Divergência ainda é a distribuição de receita entre os clubes participantes da liga independente do futebol brasileiro
As ligas independentes do futebol brasileiro — Liga do Brasil (Libra) e Liga Forte Futebol — têm dificuldades para manter um diálogo sobre unificação, como soube a GOAL. O problema é antigo e não teve qualquer tipo de evolução recentemente. A reportagem conversou com fontes ligadas às duas entidades, que adotam cautela sobre o tema.
Não há qualquer tipo de reunião, encontro ou conversa agendada para os próximos dias. O diálogo é inexistente no momento, mesmo que os integrantes da Libra — que conta com Corinthians, Flamengo, Palmeiras, Santos e São Paulo — ainda estejam confiantes sobre a adesão dos demais clubes do futebol brasileiro.
Com a falta de diálogo entre as partes — a principal divergência é a distribuição de receitas —, as duas ligas já se estruturam nos bastidores. A Libra tem acordo com a BTG Pactual e busca parceiros para viabilizar o pagamento feito aos clubes e conversou com Globo e Amazon pelos direitos de transmissão. A Liga Forte do Futebol, por outro lado, atua ao lado da EY (Ernst & Young) com o intuito de encontrar investidores.
Irredutíveis em relação à divisão das receitas — a Liga Forte do Futebol pede equanimidade na distribuição de valores, e a Libra é favorável a uma divisão que prioriza os clubes com maior audiência de TV —, ambas estão confiantes de que haverá duas ligas independentes no futebol nacional.
Já há estruturação para a negociação das cotas de televisão das duas ligas. Os dois lados, contudo, reconhecem que será difícil iniciar uma competição sem todos os participantes para a disputa do novo Campeonato Brasileiro.
O episódio da Conmebol — o Atlético-MG se incomodou com os votos contrários de Flamengo, Corinthians e Palmeiras para a unificação dos títulos — minou ainda mais a relação dos clubes, e deixa uma junção das duas entidades distante.
Qual o problema?
O principal entrave para tirar as ligas do papel é a questão financeira. Existe uma discussão entre as partes sobre a divisão do valor da liga, cerca de US$ 1 bilhão por temporada. De acordo com a proposta confeccionada pelos criadores da Libra, os valores seriam distribuídos da seguinte forma: 40% igualitário, 30% por performance e 30% por engajamento.
Os criadores da Liga Forte Futebol fazem as seguintes solicitações: (i) Divisão de receita de 50% igualitário, 25% performance e 25% comercial, com parâmetros objetivos e mensuráveis; (ii) Diferença de receita entre maior e menor clube tendo como alvo o limite de 1.6 ao longo do tempo (referência Premier League), com o teto de 3.5 a partir do primeiro ano; (iii) Compromisso de que a Série B receba 20% dos recursos de venda de direitos de transmissão.
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Não há qualquer tipo de reunião, encontro ou conversa agendada para os próximos dias. O diálogo é inexistente no momento, mesmo que os integrantes da Libra — que conta com Corinthians, Flamengo, Palmeiras, Santos e São Paulo — ainda estejam confiantes sobre a adesão dos demais clubes do futebol brasileiro.
Com a falta de diálogo entre as partes — a principal divergência é a distribuição de receitas —, as duas ligas já se estruturam nos bastidores. A Libra tem acordo com a BTG Pactual e busca parceiros para viabilizar o pagamento feito aos clubes e conversou com Globo e Amazon pelos direitos de transmissão. A Liga Forte do Futebol, por outro lado, atua ao lado da EY (Ernst & Young) com o intuito de encontrar investidores.
Irredutíveis em relação à divisão das receitas — a Liga Forte do Futebol pede equanimidade na distribuição de valores, e a Libra é favorável a uma divisão que prioriza os clubes com maior audiência de TV —, ambas estão confiantes de que haverá duas ligas independentes no futebol nacional.
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Os criadores da Liga Forte Futebol fazem as seguintes solicitações: (i) Divisão de receita de 50% igualitário, 25% performance e 25% comercial, com parâmetros objetivos e mensuráveis; (ii) Diferença de receita entre maior e menor clube tendo como alvo o limite de 1.6 ao longo do tempo (referência Premier League), com o teto de 3.5 a partir do primeiro ano; (iii) Compromisso de que a Série B receba 20% dos recursos de venda de direitos de transmissão.
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