Quando a Copa América terminou com Everton como artilheiro da Seleção Brasileira campeã, a expectativa era de que o atacante deixaria o Grêmio rapidamente. Era esperado que as grandes atuações, que o tornaram uma das principais peças do time de Tite, despertassem a cobiça dos maiores clubes da Europa. Mas quase um mês após o término do torneio, a oferta desejada pela direção, de 40 milhões de euros (R$ 177,6 milhões), ainda não chegou. Assim, o “fico” do Cebolinha, ao menos até o fim do ano, é uma possibilidade cada vez mais real.
— Depois do absurdo que o Everton jogou na Copa América, a gente esperava uma enxurrada de propostas — disse o diretor de futebol Deco Nascimento na última sexta-feira, durante a apresentação do atacante Luciano.
A declaração do dirigente expressa um sentimento interno do Grêmio, que se preparava para lidar com um assédio maior pelo atacante. O próprio Everton transpareceu isso em seu retorno da Seleção Brasileira. O jogo contra o Bahia, pela Copa do Brasil, o primeiro após o sucesso na equipe de Tite, teve até tom de possível despedida dos torcedores na Arena, algo que não se confirmou.
O Arsenal surgiu como favorito para levar o Cebolinha em razão da contratação do ex-coordenador da Seleção, Edu Gaspar, como diretor esportivo. No entanto, o clube inglês optou pela compra do marfinense Nicolas Pépé, 24 anos, junto ao Lille, da França, por 80 milhões de euros (R$ 355,2 milhões). Outro clube citado como possível comprador do atacante tricolor foi o Manchester City, que observa Everton desde a época das categorias de base do Grêmio. O time de Pep Guardiola, ainda que esteja perto de vender Sané ao Bayern de Munique, não fez proposta.
Só uma oferta oficial chegou ao Grêmio, e não foi da Europa. Ela veio do Beijing Guoan, da China, no valor de 45 milhões de euros (R$ 199,8 milhões). Mas o modelo de negócio, com várias cláusulas de produtividade para se chegar ao montante total, não agradou. A investida ocorreu pouco antes do fechamento da janela chinesa, em 31 de julho, o que inviabilizou as tratativas.
Nesta semana, Everton pôs fim à relação com o empresário Gilmar Veloz, que cuidava de sua carreira desde a chegada ao Grêmio, em 2013. Mas o final da relação contratual entre os dois não muda muito na situação do jogador e da sua possibilidade de transferência para um clube do Exterior. Gilmar Veloz segue com 30% dos direitos econômicos de Everton e continua trabalhando para apresentar propostas oficiais ao Grêmio. Seu trabalho é fazer a aproximação entre os eventuais interessados junto ao clube gaúcho.
O que muda é que ele não participará mais do acerto da parte salarial de Everton. Como não é mais empresário do atacante, questões como contrato e cláusulas de desempenho serão tratadas, se vier a proposta, por um novo agente. No momento, quem cuida da situação é Márcio Cruz, que ajudou a trazer o camisa 11 para o Grêmio – curiosamente, Cruz trabalhava com Veloz.
Finanças em dia dão segurança ao Grêmio
Diferentemente de outros momentos em que precisava vender para equilibrar o caixa, o Grêmio hoje não trata a negociação de Everton como necessidade. Nas duas últimas temporadas, o Tricolor recebeu mais R$ 208 milhões em vendas de jogadores e registrou em 2018 um superávit recorde, de R$ 54 milhões de reais, representando crescimento de 391% sobre 2017.
O fato de Everton ter contrato longo, já que renovou no ano passado até 2022, também dá tranquilidade para a direção. E o clube também não se veria forçado a ir ao mercado em um período no qual não poderá trazer reposição de alto nível do Exterior. Além disso, a multa de Everton é de 80 milhões de euros (R$ 355,2 milhões). O Grêmio detém 50% dos direitos econômicos.
O caso de Luan é lembrado por alguns torcedores quando se fala sobre Everton. Destaque nos Jogos do Rio, em 2016, e eleito melhor jogador da América em 2017, o camisa 7 recusou oferta do Spartak Moscou, da Rússia, e seguiu na Arena para conquistar a Libertadores. Mas, desde o ano passado, passa por momento de instabilidade, com seguidas lesões, e perdeu a titularidade.
Outro exemplo, mas positivo para o Grêmio, é o atacante Dudu, do Palmeiras. No ano passado, teve a saída para o futebol chinês barrada pelo clube paulista. Além de conquistar o título, foi eleito o melhor jogador do Brasileirão.
— O Everton hoje é um jogador afirmado na Seleção e jovem. Se não sair nessa janela, terá outras chances — diz Adalberto Preis, vice do Conselho de Administração.
Janelas e prazos
China — 31/7 (já fechada)
Inglaterra — 8/9
Itália — 2/9
França — 2/9
Espanha — 2/9
Alemanha — 2/9
As 10 contratações mais caras na Europa
1) João Félix — Atlético de Madrid (R$ 559 milhões)
2) Griezmann — Barcelona (R$ 532,8 milhões)
3) Hazard — Real Madrid (R$ 404,4 milhões)
4) Maguire — Manchester City (R$ 386,2 milhões)
5) De Ligt — Juventus (R$ 377,44 milhões)
6) Lucas Hernández — Bayern (R$ 355,2 milhões)
7) Nicolas Pépé — Arsenal (R$ 355,2 milhões)
8) De Jong — Barcelona (R$ 333 milhões)
9) Rodri — Manchester City (R$ 310,8 milhões)
10) Jovic — Real Madrid (R$ 266,4 milhões)
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A declaração do dirigente expressa um sentimento interno do Grêmio, que se preparava para lidar com um assédio maior pelo atacante. O próprio Everton transpareceu isso em seu retorno da Seleção Brasileira. O jogo contra o Bahia, pela Copa do Brasil, o primeiro após o sucesso na equipe de Tite, teve até tom de possível despedida dos torcedores na Arena, algo que não se confirmou.
O Arsenal surgiu como favorito para levar o Cebolinha em razão da contratação do ex-coordenador da Seleção, Edu Gaspar, como diretor esportivo. No entanto, o clube inglês optou pela compra do marfinense Nicolas Pépé, 24 anos, junto ao Lille, da França, por 80 milhões de euros (R$ 355,2 milhões). Outro clube citado como possível comprador do atacante tricolor foi o Manchester City, que observa Everton desde a época das categorias de base do Grêmio. O time de Pep Guardiola, ainda que esteja perto de vender Sané ao Bayern de Munique, não fez proposta.
Só uma oferta oficial chegou ao Grêmio, e não foi da Europa. Ela veio do Beijing Guoan, da China, no valor de 45 milhões de euros (R$ 199,8 milhões). Mas o modelo de negócio, com várias cláusulas de produtividade para se chegar ao montante total, não agradou. A investida ocorreu pouco antes do fechamento da janela chinesa, em 31 de julho, o que inviabilizou as tratativas.
Nesta semana, Everton pôs fim à relação com o empresário Gilmar Veloz, que cuidava de sua carreira desde a chegada ao Grêmio, em 2013. Mas o final da relação contratual entre os dois não muda muito na situação do jogador e da sua possibilidade de transferência para um clube do Exterior. Gilmar Veloz segue com 30% dos direitos econômicos de Everton e continua trabalhando para apresentar propostas oficiais ao Grêmio. Seu trabalho é fazer a aproximação entre os eventuais interessados junto ao clube gaúcho.
O que muda é que ele não participará mais do acerto da parte salarial de Everton. Como não é mais empresário do atacante, questões como contrato e cláusulas de desempenho serão tratadas, se vier a proposta, por um novo agente. No momento, quem cuida da situação é Márcio Cruz, que ajudou a trazer o camisa 11 para o Grêmio – curiosamente, Cruz trabalhava com Veloz.
Finanças em dia dão segurança ao Grêmio
Diferentemente de outros momentos em que precisava vender para equilibrar o caixa, o Grêmio hoje não trata a negociação de Everton como necessidade. Nas duas últimas temporadas, o Tricolor recebeu mais R$ 208 milhões em vendas de jogadores e registrou em 2018 um superávit recorde, de R$ 54 milhões de reais, representando crescimento de 391% sobre 2017.
O fato de Everton ter contrato longo, já que renovou no ano passado até 2022, também dá tranquilidade para a direção. E o clube também não se veria forçado a ir ao mercado em um período no qual não poderá trazer reposição de alto nível do Exterior. Além disso, a multa de Everton é de 80 milhões de euros (R$ 355,2 milhões). O Grêmio detém 50% dos direitos econômicos.
O caso de Luan é lembrado por alguns torcedores quando se fala sobre Everton. Destaque nos Jogos do Rio, em 2016, e eleito melhor jogador da América em 2017, o camisa 7 recusou oferta do Spartak Moscou, da Rússia, e seguiu na Arena para conquistar a Libertadores. Mas, desde o ano passado, passa por momento de instabilidade, com seguidas lesões, e perdeu a titularidade.
Outro exemplo, mas positivo para o Grêmio, é o atacante Dudu, do Palmeiras. No ano passado, teve a saída para o futebol chinês barrada pelo clube paulista. Além de conquistar o título, foi eleito o melhor jogador do Brasileirão.
— O Everton hoje é um jogador afirmado na Seleção e jovem. Se não sair nessa janela, terá outras chances — diz Adalberto Preis, vice do Conselho de Administração.
Janelas e prazos
China — 31/7 (já fechada)
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França — 2/9
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5) De Ligt — Juventus (R$ 377,44 milhões)
6) Lucas Hernández — Bayern (R$ 355,2 milhões)
7) Nicolas Pépé — Arsenal (R$ 355,2 milhões)
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