O Grêmio vem sofrendo com lesões, falta de preparo físico (situação antiga, não somente após as enchentes), de contratações mas, principalmente com as escolhas de Renato Portaluppi. Contra o Fortaleza, na derrota de 1 a 0 em que o Clube de Todos pouco produziu, um pênalti no início do jogo seguido de uma expulsão boba, desestabilizaram o time. Ely, sempre ele, comprometeu cometendo um pênalti (que jogador experiente ou eficiente disputa a bola na área com os braços totalmente abertos?), Du Queiroz, antes disso, falhou ao perder a bola, e Pepê deu um carrinho injustificável para receber vermelho direto (mesmo contando, talvez, com um "teatro" do jogador adversário atingido).
Renato colheu o que plantou: Marchesín finalmente deu mais segurança ao gol, o treinador parou de teimar com rodízio de goleiros e escolheu o melhor para se firmar, salvou o Imortal por duas vezes. Gustavo Martins finalmente foi para a zaga, não por acaso é cobiçado pela Europa, foi o melhor em campo, na minha opinião, e, se mantiver o ritmo, é o substituto de Geromel, para atuar ao lado de Rodrigo Caio: seu 1m91 e porte físico avantajado conferem segurança na bola aérea, ao mesmo tempo em que é rápido e ainda aparece no campo ofensivo com perigo.
Mas as boas notícias param por aí. O comandante gremista insistiu em JP Galvão (e, é claro, foi um a menos em campo, como sempre). Insistiu em Ely, que comete erros um jogo sim e outro também. Insistiu em Reinaldo, desleixado fisicamente, combalido, pronto para ser substituído por Mayk, que foi bem contra o Flamengo, ataca e defende melhor. Insistiu com Du Queiroz, uma das contratações mais decepcionantes do Maior do Sul: erra quase tudo, e, sempre que jogou, o Grêmio perdeu. Errou contra o Fortaleza no lance que gerou o pênalti.
Ainda, Renato insistiu com Pepê. Há tempos venho propalando que o Pepê de hoje não pode ser titular do Grêmio. Não é o Pepê de outros tempos, não marca e não ataca. Faz uma e outra boa jogada, mas está tirando a vaga de um necessário marcador à frente dos zagueiros ou outro segundo volante (na ausência de Villasanti). A expulsão parece que foi um sinal disso. Aliás, os jogadores têm dado sinais com falhas individuais, mas Renato insiste: Rafael Cabral, Ely, Du Queiroz, JP Galvão, Fábio, Reinaldo, Geromel após a lesão e aos 38 anos, Dodi não é suficiente para ser o principal marcador do time, apesar de certa regularidade. Falta contratar.
Contratar, Alberto Guerra, Antonio Brum. Talvez o Grêmio até engrene, como Renato declarou, e tem time titular para isso, se Renato Portaluppi parar de teimar com jogadores que não dão resultado e nem mesmo estão em boa forma física. Se repensar o esquema - por que é necessário jogar com um centroavante, não tendo um? O Tricolor tem bons pontas, embora Pavón ainda não tenha recuperado seu futebol após a lesão grave, e Gustavo Nunes e Nathan Fernandes estejam deixando a desejar, embora sejam sempre as peças que podem resolver, como Cristaldo.
Renato Portaluppi precisa repensar tudo: titulares, esquema tático diante da ausência de Soteldo e Villasanti e a chegada de Rodrigo Caio e Jemerson (este, em julho), e escolher barrar quem não "se escala": Ely, Du Queiroz, Reinaldo, Pepê, Rafael Cabral, Fábio, JP Galvão. Gustavo Martins merece mais chances. Ely, não. Experiência se ganha jogando. É a hora da virada: ou o Grêmio muda, ou poderá ficar preso no Z4. Teve, sim, um pouco de "azar" em alguns jogos, mas a sorte se alia à competência. Renato tem medo de mudar. Insiste demais. Faz escolhas equivocadas, contrariando a maioria da torcida. Renato precisa ser mais flexível, não apenas tentar "espremer limões secos", futebol de atletas insuficientes. E a direção, precisa se mexer e meter a mão no bolso. Não é hora de se assustar com valores, mas com a possibilidade da B, que acarretaria prejuízos econômicos muito maiores.
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Renato colheu o que plantou: Marchesín finalmente deu mais segurança ao gol, o treinador parou de teimar com rodízio de goleiros e escolheu o melhor para se firmar, salvou o Imortal por duas vezes. Gustavo Martins finalmente foi para a zaga, não por acaso é cobiçado pela Europa, foi o melhor em campo, na minha opinião, e, se mantiver o ritmo, é o substituto de Geromel, para atuar ao lado de Rodrigo Caio: seu 1m91 e porte físico avantajado conferem segurança na bola aérea, ao mesmo tempo em que é rápido e ainda aparece no campo ofensivo com perigo.
Mas as boas notícias param por aí. O comandante gremista insistiu em JP Galvão (e, é claro, foi um a menos em campo, como sempre). Insistiu em Ely, que comete erros um jogo sim e outro também. Insistiu em Reinaldo, desleixado fisicamente, combalido, pronto para ser substituído por Mayk, que foi bem contra o Flamengo, ataca e defende melhor. Insistiu com Du Queiroz, uma das contratações mais decepcionantes do Maior do Sul: erra quase tudo, e, sempre que jogou, o Grêmio perdeu. Errou contra o Fortaleza no lance que gerou o pênalti.
Ainda, Renato insistiu com Pepê. Há tempos venho propalando que o Pepê de hoje não pode ser titular do Grêmio. Não é o Pepê de outros tempos, não marca e não ataca. Faz uma e outra boa jogada, mas está tirando a vaga de um necessário marcador à frente dos zagueiros ou outro segundo volante (na ausência de Villasanti). A expulsão parece que foi um sinal disso. Aliás, os jogadores têm dado sinais com falhas individuais, mas Renato insiste: Rafael Cabral, Ely, Du Queiroz, JP Galvão, Fábio, Reinaldo, Geromel após a lesão e aos 38 anos, Dodi não é suficiente para ser o principal marcador do time, apesar de certa regularidade. Falta contratar.
Contratar, Alberto Guerra, Antonio Brum. Talvez o Grêmio até engrene, como Renato declarou, e tem time titular para isso, se Renato Portaluppi parar de teimar com jogadores que não dão resultado e nem mesmo estão em boa forma física. Se repensar o esquema - por que é necessário jogar com um centroavante, não tendo um? O Tricolor tem bons pontas, embora Pavón ainda não tenha recuperado seu futebol após a lesão grave, e Gustavo Nunes e Nathan Fernandes estejam deixando a desejar, embora sejam sempre as peças que podem resolver, como Cristaldo.
Renato Portaluppi precisa repensar tudo: titulares, esquema tático diante da ausência de Soteldo e Villasanti e a chegada de Rodrigo Caio e Jemerson (este, em julho), e escolher barrar quem não "se escala": Ely, Du Queiroz, Reinaldo, Pepê, Rafael Cabral, Fábio, JP Galvão. Gustavo Martins merece mais chances. Ely, não. Experiência se ganha jogando. É a hora da virada: ou o Grêmio muda, ou poderá ficar preso no Z4. Teve, sim, um pouco de "azar" em alguns jogos, mas a sorte se alia à competência. Renato tem medo de mudar. Insiste demais. Faz escolhas equivocadas, contrariando a maioria da torcida. Renato precisa ser mais flexível, não apenas tentar "espremer limões secos", futebol de atletas insuficientes. E a direção, precisa se mexer e meter a mão no bolso. Não é hora de se assustar com valores, mas com a possibilidade da B, que acarretaria prejuízos econômicos muito maiores.
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