Djalma Vassão/Gazeta Press
Exatos oito dias após reunir os convocados na Granja Comary, Luiz Felipe Scolari antecipa etapas testando a Seleção em amistoso contra o Panamá, nesta terça-feira. O técnico queria, ao menos, cinco dias de trabalhos a mais até estrear na Copa do Mundo, contra a Croácia, no dia 12, e, por isso, já admitiu que o time não estará inteiro, dizendo que busca “condições de vencer” a partida de abertura do Mundial.
O treinador se queixa de mal ter treinado com bola para não comprometer a parte física do elenco. “Temos que cuidar dos jogadores. Deixo de comandar trabalhos técnicos para dar chances aos departamentos físico de médico de fazerem tudo. Perdi cinco dias de 16 para ter os jogadores até o final da Copa, em 13 de julho, porque tive que fazer isso.”
Dos 23 chamados, três nem viajaram para Goiânia. O zagueiro e capitão Thiago Silva e o meio-campista Fernandinho permaneceram em Teresópolis em busca de reforço físico, enquanto o volante Paulinho precisou ser poupado por conta de choque com Bernard em treino – segundo Scolari, até teria condições de jogar, mas virou exemplo do trabalho “com freio de mão puxada” por conta do calendário.
“O (auxiliar Flávio) Murtosa adora chutar a gol, ver os jogadores fazendo gol nos goleiros todo dia, mas não pôde fazer isso. Teve que fazer de forma metódica, com dez, cinco chutes para cada em vez aprimorar a finalização em diversos ângulos e posições do campo. Não deu. Mas vamos ver se, até o jogo contra a Croácia, fazemos mais trabalhos de finalização, técnicos e táticos, apesar dos amistosos”, projetou, ressaltando que, ao contrário de outras seleções, respeitou o cronograma da Fifa ao só iniciar os treinos no dia 26.
De qualquer forma, é um trabalho bem diferente do traçado por Felipão para conquistar o penta, há 12 anos. “Na Copa do Japão e da Coreia do Sul, tive 21 dias. Cinco dias fazem diferença porque, com eles, programamos três ciclos de trabalho de sete dias bem feito. Agora, não dá, e ainda tem amistoso”, reclamou o técnico, que, em 2002, enfrentou Catalunha e Malásia antes de estrear na Copa, lidando com problemas físicos de astros como Ronaldo e Rivaldo, que seriam alguns dos principais nomes do Mundial.
Agora, tudo é feito de forma acelerada. “Espero que seja colocado em prática contra o Panamá o que foi muito bem trabalhado em uma semana encerrada com a visita de familiares, namoradas, mulheres, filhos. Depois desse jogo, é outra etapa, e vamos ver se engrenamos nessa segunda etapa nos treinos”, disse Scolari, que ainda encara a Sérvia em amistoso no Morumbi, na sexta-feira, último jogo preparativo do time para a Copa.
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O treinador se queixa de mal ter treinado com bola para não comprometer a parte física do elenco. “Temos que cuidar dos jogadores. Deixo de comandar trabalhos técnicos para dar chances aos departamentos físico de médico de fazerem tudo. Perdi cinco dias de 16 para ter os jogadores até o final da Copa, em 13 de julho, porque tive que fazer isso.”
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“O (auxiliar Flávio) Murtosa adora chutar a gol, ver os jogadores fazendo gol nos goleiros todo dia, mas não pôde fazer isso. Teve que fazer de forma metódica, com dez, cinco chutes para cada em vez aprimorar a finalização em diversos ângulos e posições do campo. Não deu. Mas vamos ver se, até o jogo contra a Croácia, fazemos mais trabalhos de finalização, técnicos e táticos, apesar dos amistosos”, projetou, ressaltando que, ao contrário de outras seleções, respeitou o cronograma da Fifa ao só iniciar os treinos no dia 26.
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Agora, tudo é feito de forma acelerada. “Espero que seja colocado em prática contra o Panamá o que foi muito bem trabalhado em uma semana encerrada com a visita de familiares, namoradas, mulheres, filhos. Depois desse jogo, é outra etapa, e vamos ver se engrenamos nessa segunda etapa nos treinos”, disse Scolari, que ainda encara a Sérvia em amistoso no Morumbi, na sexta-feira, último jogo preparativo do time para a Copa.
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