A Fifa quer fazer um teste com a realização de um Mundial de Clubes com a participação de 24 equipes nos meses de junho e julho de 2021. De acordo com informações da agência de notícias The Associated Press, essa é uma das propostas que a entidade apresentará para votação dos membros de seu Conselho que estão reunidos em Miami, nos Estados Unidos, até esta sexta-feira.
O Mundial de Clubes deverá substituir a Copa das Confederações, que seria extinta. O principal entrave neste ponto são os clubes europeus, que pediram uma garantia financeira para aceitar o projeto. A renda total do torneio passaria de uma previsão de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 3,8 bilhões) para pelo menos US$ 3 bilhões (aproximadamente R$ 11,4 bilhões).
No entanto, o documento de 17 páginas sobre o futuro das competições não menciona especificamente os planos de financiamento que despertaram preocupação entre os membros do Conselho da Fifa no ano passado. Apenas que o corpo diretivo quer "garantir que as receitas ficam dentro do futebol e não vão para terceiros".
Uma força-tarefa da Fifa, com representantes das seis confederações continentais, vem avaliando planos para o Mundial de Clubes desde novembro do ano passado. Esse relatório afirma que cinco das seis entidades apoiam a competição piloto de 24 equipes em 2021.
A Fifa queria 12 equipes europeias neste novo Mundial, mas a Uefa, que vê a competição como uma ameaça ao status da Liga dos Campeões, insistiu que deveria ser oito. Na primeira edição, a América do Sul teria seis vagas. África, Ásia e Concacaf (que representa a América do Norte e Central e o Caribe) teriam três clubes cada e a Oceania, apenas um. As confederações decidiriam a sua própria forma de qualificação.
O torneio começaria com oito grupos de três, com os vencedores avançando para as quartas de final. As equipes jogariam de duas a cinco partidas em um máximo de 18 dias.
"A principal objeção da Uefa está relacionada com as suas preocupações com o calendário", observa o documento da Fifa. "A posição da Uefa era que qualquer discussão técnica sobre um novo formato e calendário para o Mundial de Clubes só ocorresse depois que um novo calendário internacional pós-2024 tivesse sido acordado".
Segundo a Fifa, os dirigentes europeus argumentam que o Mundial de Clubes pode causar "tensões previsíveis com seus clubes" porque a Copa Africana de Nações e Copa Ouro da Concacaf seriam empurradas para julho e agosto, "causando séria interferência em partidas críticas dos clubes para a qualificação para competições europeias, além de jogos dos campeonatos nacionais".
Grêmio,Mundial,FIFA
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O Mundial de Clubes deverá substituir a Copa das Confederações, que seria extinta. O principal entrave neste ponto são os clubes europeus, que pediram uma garantia financeira para aceitar o projeto. A renda total do torneio passaria de uma previsão de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 3,8 bilhões) para pelo menos US$ 3 bilhões (aproximadamente R$ 11,4 bilhões).
No entanto, o documento de 17 páginas sobre o futuro das competições não menciona especificamente os planos de financiamento que despertaram preocupação entre os membros do Conselho da Fifa no ano passado. Apenas que o corpo diretivo quer "garantir que as receitas ficam dentro do futebol e não vão para terceiros".
Uma força-tarefa da Fifa, com representantes das seis confederações continentais, vem avaliando planos para o Mundial de Clubes desde novembro do ano passado. Esse relatório afirma que cinco das seis entidades apoiam a competição piloto de 24 equipes em 2021.
A Fifa queria 12 equipes europeias neste novo Mundial, mas a Uefa, que vê a competição como uma ameaça ao status da Liga dos Campeões, insistiu que deveria ser oito. Na primeira edição, a América do Sul teria seis vagas. África, Ásia e Concacaf (que representa a América do Norte e Central e o Caribe) teriam três clubes cada e a Oceania, apenas um. As confederações decidiriam a sua própria forma de qualificação.
O torneio começaria com oito grupos de três, com os vencedores avançando para as quartas de final. As equipes jogariam de duas a cinco partidas em um máximo de 18 dias.
"A principal objeção da Uefa está relacionada com as suas preocupações com o calendário", observa o documento da Fifa. "A posição da Uefa era que qualquer discussão técnica sobre um novo formato e calendário para o Mundial de Clubes só ocorresse depois que um novo calendário internacional pós-2024 tivesse sido acordado".
Segundo a Fifa, os dirigentes europeus argumentam que o Mundial de Clubes pode causar "tensões previsíveis com seus clubes" porque a Copa Africana de Nações e Copa Ouro da Concacaf seriam empurradas para julho e agosto, "causando séria interferência em partidas críticas dos clubes para a qualificação para competições europeias, além de jogos dos campeonatos nacionais".
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