A derrota do Grêmio por 2 a 1 para o Criciúma, na Arena, escancara erros que nem mesmo o técnico Renato Portaluppi consegue explicar e corrigir. O primeiro jogo atrasado, lembrado pelo treinador em outros momentos como razão para confiar em uma reação, coloca tons melancólicos na perspectiva da equipe no restante da temporada. A partida da última noite era tida como vitória inegociável antes da bola rolar. Quando o Tricolor amargou um lugar no Z-4, o comandante gremista citou os duelos atrasados para justificar a tranquilidade para fugir da parte de baixo da tabela. Renato tem razão ao falar depois da partida que o trabalho de 2024 (talvez o pior comparado às outras passagens) foi prejudicado pela enchente. Mas, agora, tem tudo aquilo que pediu, estádio e tempo para treinar, e segue sem corresponder. A derrota para o Tigre mantém o Grêmio a três pontos do Z-4, na 14ª posição, na briga contra o rebaixamento. Ainda tem um duelo contra o Atlético-MG, na Arena MRV, a ser recuperado. O Athetico, logo atrás, tem dois jogos a menos. Cenário esse que deixa o Tricolor longe das pretensões, que tem o desejo de colocar o clube na Conmebol Libertadores da próxima temporada. Claro que matematicamente é possível. Mas as apresentações do time não dão esperança para isso. Quando a bola rolou, na última noite, a postura dos jogadores não corroboram o sonho do comandante. O Grêmio não conseguiu se impor diante de um time inferior tecnicamente. Aos 13 minutos, a falta de atenção de João Pedro para marcar Arthur Caíke e a liberdade de Newton para cruzar já eram uma amostra da desmobilização do time na partida. Enquanto os jogadores gremistas levavam a bola para o centro do gramado, a apatia ficou ainda mais evidente no silêncio dos mesmos, que sequer tentaram reacender uns aos outross. Um abatimento geral. Fora o lado comportamental, o Tricolor repetiu erros já conhecidos em diferentes setores. Na defesa, continua dando espaço para contra-ataques. A cada chegada do adversário, uma aflição para os torcedores. É muito fácil entrar na área do Grêmio. Falta compactação e organização defensiva. No ataque, o Grêmio não apresenta repertório. Quando passa do meio-campo, os jogadores procuram os pontas (na maioria das vezes Soteldo), para triangulação pelo lado ou alçar a bola na área. A melhora na entrada de Diego Costa foi um lampejo nos 90 minutos, porque as falhas defensivas falaram mais alto. Para justificar o mau desempenho, Renato citou o esquema com dois meias e deixou claro que fará mudanças para o próximo jogo. Porém, o time sofre lá atrás muito antes de Monsalve e Cristaldo serem escalados juntos. Das 26 partidas no campeonato, a equipe foi vazada, pelo menos uma vez, em 19. No total São 34 gols sofridos, média de 1,31 por jogo no Brasileiro. Em 2023, o Grêmio foi dono de uma das piores defesas da competição, mas o ataque colocou o clube como vice-campeão, liderado por Luis Suárez. As atuações recentes não dão perspectiva de melhora nas 12 partidas restantes até o fim da temporada. Mas cabe a Renato tirar algo a mais desse time e fazer, dos jogos que restam, um fim de 2024 digno, claro, sem temor pela zona de rebaixamento.
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