Grêmio precisa reencontrar rumo para se afastar da zona perigosa.


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Grêmio precisa reencontrar rumo para se afastar da zona perigosa.

O Grêmio está à deriva e esperando que acontecimentos futuros resolverão todos os problemas que batem na porta do clube. O desarranjo e a apatia da equipe na derrota por 2 a 0 para o Cruzeiro são reflexo da falta de soluções da direção e da comissão técnica. Elementos dignos de cartilha do rebaixamento que não podem se repetir mais. As nove derrotas em 18 rodadas no Campeonato Brasileiro é a colheita que o clube plantou nos últimos meses. Se hoje o Grêmio não tem centroavante - principal motivo dado por Renato para o mau desempenho - é pela falta de planejamento do departamento de futebol. Lesões de jogadores seriam inevitáveis diante de um calendário brasileiro tão apertado. Fato que se torna mais previsível ainda com atletas mais experientes, como Diego Costa, que no auge dos 35 anos, causou a dependência do sistema do time, tamanha a importância dele. O Grêmio repete erros que lembram outros momentos de crise, especialmente no ano do último rebaixamento. Primeiro, a arrancada ruim no Brasileirão. Em 2021, a equipe somava 10 pontos na 16ª rodada, coincidentemente com os mesmos 14 jogos. Renato deve continuar como técnico do Grêmio? VOTE AQUI A falta de comando da direção e a passividade para lidar com o episódio Soteldo também é um ingrediente de cartilha. O atacante jogou na última sexta-feira com a seleção venezuelana. Pediu folga para resolver questões pessoais na Venezuela, que foi concedida. O camisa 7 era esperado no treino de terça-feira, o que não aconteceu. Mas o que mais assusta nessa ausência é, até agora, os dirigentes e Renato não saberem o motivo. Horas antes da partida, o presidente Alberto Guerra levantou a possibilidade de multa para o jogador, mas aguarda uma conversa nesta quinta para ter uma definição. Na entrevista coletiva, Renato relatou e ajudou a escancarar a situação de Soteldo e o consequente descompromisso do jogador com o Grêmio. Mas na resposta anterior, citou ele como um reforço para o jogo contra o Operário-PR, no próximo fim de semana. Cenário que remete ao casamento de Douglas Costa há três anos. Aliás, é preciso falar sobre o que está sendo visto em campo. Elogiado por remobilizar os times que comanda e sempre encontrar soluções quando se depara com adversidades, Renato não está conseguindo mostrar repertório. Contra o Cruzeiro, os espaços entre as linhas e o buraco no meio-campo com três volantes (quando ainda estava 0 a 0) é algo que poucas vezes se viu em times do treinador. Resultado também da apatia que os jogadores do Grêmio mostram a cada partida. A falta de brio ficou ainda mais clara na entrevista do treinador. Na antepenúltima resposta, nem o ídolo se conteve e revelou a bronca no vestiário ao cobrar “vergonha na cara” dos jogadores . Na saída de campo, alguns torcedores atiraram pipocas na direção do treinador. O maior ídolo tem estofo para reverter o clima ruim, mas será que ainda tem força pra isso? A inércia do departamento de futebol perante os problemas atuais incomodam. Por mais que seja parte de uma metodologia de trabalho. As respostas repetidas, na verdade, não esclarecem nada. A consequência disso tudo é a falta de esperança que tira o sono do torcedor.

Renato em derrota do Grêmio — Foto: Reprodução
Renato em derrota do Grêmio — Foto: Reprodução


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