O Estádio Olímpico completa 71 anos na próxima sexta-feira (19) e nunca esteve tão próximo de ter seu destino decidido: a demolição completa. A aquisição da gestão da Arena pelo empresário Marcelo Marques, em julho, foi um passo importante para desbloquear a situação. O Grêmio trabalha para resolver os trâmites burocráticos e finalmente incorporar o novo estádio ao seu patrimônio, entregando-o às empresas OAS 26 e Karagounis, vinculada à Caixa Econômica Federal. Nos bastidores, há expectativa de que o impasse seja solucionado ainda este ano. A troca de chaves entre o clube e as empresas responsáveis pela construção da Arena, prevista inicialmente para 2013, nunca se concretizou. O principal obstáculo foi que a Arena estava vinculada como garantia de uma dívida referente ao financiamento do estádio. A mudança na gestão em julho deste ano abriu caminho para definir o futuro do Olímpico, já que Marques assumiu dois terços da dívida do novo estádio, tornando-se um credor sem interesse em acionar judicialmente o débito. O mesmo vale para o Grêmio, que mantém o restante da dívida. O empresário desembolsou R$ 80 milhões para assumir parte do passivo, enquanto o clube pagou R$ 20 milhões. Dessa forma, a Arena deixa de estar bloqueada judicialmente, e a retirada da penhora já foi solicitada. Segundo o vice-presidente do Grêmio, Eduardo Magrisso, a conclusão do processo é apenas "uma questão de tempo".
O Grêmio está pronto para fazer a troca de chaves. Existe uma escritura, cuja minuta foi prevista em 2014, e os proprietários da Arena têm que assinar essa escritura de permuta com o Grêmio. O Grêmio aguarda Karagounis, que é a empresa da Caixa, e aguarda a OAS 26 para fazer essa troca de chaves, sem nenhuma condicionante. O Grêmio não quer nenhuma obrigação para fazer a troca — explica o dirigente. A responsabilidade pelos investimentos recai sobre as empresas responsáveis pela construção do estádio, que, no entanto, sugeriram a possibilidade de ceder parte da área do Olímpico como forma de contrapartida para que a prefeitura as obras. Até o momento, nenhuma decisão foi tomada, e o Ministério Público acompanha de perto as negociações. A proposta inicial prevê a construção de prédios residenciais na área, permitindo que as empresas obtenham retorno financeiro. Detalhes sobre esses projetos ainda não foram definidos e devem ser estabelecidos apenas após a formalização da permuta.
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