Foto: Lucas Uebel/ Grêmio
Maicon está na história do Grêmio e não é por pouco. Nos 115 anos de glórias do Clube, poucos homens tiveram o privilégio de comandar um time durante tanto tempo e com liderança tão notória. Por conta disso sua ausência foi tão sentida e seu retorno comemorado. Tecnicamente, frisa-se, pois mesmo lesionado o capitão nunca abandonou seus companheiros na árdua missão de reconquistar a América.
Poucos jogadores no futebol brasileiro podem ser comparados a Maicon. Dono de refinada técnica, o capitão gremista pode desequilibrar um jogo sozinho. Sua visão de jogo e a precisão de seus passes têm capacidade de furar defesas. Fora de campo, sua voz toma conta do ambiente e prende a atenção de seus interlocutores. Maicon veste a braçadeira com a mesma naturalidade com que joga futebol.
Quando a lesão no tendão de Aquiles agravou e Maicon precisou ser submetido à cirurgia, o cenário ficou preocupante. À época o Grêmio havia sido eliminado da Copa do Brasil e aguardava a disputa das quartas de final da Libertadores. Sem o seu capitão, as coisas pareceram mais difíceis. Mas o próprio Maicon não deixou o ânimo cair, e com Michel, Arthur e Jailson no meio o Tricolor se superou e alcançou a glória máxima. E com Geromel no papel de líder dentro de campo o grupo não perdeu o foco na conquista.
O retorno do capitão aconteceu no Mundial de Clubes, em Abu Dhabi, durante alguns minutos contra o Real Madrid. Suficiente para mostrar que a velha forma estava de volta. A cereja do bolo, porém, estava reservada para 2018. Com a pré-temporada completa, Maicon equiparou-se fisicamente aos outros jogadores e recuperou o controle técnico do meio-campo gremista.

Foto: Lucas Uebel
Bastou recuperar a forma para Maicon tornar-se peça-chave no esquema de Renato Portaluppi. Com a faixa de capitão no braço e o número 8 às costas, desestabilizou o Independiente na Recopa e os adversários do Gauchão, da Libertadores e do Brasileirão. Também desestabilizou o capitão rival antes do Gre-Nal 413, quando pediu que o árbitro Jean Pierre não permitisse que o argentino apitasse o jogo. Ali o Grêmio começou a ganhar o clássico e o Gauchão. Maicon soube que, excepcionalmente, o jogo precisava começar antes do apito.
Não bastassem os passes precisos e a liderança, em 2018 Maicon também descobriu-se artilheiro. Dos sete gols que marcou com a camisa do Grêmio, cinco foram neste ano. Contra o Santos, na goleada por 5 a 1, marcou logo dois golaços: um de fora da área e outro em cobrança de falta. Tornou-se, assim, um meio-campista completo.

Foto: Lucas Uebel
Com Maicon à frente, o Grêmio levantou a Recopa Sul-Americana em fevereiro e o Gauchão em abril. Dos quatro títulos conquistados sob o comando de Renato, Maicon foi capitão em três. Já eternizado na Calçada da Fama, o meio-campista agora caminha para se eternizar entre os maiores da história gremista. Em maio, renovou contrato até 2021. Ao fim do vínculo o capitão terá 36 anos, e ao que tudo indica será na Arena que Maicon vestirá a braçadeira pela última vez.
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Poucos jogadores no futebol brasileiro podem ser comparados a Maicon. Dono de refinada técnica, o capitão gremista pode desequilibrar um jogo sozinho. Sua visão de jogo e a precisão de seus passes têm capacidade de furar defesas. Fora de campo, sua voz toma conta do ambiente e prende a atenção de seus interlocutores. Maicon veste a braçadeira com a mesma naturalidade com que joga futebol.
Quando a lesão no tendão de Aquiles agravou e Maicon precisou ser submetido à cirurgia, o cenário ficou preocupante. À época o Grêmio havia sido eliminado da Copa do Brasil e aguardava a disputa das quartas de final da Libertadores. Sem o seu capitão, as coisas pareceram mais difíceis. Mas o próprio Maicon não deixou o ânimo cair, e com Michel, Arthur e Jailson no meio o Tricolor se superou e alcançou a glória máxima. E com Geromel no papel de líder dentro de campo o grupo não perdeu o foco na conquista.
O retorno do capitão aconteceu no Mundial de Clubes, em Abu Dhabi, durante alguns minutos contra o Real Madrid. Suficiente para mostrar que a velha forma estava de volta. A cereja do bolo, porém, estava reservada para 2018. Com a pré-temporada completa, Maicon equiparou-se fisicamente aos outros jogadores e recuperou o controle técnico do meio-campo gremista.

Foto: Lucas Uebel
Bastou recuperar a forma para Maicon tornar-se peça-chave no esquema de Renato Portaluppi. Com a faixa de capitão no braço e o número 8 às costas, desestabilizou o Independiente na Recopa e os adversários do Gauchão, da Libertadores e do Brasileirão. Também desestabilizou o capitão rival antes do Gre-Nal 413, quando pediu que o árbitro Jean Pierre não permitisse que o argentino apitasse o jogo. Ali o Grêmio começou a ganhar o clássico e o Gauchão. Maicon soube que, excepcionalmente, o jogo precisava começar antes do apito.
Não bastassem os passes precisos e a liderança, em 2018 Maicon também descobriu-se artilheiro. Dos sete gols que marcou com a camisa do Grêmio, cinco foram neste ano. Contra o Santos, na goleada por 5 a 1, marcou logo dois golaços: um de fora da área e outro em cobrança de falta. Tornou-se, assim, um meio-campista completo.

Foto: Lucas Uebel
Com Maicon à frente, o Grêmio levantou a Recopa Sul-Americana em fevereiro e o Gauchão em abril. Dos quatro títulos conquistados sob o comando de Renato, Maicon foi capitão em três. Já eternizado na Calçada da Fama, o meio-campista agora caminha para se eternizar entre os maiores da história gremista. Em maio, renovou contrato até 2021. Ao fim do vínculo o capitão terá 36 anos, e ao que tudo indica será na Arena que Maicon vestirá a braçadeira pela última vez.
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