A velocidade com que se fabricam ídolos nos tempos atuais é a mesma com a qual são consumidos. O astro de hoje tem um brilho forte e intenso, mas breve. Amanhã, cai no esquecimento e volta a ser um sinônimo ou quase isso.
Não é diferente no futebol. Tente puxar pela memória e vai se surpreender com a quantidade de jovens candidatos a craque que foram uma espécie de cometinhas: apareceram, tiveram visibilidade rápida e logo sumiram. Tem muita gente nessa situação.
Não é o caso de Zagallo. A lenda que morreu no fim da noite de sexta-feira (5) .
É um exemplo de desafio contra o tempo. Ele curtiu vida longa - não é fácil chegar a 92 anos! - e longevidade rara no esporte.
O antigo ponta-esquerda foi personagem importante no futebol e atravessou ao menos meio século em evidência. Primeiro como jogador - bicampeão mundial em 58 e 62 -, depois como técnico (tri em 70, vice em 98) ou como coordenador (tetra em 94).
Gente, não é pouca coisa nem coincidência. Vá lá que a ocorrência da primeira dessas proezas tenha sido consequência de um bom momento correndo atrás da bola. A segunda poderia ser prêmio pelo sucesso anterior; a terceira, tremenda sorte; a quarta, uma conjunção de fatores favoráveis. A quinta (o vice na França), uma homenagem pelo conjunto da obra.
Pois afirmo que todos esses episódios marcantes foram resultados de empenho, dentro e fora de campo. Zagallo soube, como poucos, entender a importância da “amarelinha”, mesmo que com frequência parecesse um patriota chato. Mas ele era assim: radical no amor pela seleção brasileira . A ponto de arrumar desafetos pela defesa incondicional que fazia da tradição do nosso futebol.
Zagallo esteve à frente, em sua época de atleta, ao entender que um ponta-esquerda poderia ter função tática como reforço defensivo, se necessário. Fazia isso num tempo em que atacante era só jogador para atuar no campo do rival.
Como técnico não foi revolucionário, tampouco um acomodado. Tinha seus métodos, méritos e efeitos. Na Copa do Mundo de 70, deu liberdade para os craques, ao mesmo tempo em que admitia um sistema de muita movimentação entre meio-campo e ataque.
Anteviu esquema que se tornaria evidente de 74 para a frente, com o futebol total da Holanda , e deveria ter seguido nessa linha. Aliás, aqui faço uma restrição a Zagallo. No Mundial da Alemanha daquela ocasião, se apoiou no sucesso de México 70 e faltou olhar em torno do que se fazia na Europa. Vacilou e foi engolido pelos holandeses. Ainda assim, o Brasil terminou em quarto lugar
Zagallo foi um símbolo de dedicação à seleção - e só por isso merece respeito e homenagens. Mas deve ser lembrado sobretudo como alguém que dedicou a vida ao futebol como profissional e apaixonado pelo esporte.
Não foi e nem seria um pop star. Isso não combinou jamais com um homem que, não por acaso, desde que corria pelos gramados tinha o apelido de “formiguinha”, tamanho o empenho.
Descanse, Zagallo, e reencontre a legião de campeões a qual o senhor fará parte pela eternidade.
Agradecemos pela alegria e pela emoção.
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