Mesmo à distância, segue ligado no time treinado por Renato Gaúcho. O início de ano não tem agradado. Mas confia na vitória clássico desta quinta-feira, na Arena.
– Não estou gostando muito, mas precisa ter calma, paciência. Será difícil. O Inter tem jogado bem melhor que o ano passado. Mas, se o Grêmio souber aproveitar, ganha o jogo. Será 2 a 1 para o Grêmio, um jogo duro – finaliza.
Grêmio e Inter se enfrentam às 21h desta quinta-feira, na Arena, no primeiro Gre-Nal na história da Libertadores. A partida é válida pela segunda rodada do Grupo E.
Grêmio, torcida, catimba, André
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