O Brasileirão abre hoje sua sétima rodada com a realização de nada menos que sete partidas em um só dia. A rodada concentra mais da metade de suas partidas neste sábado por causa das tabelas da Libertadores e da Copa Sul-Americana, com times brasileiros que atuam na próxima terça-feira (22) sendo impedidos de jogar no domingo devido ao intervalo mínimo obrigatório de 66 horas entre duas partidas de uma equipe profissional.
Apenas dois jogos serão realizados amanhã. São grandes jogos, diga-se, esta coluna não está afirmando que são fracos e por isso o domingo está "esvaziado". Flamengo x Corinthians concentra a audiência das duas maiores torcidas do país às 16h (horário de Brasília), com transmissão nacional da Globo. O clássico Grêmio x Internacional também é gigante e será realizado às 18h30, mas exclusivo do Premiere. O problema é que o dia fica restrito a essas duas partidas.
Não é bom para o produto "futebol", para o produto "Brasileirão", que esse tipo de desequilíbrio aconteça. O sábado está totalmente lotado de partidas e isso divide audiência, divide atenção, limita ao fã de futebol a escolha do que assistir mesmo se pagar o PPV (pay-per-view) que garante quase todos os duelos do campeonato em sua televisão.
A "culpa" da realização dessas sete partidas recai sobre o calendário, a realização de jogos que envolverão Atlético-MG, Athletico, América-MG, Goiás e São Paulo na terça-feira que vem obriga esses times a entrarem em campo hoje. O confronto Botafogo x Fluminense esbarra na realização de Flamengo x Corinthians na mesma cidade no domingo, aí um problema de segurança pública.
Santos x Palmeiras poderia ser amanhã, mas a partida será o destaque da "faixa nobre" do sportv com transmissão em 4K às 21h de hoje. Ou seja, conforme vamos aprofundando a análise, vemos que não há apenas um culpado pelo cenário completo que viveremos neste fim de semana.
Um problema muito grande também mora no fato de que cinco partidas serão simultâneas hoje. A faixa das 18h30 tem Coritiba x Atlético-MG, Botafogo x Fluminense, São Paulo x Vasco, Red Bull Bragantino x Athletico Paranaense, e América-MG x Fortaleza.
Nem o canal "mosaico" do Premiere deve dar conta, afinal, são quatro telas simultâneas disponíveis em operadoras e no Globoplay para assinantes do PPV, se é que haverá espaço para a transmissão desse mosaico com tantos canais que serão usados ao mesmo tempo em seus respectivos jogos.
Considerando que são todos jogos exclusivos do Premiere, ou seja, de acesso apenas a quem paga um pacote específico para ver futebol, é mais gritante ainda a realização de jogos que envolvem três times grandes do Rio de Janeiro ao mesmo tempo. As rádios cariocas, o público, a exposição de cada partida, enfim, todos acabam prejudicados por isso. E isso vale para o público paranaense com Coritiba e Athletico também.
Além das dificuldades que o calendário em si já gera, os responsáveis pela tabela e organização do campeonato jogam contra o próprio produto com essa concentração. Por que não colocar algumas partidas às 16h, horário ocupado apenas por Bahia x Goiás? A rodada termina apenas na segunda-feira com Cruzeiro x Cuiabá, às 20h, outro jogo do sportv.
A pergunta que fica é: diante desse cenário, com mais da metade da Série A disputando as competições da Conmebol, os detentores desses torneios priorizando jogos nas terças-feiras para fugir da concorrência da Globo nas noites de quarta, com o calendário sempre apertado, o futebol brasileiro que hoje discute a criação de uma liga está pensando em formas de melhorar esses pontos?
Mais uma pergunta: quem faz as projeções de ganhos entre R$ 2 bi e R$ 4,5 bi para o futuro já perguntou o que potenciais compradores acham desse tipo de ocorrência como a deste fim de semana? Já consideraram esses fatores em suas análises?
São questões que não serão respondidas agora, nem é a expectativa desta coluna diante da situação que o futebol brasileiro vive. Mas são perguntas que o Brasileirão terá que enfrentar no mercado nos próximos anos.
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