A Revista Piauí soltou uma informação de que a CBF aumentou o salário dos presidentes das Federações de R$ 50 mil para R$ 215 mil. Mais, também expuseram que a entidade bancou 49 pessoas, que nada tem a ver com o futebol, na Copa do Catar. Pra ficar pior, cortaram verba de árbitros que iam fazer treinamentos no Rio de Janeiro, e até um projeto, que era do Seneme, de fazer uma escola na Granja Comary, acabou arquivado. Ou seja, gastam onde não precisa e cortam onde é mais que necessário. Enfim, há várias situações ruins. Oficialmente, a CBF nega, principalmente o aumento, diz que a informação é “irreal” e que irá soltar uma nota para esclarecer todos os pontos. Tudo isso está sendo exposto dias depois da aclamação do Ednaldo Rodrigues como presidente até 2030 (que tem um salário aproximado de R$ 400 mil mensais). E isso gerou a pergunta: por que Inter e Grêmio votaram no Ednaldo? Bom, o principal motivo é evitar retaliação. Em resumo, existem votantes na eleição da CBF: as Federações (com peso 3 em cada voto), os clubes da Série A (com peso 2 em cada voto) e os clubes da Série B (com peso 1 em cada voto). E o Ednaldo conseguiu ganhar os votos de todas as 27 Federações do país. Ou seja, ele garantiu 81 votos (cada Federação tem peso 3). Isso significava que, mesmo se todos os clubes das Séries A e B votassem contra, chegariam a 60 votos. Não iam bater.
Segundo recebi no Inter e no Grêmio, votar contra o Ednaldo só geraria uma possível retaliação da CBF. Não iria mudar a votação dele e poderia gerar uma marcação na paleta. Essa foi o motivo. Registro que, além disso, os clubes de Liga Forte e Libra se defendem dizendo que todos os pedidos feitos ao Ednaldo foram atendidos. Um dos exemplos é a formação da Liga única e a autorização para que essa Liga possa organizar coisas como gramado sintético, arbitragem, fair play financeiro e outros temas. E tudo foi atendido pelo presidente da CBF. Rafael Ribeiro/CBF
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