Colunista afirma que o Grêmio anda em círculos ao repatriar Renato Gaúcho
O Grêmio anda em círculos ao novamente contratar Renato Gaúcho . É como se o clube vivesse a acorrentado a um período glorioso e apagasse da memória os erros de Renato em sua última passagem.



Pior, ao trazer de volta um técnico demitido em abril de 2021, ano que terminou em rebaixamento, o Grêmio se priva da chance de construir um projeto inovador liderado por um comandante que possa se transformar em novo ídolo.

O problema começa com a demissão de Roger Machado, outro velho conhecido da torcida gremista. Era mesmo necessário trocar de técnico com o time no G4 da Série B? Ou seria melhor apostar na continuidade do trabalho aparando arestas para não deixar escapar a vaga na elite no ano que vem?

Eu prefiro a segunda da opção. Principalmente porque a situação na tabela não justificava a mudança. Mas o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan preferiu recorrer ao conforto momentâneo que traz o nome de um grande ídolo, desde que esqueçamos suas falhas recentes.

Com a mudança, o presidente gremista também prefere o remendo a um projeto duradouro, que até poderia ser tocado com outro nome a partir do término da temporada.

Um treinador que traga um olhar diferente para o Grêmio, que não tenha um passado no clube para se escorar nele e que esteja em busca de escrever sua história na agremiação. Esse perfil seria mais indicado para iniciar um projeto a longo prazo. Algo que tire o Grêmio dessa roda gigante pontuada por nomes clássicos no clube.



Grêmio, 2022, Renato Gaúcho

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