Foto: Lucas Uebel / Grêmio, DVG
Sem Luan e Everton, as referências do sistema ofensivo do Grêmio, Renato Gaúcho precisou não somente modificar a formatação para o confronto diante do River Plate no Monumental de Nuñez. Teve de alterar também a natureza da equipe, para ceder a posse de bola e apostar em uma das principais armas no futebol: as bolas alçadas à área adversária. A vitória por 1 a 0 nasceu justamente deste expediente, em cobrança de escanteio por Alisson desviada de cabeça pelo volante Michel, o que levou os tricolores ao êxtase.
Esta jogada, aliás, não foi um artifício isolado em Buenos Aires na noite da última terça-feira. Virou um trunfo recorrente de Renato ao longo da campanha, à qual se aproxima de mais uma decisão. Dos 23 gols marcados na Libertadores, o melhor ataque da competição, nove foram oriundos das jogadas, o que representa 39,13% do total. Ainda foi o quarto gol de escanteio do Tricolor (um deles saiu por baixo, quando Luan bateu para Geromel, que desviou para Jael na goleada por 5 a 0 contra o Cerro Porteño).
Renato sabia que pegaria um adversário complicado fora de casa. Por isso, tratou de aumentar a força aérea do time. Colocou Michel na vaga de Luan e reforçou o meio-campo com outros três volantes – Maicon, Cícero e Ramiro – no sistema 4-1-4-1. Deu mais do que certo. Além de envolver completamente Los Millonarios, venceu a partida com gol de cabeça do camisa 5.
– Nós treinamos bastante essa bola parada porque a gente tinha uma equipe alta, sabíamos que o time do River não era tão alta assim. Conseguimos essa vantagem, mas ainda tem mais 90 minutos lá – disse Renato, nesta quarta-feira, na saída do hotel da delegação do Grêmio, em Buenos Aires.
Artífice da vitória, o jogador de 28 anos foi a principal surpresa do Tricolor gaúcho para o embate no Monumental de Nuñez. Ainda mais pela falta de ritmo e poder de superação – ressurgiu após se recuperar de três lesões seguidas e um hiato de cinco meses longe dos gramados - com o gol mais importante da carreira.
Aos 16 minutos do segundo tempo, adiantou-se à marcação do River para cabecear o cruzamento de Alisson no fundo da meta de Armani. Suportou até o final do confronto e virou fiador do resultado, fundamental para fechar espaços e controlar as investidas dos argentinos.
– Passou um filme desses cinco meses, três lesões seguidas. Para um jogador profissional, isso é muito raro. Tive paciência e tranquilidade para passar por cima disso tudo. Trabalhei, esperei a oportunidade reaparecer e fui feliz – disse Michel na zona mista do Monumental de Núñez, para completar. – Sem dúvida, sem dúvida (o gol mais importante na carreira). Ainda mais no Monumental. É especial.
Gol emblemático
As bolas alçadas para a área adversária têm sido fundamentais para o Grêmio na fase de mata-mata. O Grêmio utilizou da “arma” em todos os jogos depois da fase de grupos, sendo o mais emblemático na vitória por 2 a 1 sobre o Estudiantes, na Arena, pela volta das oitavas de final.
No fim do jogo contra o Estudiantes, cheio de atacantes e sem esquema tático, o Tricolor fez o 2 a 1 aos 47. Luan cobrou falta do lado da área, e Alisson deu uma casquinha de cabeça. A bola ainda bateu no travessão antes de morrer no fundo da rede de Andújar. Na cobrança de pênaltis, o Tricolor superou o adversário e garantiu vaga.
Após o retorno da delegação na tarde da última quarta, Renato começa a definir novas estratégias para o duelo de volta nesta quinta. A reapresentação está marcada para a tarde. Só que o Grêmio dividirá, mais uma vez, atenção entre a Libertadores e o Brasileirão. No sábado, às 16h, recebe o Sport na Arena, em duelo válido pela 31ª rodada. Atualmente, os gaúchos estão em quinto com 52 pontos, 10 atrás do líder Palmeiras. Os pernambucanos ocupam a penúltima posição, com apenas 30.
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Esta jogada, aliás, não foi um artifício isolado em Buenos Aires na noite da última terça-feira. Virou um trunfo recorrente de Renato ao longo da campanha, à qual se aproxima de mais uma decisão. Dos 23 gols marcados na Libertadores, o melhor ataque da competição, nove foram oriundos das jogadas, o que representa 39,13% do total. Ainda foi o quarto gol de escanteio do Tricolor (um deles saiu por baixo, quando Luan bateu para Geromel, que desviou para Jael na goleada por 5 a 0 contra o Cerro Porteño).
Renato sabia que pegaria um adversário complicado fora de casa. Por isso, tratou de aumentar a força aérea do time. Colocou Michel na vaga de Luan e reforçou o meio-campo com outros três volantes – Maicon, Cícero e Ramiro – no sistema 4-1-4-1. Deu mais do que certo. Além de envolver completamente Los Millonarios, venceu a partida com gol de cabeça do camisa 5.
– Nós treinamos bastante essa bola parada porque a gente tinha uma equipe alta, sabíamos que o time do River não era tão alta assim. Conseguimos essa vantagem, mas ainda tem mais 90 minutos lá – disse Renato, nesta quarta-feira, na saída do hotel da delegação do Grêmio, em Buenos Aires.
Artífice da vitória, o jogador de 28 anos foi a principal surpresa do Tricolor gaúcho para o embate no Monumental de Nuñez. Ainda mais pela falta de ritmo e poder de superação – ressurgiu após se recuperar de três lesões seguidas e um hiato de cinco meses longe dos gramados - com o gol mais importante da carreira.
Aos 16 minutos do segundo tempo, adiantou-se à marcação do River para cabecear o cruzamento de Alisson no fundo da meta de Armani. Suportou até o final do confronto e virou fiador do resultado, fundamental para fechar espaços e controlar as investidas dos argentinos.
– Passou um filme desses cinco meses, três lesões seguidas. Para um jogador profissional, isso é muito raro. Tive paciência e tranquilidade para passar por cima disso tudo. Trabalhei, esperei a oportunidade reaparecer e fui feliz – disse Michel na zona mista do Monumental de Núñez, para completar. – Sem dúvida, sem dúvida (o gol mais importante na carreira). Ainda mais no Monumental. É especial.
Gol emblemático
As bolas alçadas para a área adversária têm sido fundamentais para o Grêmio na fase de mata-mata. O Grêmio utilizou da “arma” em todos os jogos depois da fase de grupos, sendo o mais emblemático na vitória por 2 a 1 sobre o Estudiantes, na Arena, pela volta das oitavas de final.
No fim do jogo contra o Estudiantes, cheio de atacantes e sem esquema tático, o Tricolor fez o 2 a 1 aos 47. Luan cobrou falta do lado da área, e Alisson deu uma casquinha de cabeça. A bola ainda bateu no travessão antes de morrer no fundo da rede de Andújar. Na cobrança de pênaltis, o Tricolor superou o adversário e garantiu vaga.
Após o retorno da delegação na tarde da última quarta, Renato começa a definir novas estratégias para o duelo de volta nesta quinta. A reapresentação está marcada para a tarde. Só que o Grêmio dividirá, mais uma vez, atenção entre a Libertadores e o Brasileirão. No sábado, às 16h, recebe o Sport na Arena, em duelo válido pela 31ª rodada. Atualmente, os gaúchos estão em quinto com 52 pontos, 10 atrás do líder Palmeiras. Os pernambucanos ocupam a penúltima posição, com apenas 30.
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Espero que a partir de agora Alisson seja o batedor oficial de escanteios do Grêmio. Luan não possui a mesma qualidade na batida.
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