Com os movimentos de contratações dos clubes se tornando cada vez mais globais, não é mais surpreendente os campeonatos ao redor do mundo terem os jogadores das mais diferentes nacionalidades. E a CONMEBOL Libertadores não fica de fora da contagem. Além de atletas sul-americanos, é comum ver nos últimos anos europeus disputando o torneio. Na edição de 2024, há um movimento ainda mais distinto e que pode se tornar comum nas próximas temporadas: o espaço de destaque para jogadores africanos. Ao todo, são cinco atuando no principal torneio da América do Sul. Bastos Quissanga jogará por um brasileiro. O zagueiro angolano de 32 anos é uma das opções para a defesa do Botafogo. O atleta chegou ao Glorioso em 2023, tem 13 partidas disputadas e um gol marcado. Outros três nomes estarão no caminho de times do Brasil. Presente no grupo G, o Caracas, da Venezuela, conta com dois nigerianos. Aos 19 e 20 anos, respectivamente, o meia Blessing Edet e o atacante Christian Egbutudike estarão no caminho do Atlético-MG. No grupo C, o Grêmio enfrentará um rival que conta com um jogador de Camarões. O The Strongest, da Bolívia, tem em seu elenco o zagueiro Marc Enoumba. Destaque no Always Ready, onde fez 148 partidas, o defensor de 30 anos chegou à equipe de La Paz na atual temporada e é naturalizado boliviano, chegando a ter convocações para a seleção. Por fim, o Nacional-URU, tradicional clube do Uruguai, tem em seu elenco o meia nigeriano Christian Ebere. Aos 25 anos, o atleta soma passagens pelo Brasil, tendo atuado por Vila Nova, Paraná e Pouso Alegre. Na atual edição da Libertadores, marcou um gol contra o Puerto Cabello, na segunda fase. Africanos nas fases prévias de Libertadores e Sul-Americana Levando em consideração as fases prévias da Libertadores e da CONMEBOL Sul-Americana, quatro outros nomes do continente africano também entram na contagem. O Aurora, que caiu para o Botafogo na segunda fase, conta com o goleiro ganês David Akologo. O jogador, inclusive, é alvo da disputa das seleções da Bolívia e de Gana, que o convocaram para a Data Fifa, e terá a missão de escolher qual país representar. O Puerto Cabello, que caiu para o Nacional-URU de Ebere, tinha em seu elenco o atacante Stevy Okitokandjo, que nasceu na Holanda, mas tem a República Democrática do Congo como sua outra nacionalidade. Na Sul-Americana, dois nomes provenientes da África atuaram pelo Carabobo, da Venezuela, que caiu para o Metropolitanos na primeira fase. Foram o meia malês Moussa Bagayoko, de 25 anos, e o atacante Taddeus Nkeng, de Camarões.
Bases de Flamengo e São Paulo também têm atletas Recém-campeão da Libertadores sub-20 em cima do Boca Juniors, o Flamengo pode, em breve, ter um jogador africano em seu plantel profissional. Aos 19 anos, Ogundana Shola marcou um dos gols na decisão disputada no Uruguai e vencida pelo Rubro-Negro por 2 a 1, de virada. O atacante chegou ao clube em 2023, demorou para se adaptar, sofreu com lesão, mas se achou no time carioca. Veloz e com faro de gol, Shola está na lista de inscritos pelo técnico Tite na competição. No São Paulo, quem brilha na base e já assinou contrato válido até 2027 é o volante Iba Ly. Aos 21 anos, o senegalês disputou a Copinha, agradou e foi adquirido em definitivo. O atleta, no entanto, ainda não fez a estreia pelos profissionais. Porém, está na lista dos 50 inscritos na Libertadores. Outro africano escrito pelo São Paulo na principal competição continental é Faisal. O atacante ganês, que chegou a marcar na Copinha, vestirá a camisa 48 do Tricolor.
Apesar da presença, movimento de brasileiros com jogadores africanos não tende a ser tendência Em entrevista ao ESPN.com.br, Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports Brazil, que cuida da carreira e imagem de nomes como Endrick, Vinicius Jr., Lucas Paquetá e Gabriel Martinelli, não vê um movimento a curto prazo dos times brasileiros indo até o continente africano para explorar a vinda de atletas. De acordo com o empresário, a farta matéria prima já encontrada em território nacional, além da dificuldade de adaptação e preferência dos atletas africanos pelo continente europeu, são fatores que contribuem para a dificuldade do movimento. "Não vejo como relevante, não vejo como interessante. O custo de oportunidade é muito alto e nós devemos lembrar que o número de opções que nós temos no Brasil, de atletas que seguem sendo formados na indústria de base que nós temos, é grande o suficiente para que não faça sentido buscar atletas na África ou na Ásia. Adaptação é muito difícil. A busca de atletas na África já foi tentada por alguns clubes brasileiros. As experiências são sempre mal sucedidas", começou por dizer.
Libertadores 2024: onde assistir? A Libertadores 2024 terá transmissão ao vivo em cinco locais diferentes: Globo (TV aberta), ESPN (TV fechada), Star+, Paramount+ e Globoplay (canais de streaming). Sul-Americana 2024: onde assistir? A Sul-Americana 2024 terá transmissão ao vivo em quatro locais diferentes: SBT (TV aberta), ESPN (TV fechada), Star+ e Paramount+ (canais de streaming).
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