A história recente do Grêmio na Libertadores da América tem no título de 2017 seu momento mais importante. Mas os gremistas não esquecem alguns fatos que estremeceram a relação do clube com a Conmebol. As reclamações em relação ao VAR na decisão de 2017 e os episódios envolvendo o River Plate na semifinal de 2018, ambos na Arena, são os exemplos mais marcantes. Atualmente, o presidente Romildo Bolzan Júnior garante que há interlocução entre o Grêmio e a entidade, mas não se priva em fazer críticas.
“Eu espero da Conmebol uma organização adequada para esta Libertadores, isenta, perfeita, é isso que eu espero. Temos uma interlocução, mas a gente sabe que a prática política deles é culturalmente cheia de problemas e, sinceramente, com pouca vontade de mudar”, diz Bolzan. “Quando chega no debate importante, crucial, definitivo, quando as coisas vão se decidir, as práticas se repetem”, acrescenta.
É nítido o desconforto do Grêmio com a Conmebol quando o assunto é a Libertadores do ano passado. A eliminação na semifinal para o River Plate, com polêmica de árbitro de vídeo e descumprimento do regulamento por parte do treinador do River, Marcelo Gallardo, ainda não são bem digeridas. “Nós temos um bom relacionamento com a Conmebol, vamos mantê-lo, mas nos cabe fazer essa crítica. Na hora de decidir, recrudesce todo o comportamento cultural de comprometimento, de pouca capacidade de modificação da Conmebol, e isso é uma lástima para o futebol sul-americano”, destaca o presidente do Grêmio.
Bolzan também é crítico quando o assunto é a final em jogo único. A Conmebol decidiu que, a partir deste ano, a final da Libertadores terá apenas uma partida, em campo neutro. Em 2019, ela será em Santiago, no Chile. “Eu não gostei, já disse ao presidente da Conmebol (Alejandro Domínguez). A final única é uma coisa de ventríloquo, vão repetir o que se faz na Europa. Não tem nada a ver, aqui (na América do Sul) as distâncias são longas e você acaba privando grande parte da torcida de interagir, de se relacionar com o seu clube que está na final. Você vai disputar o que no Chile? Uma partida de dois times que não são residentes, que não têm vínculo com o país. O futebol não é feito disso, o futebol é feito de participação, empatia e, principalmente, de movimentação humana, sem isso não tem futebol”, argumenta.
Romildo Bolzan Júnior tem experiência em Libertadores da América. Desde que assumiu a presidência, em 2015, vai para sua quarta participação como mandatário do clube. “O Grêmio de 2016 para cá participa de todas. São quatro anos seguidos, eu não conheço um clube que tenha essa trajetória tão longa, pode ter havido, mas não me recordo. A gente sabe perfeitamente que a Libertadores é o seguinte: se você chega lá e não está preparado física, emocional e tecnicamente, além de ter bons jogadores, você vai ter dificuldades. O nível de embate corporal, físico, de disputa de bola é muito superior a qualquer outra competição”, comenta o presidente. A estreia gremista na Libertadores é dia 6 de março, contra o Rosário Central, na Argentina.
Grêmio,Bolzan, Libertadores
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“Eu espero da Conmebol uma organização adequada para esta Libertadores, isenta, perfeita, é isso que eu espero. Temos uma interlocução, mas a gente sabe que a prática política deles é culturalmente cheia de problemas e, sinceramente, com pouca vontade de mudar”, diz Bolzan. “Quando chega no debate importante, crucial, definitivo, quando as coisas vão se decidir, as práticas se repetem”, acrescenta.
É nítido o desconforto do Grêmio com a Conmebol quando o assunto é a Libertadores do ano passado. A eliminação na semifinal para o River Plate, com polêmica de árbitro de vídeo e descumprimento do regulamento por parte do treinador do River, Marcelo Gallardo, ainda não são bem digeridas. “Nós temos um bom relacionamento com a Conmebol, vamos mantê-lo, mas nos cabe fazer essa crítica. Na hora de decidir, recrudesce todo o comportamento cultural de comprometimento, de pouca capacidade de modificação da Conmebol, e isso é uma lástima para o futebol sul-americano”, destaca o presidente do Grêmio.
Bolzan também é crítico quando o assunto é a final em jogo único. A Conmebol decidiu que, a partir deste ano, a final da Libertadores terá apenas uma partida, em campo neutro. Em 2019, ela será em Santiago, no Chile. “Eu não gostei, já disse ao presidente da Conmebol (Alejandro Domínguez). A final única é uma coisa de ventríloquo, vão repetir o que se faz na Europa. Não tem nada a ver, aqui (na América do Sul) as distâncias são longas e você acaba privando grande parte da torcida de interagir, de se relacionar com o seu clube que está na final. Você vai disputar o que no Chile? Uma partida de dois times que não são residentes, que não têm vínculo com o país. O futebol não é feito disso, o futebol é feito de participação, empatia e, principalmente, de movimentação humana, sem isso não tem futebol”, argumenta.
Romildo Bolzan Júnior tem experiência em Libertadores da América. Desde que assumiu a presidência, em 2015, vai para sua quarta participação como mandatário do clube. “O Grêmio de 2016 para cá participa de todas. São quatro anos seguidos, eu não conheço um clube que tenha essa trajetória tão longa, pode ter havido, mas não me recordo. A gente sabe perfeitamente que a Libertadores é o seguinte: se você chega lá e não está preparado física, emocional e tecnicamente, além de ter bons jogadores, você vai ter dificuldades. O nível de embate corporal, físico, de disputa de bola é muito superior a qualquer outra competição”, comenta o presidente. A estreia gremista na Libertadores é dia 6 de março, contra o Rosário Central, na Argentina.
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