Talvez o Gre-Nal 422 acabasse perdido no meio de tantos clássicos. Em meio à melancolia da eliminação gremista da Libertadores na goleada para o Flamengo e à derrota colorada em casa para o Athletico-PR na Copa do Brasil, o confronto caseiro seria mais protocolar, tão relevante para o Brasileirão como qualquer outra rodada. Até o público sabia: não chegamos a 45 mil assistentes. Mas o jogo deste domingo conseguiu ter sua marca. O 422 vai ser lembrado como o "Gre-Nal da voadora do Lomba".
O jogo teve 50 minutos de relativa normalidade. O Grêmio vencia por 1 a 0, graças a Geromel, o primeiro candidato a ocupar o posto de personagem principal da partida. Em casa, mais inteiro, com espaço, o time de Renato enrolou o Inter, dominou as ações do primeiro tempo e marcou o gol em uma bola cruzada para a área que o zagueirão venceu Rodrigo Lindoso e cabeceou para o chão, vencendo Marcelo Lomba.
Veio o intervalo, o Inter retornou do vestiário com D'Alessandro no lugar de Neilton. O argentino costuma causar um efeito de aquecimento nos clássicos, tem fama de ser irritadiço (e de irritar os adversários). Poderia ser o combustível que faltava para o jogo ou até para dar ao Inter alguma chance.
Mas qualquer estratégia que Zé Ricardo tenha traçado no vestiário foi por água abaixo porque Marcelo Lomba perdeu as estribeiras. Sabe-se lá o que passou na cabeça do sempre tranquilo e ponderado goleiro do Inter. Ele, aos cinco minutos, deu uma voadora em Luciano. Com o jogo parado.
Explicando: o atacante do Grêmio recebeu um passe de Tardelli e partiu para o ataque. Estava impedido, mas, pelas novas recomendações, o auxiliar não levantou sua bandeira. Luciano tentou driblar o goleiro do Inter, que lhe tirou a bola. Então, o bandeira assinalou a irregularidade. E Lomba enlouqueceu: saltou, esticou as pernas e voou na direção do gremista. Não lhe acertou, é verdade. Até porque, se tivesse acertado, talvez Luciano não estivesse mais aqui para contar a história.
O árbitro nem titubeou: cartão vermelho na hora. A cena foi tão forte, tão agressiva, tão grotesca que nem D'Alessandro, vejam só, foi reclamar. Só Lomba tentou argumentar, dizer que o jogo estava parado, que não tinha atingido o adversário, que, calma, tem tempo. Os demais colorados ficaram na volta, falando alguma coisa, dando um tempo para que Danilo Fernandes aquecesse, que Zé Ricardo escolhesse alguém para sacrificar.
Enquanto isso, Lomba demorava a sair, houve até ameaça de chamar a Brigada Militar para retirá-lo de campo. Então, talvez ele tenha recobrado a consciência e entendido o que recém havia acontecido. E saiu do gramado rumo ao vestiário.
Danilo Fernandes entrou no lugar de Guilherme Parede. O novo goleiro colorado teve trabalho. Fez algumas intervenções importantes, talvez estivesse um pouco adiantado no gol de Rômulo, evitou goleada depois disso.
O Gre-Nal acabou 2 a 0, os dois times, se o campeonato acabasse hoje, estariam na fase preliminar da Libertadores (dependendo, é claro, do que o Flamengo fizer na decisão da competição continental), o Grêmio se aproximou do G-4, o Inter, óbvio, afastou-se.
Mas nesse 2019 sem maiores títulos e com decepções piores nas fases finais das outras competições, talvez já no próximo ano pouco lembraremos de o quanto esse clássico foi importante na temporada. Mas não será esquecida a voadora de Marcelo Lomba.
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O jogo teve 50 minutos de relativa normalidade. O Grêmio vencia por 1 a 0, graças a Geromel, o primeiro candidato a ocupar o posto de personagem principal da partida. Em casa, mais inteiro, com espaço, o time de Renato enrolou o Inter, dominou as ações do primeiro tempo e marcou o gol em uma bola cruzada para a área que o zagueirão venceu Rodrigo Lindoso e cabeceou para o chão, vencendo Marcelo Lomba.
Veio o intervalo, o Inter retornou do vestiário com D'Alessandro no lugar de Neilton. O argentino costuma causar um efeito de aquecimento nos clássicos, tem fama de ser irritadiço (e de irritar os adversários). Poderia ser o combustível que faltava para o jogo ou até para dar ao Inter alguma chance.
Mas qualquer estratégia que Zé Ricardo tenha traçado no vestiário foi por água abaixo porque Marcelo Lomba perdeu as estribeiras. Sabe-se lá o que passou na cabeça do sempre tranquilo e ponderado goleiro do Inter. Ele, aos cinco minutos, deu uma voadora em Luciano. Com o jogo parado.
Explicando: o atacante do Grêmio recebeu um passe de Tardelli e partiu para o ataque. Estava impedido, mas, pelas novas recomendações, o auxiliar não levantou sua bandeira. Luciano tentou driblar o goleiro do Inter, que lhe tirou a bola. Então, o bandeira assinalou a irregularidade. E Lomba enlouqueceu: saltou, esticou as pernas e voou na direção do gremista. Não lhe acertou, é verdade. Até porque, se tivesse acertado, talvez Luciano não estivesse mais aqui para contar a história.
O árbitro nem titubeou: cartão vermelho na hora. A cena foi tão forte, tão agressiva, tão grotesca que nem D'Alessandro, vejam só, foi reclamar. Só Lomba tentou argumentar, dizer que o jogo estava parado, que não tinha atingido o adversário, que, calma, tem tempo. Os demais colorados ficaram na volta, falando alguma coisa, dando um tempo para que Danilo Fernandes aquecesse, que Zé Ricardo escolhesse alguém para sacrificar.
Enquanto isso, Lomba demorava a sair, houve até ameaça de chamar a Brigada Militar para retirá-lo de campo. Então, talvez ele tenha recobrado a consciência e entendido o que recém havia acontecido. E saiu do gramado rumo ao vestiário.
Danilo Fernandes entrou no lugar de Guilherme Parede. O novo goleiro colorado teve trabalho. Fez algumas intervenções importantes, talvez estivesse um pouco adiantado no gol de Rômulo, evitou goleada depois disso.
O Gre-Nal acabou 2 a 0, os dois times, se o campeonato acabasse hoje, estariam na fase preliminar da Libertadores (dependendo, é claro, do que o Flamengo fizer na decisão da competição continental), o Grêmio se aproximou do G-4, o Inter, óbvio, afastou-se.
Mas nesse 2019 sem maiores títulos e com decepções piores nas fases finais das outras competições, talvez já no próximo ano pouco lembraremos de o quanto esse clássico foi importante na temporada. Mas não será esquecida a voadora de Marcelo Lomba.
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Comentários
Comentários (1)
Qual o número para contato com o editor do Grêmio Avalanche?????
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