A rivalidade histórica entre Grêmio e Palmeiras na Libertadores foi tema do programa Boleiragem, apresentado por Roger Flores. Ídolos das duas equipes, os ex-jogadores Paulo Nunes, Arilson e Sergio, recordaram os duelos marcantes no torneio sul-americano de 1995.
Naquele ano, gremistas e palmeirenses se enfrentaram na fase de grupos e depois nas quartas de final. No mata-mata, os gaúchos golearam em Porto Alegre por 5 a 0 – com direito a três expulsões – e os paulistas venceram por 5 a 1 em São Paulo.
– Foi um jogo perfeito do nosso time. O Jardel estava numa noite inspirada. A bola estava batendo nele e entrando. Eu sempre disse isso, que o time do Palmeiras era maravilhoso, mas o time do Palmeiras sentiu nesse jogo – disse Paulo Nunes.
– Era o Carlos Alberto Silva (o treinador) nesse jogo. Nós estávamos perdendo e ele não quis segurar, quis avançar. Ai abriu e tomamos mais dois – completou Sergio.
O gol marcado em São Paulo permitiu ao Grêmio avançar na Libertadores e confirmar o título pouco depois. Mas o duelo no antigo estádio Palestra Italia é recordado como um capítulo especial no duelo entre os rivais.
– Foi uma pressão. Dois zagueiros que eu enfrentei na minha ida e que eu apanhei muito foi Antonio Carlos e Cleber. E nesse jogo ai eles abriram a ferramenta. Eles e o Mancuso – brincou Paulo Nunes.
A rivalidade entre gremistas e palmeirenses foi além da Libertadores. Na Copa do Brasil do mesmo ano, mais uma disputa decidida nos detalhes e com muitas expulsões.
– Foi 0 a 0 lá e 2 a 2 aqui (em São Paulo). Foram expulsos eu, Goiano e Dinho. Eu roubei a bola do Roberto Carlos e adiantei uns três metros. Quando eu fui ver ele roubou a bola de mim. Aí peguei e chutei ele. Pensei: "não vou expulso sozinho". Aí fui pra cima do Antonio Carlos, ele correu de mim. Fui expulso sozinho – declarou Arilson.
O Grêmio de 1995 era comandado por Felipão e tinha como titulares Paulo Nunes e Arilson. O trio se transferiu para o Palmeiras pouco depois, mas apenas Paulo Nunes e Felipão, na companhia de Sergio, fizeram parte da conquista da Libertadores de 1999.
O estilo de trabalho de Scolari é recordado com carinho até hoje por Arilson.
– O único cara que fez um gol e tomou uma dura fui eu. O Felipão é paizão. Nos em São Paulo ganhamos de 2 a 0. O Arce ou o Goiano cruzou, o Jardel subiu com o Júnior Baiano, e a bola sobrou para o pé bom. Ai o Zetti fechou, eu driblei com a esquerda e bati de canela, mas fiz o gol. No vestiário, na hora da reza ele perguntou: "Por que não fez o gol com o pé o bom?". Fiz o gol e tomei dura – recordou o ex-meia do Grêmio, que atuou pelo Verdão em 1998.
Em 2019, o Palmeiras de Felipão levou a melhor sobre o Grêmio de Renato Gaúcho no confronto de ida. Em Porto Alegre, deu Verdão por 1 a 0, gol de Gustavo Scarpa. O jogo de volta será na próxima terça-feira, dia 27, no Pacaembu, às 21h30 (de Brasília).
Grêmio, Libertadores, Paulo Nunes, Palmeiras, Tricolor
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Naquele ano, gremistas e palmeirenses se enfrentaram na fase de grupos e depois nas quartas de final. No mata-mata, os gaúchos golearam em Porto Alegre por 5 a 0 – com direito a três expulsões – e os paulistas venceram por 5 a 1 em São Paulo.
– Foi um jogo perfeito do nosso time. O Jardel estava numa noite inspirada. A bola estava batendo nele e entrando. Eu sempre disse isso, que o time do Palmeiras era maravilhoso, mas o time do Palmeiras sentiu nesse jogo – disse Paulo Nunes.
– Era o Carlos Alberto Silva (o treinador) nesse jogo. Nós estávamos perdendo e ele não quis segurar, quis avançar. Ai abriu e tomamos mais dois – completou Sergio.
O gol marcado em São Paulo permitiu ao Grêmio avançar na Libertadores e confirmar o título pouco depois. Mas o duelo no antigo estádio Palestra Italia é recordado como um capítulo especial no duelo entre os rivais.
– Foi uma pressão. Dois zagueiros que eu enfrentei na minha ida e que eu apanhei muito foi Antonio Carlos e Cleber. E nesse jogo ai eles abriram a ferramenta. Eles e o Mancuso – brincou Paulo Nunes.
A rivalidade entre gremistas e palmeirenses foi além da Libertadores. Na Copa do Brasil do mesmo ano, mais uma disputa decidida nos detalhes e com muitas expulsões.
– Foi 0 a 0 lá e 2 a 2 aqui (em São Paulo). Foram expulsos eu, Goiano e Dinho. Eu roubei a bola do Roberto Carlos e adiantei uns três metros. Quando eu fui ver ele roubou a bola de mim. Aí peguei e chutei ele. Pensei: "não vou expulso sozinho". Aí fui pra cima do Antonio Carlos, ele correu de mim. Fui expulso sozinho – declarou Arilson.
O Grêmio de 1995 era comandado por Felipão e tinha como titulares Paulo Nunes e Arilson. O trio se transferiu para o Palmeiras pouco depois, mas apenas Paulo Nunes e Felipão, na companhia de Sergio, fizeram parte da conquista da Libertadores de 1999.
O estilo de trabalho de Scolari é recordado com carinho até hoje por Arilson.
– O único cara que fez um gol e tomou uma dura fui eu. O Felipão é paizão. Nos em São Paulo ganhamos de 2 a 0. O Arce ou o Goiano cruzou, o Jardel subiu com o Júnior Baiano, e a bola sobrou para o pé bom. Ai o Zetti fechou, eu driblei com a esquerda e bati de canela, mas fiz o gol. No vestiário, na hora da reza ele perguntou: "Por que não fez o gol com o pé o bom?". Fiz o gol e tomei dura – recordou o ex-meia do Grêmio, que atuou pelo Verdão em 1998.
Em 2019, o Palmeiras de Felipão levou a melhor sobre o Grêmio de Renato Gaúcho no confronto de ida. Em Porto Alegre, deu Verdão por 1 a 0, gol de Gustavo Scarpa. O jogo de volta será na próxima terça-feira, dia 27, no Pacaembu, às 21h30 (de Brasília).
Grêmio, Libertadores, Paulo Nunes, Palmeiras, Tricolor
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