Ontem o Grêmio perdeu para um time que tem feito sucesso, não por acaso: muito dinheiro de investidores e projeto previsto de SAF: fomos roubados em casa, mais uma vez, e Volpi falhou, mais uma vez, e estávamos desfalcados. Porém o Fluminense é mais um dos clubes que renasceram ao perceber que são, sim, empresas de futebol, embora patrimônio supremo da torcida. O Grêmio diminuiu. Mas ainda dá tempo.
Eu sou a favor de o Clube de Todos virar SAF se os valores continuarem assustando, o que é tendência com o mercado superfaturado. Mas manter a Arena do Grêmio, sua exploração comercial, CT e as vendas da base, ou 7 a 80% delas.
Pelo visto até agora, não haverá os grandes investimentos: Fábio Rigo falou em focar na exploração comercial da Arena. Suponhamos que dê muito certo: serão “apenas” 100 milhões por ano, estimados 70, como disse Marcelo Marques. Uma vez que Marcelo saiu, e se os Rigos e outros investidores derem para trás, o que o Grêmio fará? Manterá a 11a dívida dos clubes da A como em 2025 e não ganhará nada? Grêmio não é empresa, é máquina de títulos. Essa máquina custa cada vez mais caro. É o mercado, insensível, duro, cruel.
FUTEBOL HOJE É PURO DINHEIRO PARZ GANHAR TÍTULOS: ISSO NÃO IMPEDE A PAIXÃO DA TORCIDA
É estatístico. Vejam os clubes que vêm disputando títulos no Brasil nos anos recentes — na Europa a maioria dos grandes clubes são SAFs. Palmeiras é um tipo de SAF da Leila, e ela investe muito, com uma fortuna de cerca de R$ 8 bilhões. Flamengo é o único clube autossustentável do Brasil em 2025, com incrível receita de R$ 2 bilhões: é outro patamar. Mas tem investidores. Galo, Cruzeiro, Bahia, Athletico, Ceará, Vasco (não sei se já chegou a implantar), Fortaleza, Botafogo, clubes que não ganhavam nada há tempo, disputam, compram e vendem bem — como o Palmeiras após a Leila. Grêmio compra por um caminhão de dinheiro e vende por migalhas. Ninguém respeita. Nem poder político tem.
O Grêmio tem a maior e mais fanática torcida fora de Rio-SP, 3 Libertadores e 1 Mundial.
SAF é o presente e futuro do futebol, e, na minha opinião, todos acabarão aderindo, em seu próprio modelo. Santa Cruz vai virar SAF, Fluminense, Santos e Corinthians têm negociações.
O Grêmio não é apenas da torcida, infelizmente. Nem os grandes clubes de futebol hoje em dia. São dos investidores. Capitalismo neoliberal: futebol é um negócio extremamente rentável.
Mas, acima de tudo, o Grêmio é e sempre será da sua torcida. E a gremista é a melhor e mais apaixonada. Por isso tendo medo de “doar o clube”. Não. É se adaptar.
Isso se os investidores realmente não investirem em massa no Grêmio, como deram a entender na campanha de Odorico e Rigo. O tio das Farmácias São João, o da Grendene, o da Gerdau, o da Vontobel, etc. Sejam gremistas de verdade, deixem um legado.
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Pelo visto até agora, não haverá os grandes investimentos: Fábio Rigo falou em focar na exploração comercial da Arena. Suponhamos que dê muito certo: serão “apenas” 100 milhões por ano, estimados 70, como disse Marcelo Marques. Uma vez que Marcelo saiu, e se os Rigos e outros investidores derem para trás, o que o Grêmio fará? Manterá a 11a dívida dos clubes da A como em 2025 e não ganhará nada? Grêmio não é empresa, é máquina de títulos. Essa máquina custa cada vez mais caro. É o mercado, insensível, duro, cruel.
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É estatístico. Vejam os clubes que vêm disputando títulos no Brasil nos anos recentes — na Europa a maioria dos grandes clubes são SAFs. Palmeiras é um tipo de SAF da Leila, e ela investe muito, com uma fortuna de cerca de R$ 8 bilhões. Flamengo é o único clube autossustentável do Brasil em 2025, com incrível receita de R$ 2 bilhões: é outro patamar. Mas tem investidores. Galo, Cruzeiro, Bahia, Athletico, Ceará, Vasco (não sei se já chegou a implantar), Fortaleza, Botafogo, clubes que não ganhavam nada há tempo, disputam, compram e vendem bem — como o Palmeiras após a Leila. Grêmio compra por um caminhão de dinheiro e vende por migalhas. Ninguém respeita. Nem poder político tem.
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