O confronto "peso pesado" entre Grêmio e Palmeiras, que abre as quartas de final da Libertadores hoje, a partir das 21h30, em Porto Alegre, colocará frente a frente duas das melhores equipes do país. Mas isso não quer dizer que cada lado não tenha seu claro protagonista dentro de campo. O tricolor Everton e o alviverde Dudu são os líderes técnicos de suas equipes e se encontrarão em grande fase na temporada, em um duelo à parte que tem até a seleção brasileira como pano de fundo.
Se Everton virou o "xodó" de Tite desde a Copa do Mundo do ano passado e brilhou no título brasileiro da Copa América há um mês, levando para casa também o troféu de artilheiro da competição, Dudu tem tido suas expectativas frustradas a cada convocação. Melhor jogador do Brasil no ano passado e destaque do Palmeiras há quatro temporadas seguidas, o camisa 7 não tem sido lembrado pelo treinador da seleção.
Sempre que fica de fora de uma lista de Tite, Dudu diz que respeita as escolhas do treinador e que acha normal cada técnico ter seus jogadores preferidos, mas não esconde uma ponta de decepção. O foco, diz ele, é jogar cada vez melhor no Palmeiras para, quem sabe, ganhar uma chance na próxima.
E ele tem feito isso muito bem. Com nove gols, é o artilheiro da equipe no ano, ao lado de Gustavo Scarpa. Também é o líder absoluto em assistências, com 12 passes para gol. Quase nunca entra no rodízio de Felipão, jogando quase todos os jogos por ser o jogador mais importante para o funcionamento ofensivo do time. E tem ainda impressionado com a capacidade de arranque e drible, arrancando elogios até de Renato Gaúcho, técnico do adversário de hoje.
Do outro lado, Everton também é o artilheiro do Grêmio na temporada. Mas os 11 gols não resumem a real importância de Cebolinha ao time de Renato Gaúcho. Presente em 35 partidas no ano, o meia-atacante é o jogador que mais atuou pelo clube em 2019.
Assim como acontece com Dudu, até mesmo quando o time do Grêmio foi reserva, Everton apareceu em campo. Em três rodadas do Brasileirão, com titulares preservados para Copa do Brasil e Libertadores, o camisa 11 entrou no decorrer do jogo. Uma espécie de cartada final para conseguir catapultar o desempenho da equipe.
A velocidade e os dribles de Cebolinha se tornaram vitais ao modelo de jogo do Grêmio. Renato é entusiasta do estilo do atacante e, desde o ano passado, tem dado cada vez mais liberdade para o jogador flutuar por diferentes áreas do campo. Sempre perto do gol rival.
O conceito é claro: Everton consegue desequilibrar o jogo, seja com ou sem a bola. Com a posse, pelos atributos. Sem ela, pela atenção que exige dos marcadores adversários. Esse cartaz e rendimento cativaram Tite, que depois da Copa do Mundo na Rússia passou a convocar Cebolinha frequentemente. Ele só não foi chamado agora para os amistosos de setembro porque o treinador não convocou atletas que poderão estar envolvidos nas finais da Copa do Brasil.
Grêmio e Palmeiras têm times fortes, com vários jogadores capazes de protagonizar um lance decisivo e desequilibrar uma partida. Mas a fase e a confiança dos dois destaques mostram que se for para escolher um jogador de cada lado para ficar de olho, não resta dúvida de que os nomes são Everton e Dudu.
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E ele tem feito isso muito bem. Com nove gols, é o artilheiro da equipe no ano, ao lado de Gustavo Scarpa. Também é o líder absoluto em assistências, com 12 passes para gol. Quase nunca entra no rodízio de Felipão, jogando quase todos os jogos por ser o jogador mais importante para o funcionamento ofensivo do time. E tem ainda impressionado com a capacidade de arranque e drible, arrancando elogios até de Renato Gaúcho, técnico do adversário de hoje.
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Grêmio e Palmeiras têm times fortes, com vários jogadores capazes de protagonizar um lance decisivo e desequilibrar uma partida. Mas a fase e a confiança dos dois destaques mostram que se for para escolher um jogador de cada lado para ficar de olho, não resta dúvida de que os nomes são Everton e Dudu.
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