Lucas Silva em vitória do Grêmio — Foto: Lucas Uebel/Grêmio
A vitória veio, com direito a liderança isolada do Gauchão. Mas o 2 a 0 do Grêmio sobre o Guarany de Bagé mais irritou do que agradou o técnico Vagner Mancini. E com toda a razão. O time gremista, especialmente no primeiro tempo, "travou na pose" dos volantes Lucas Silva e Thiago Santos, para citar um dos hits do momento.
É sabido que é início de temporada e que são só dois jogos. Assim como é certo que os atletas melhorarão a partir de uma condição física mais acostumada à intensidade das partidas. Mas o olhar vai para a vitória deste domingo.
Isso dito, a boa notícia foi que Mancini viu – e verbalizou para todo mundo ouvir em sua entrevista – que o time ficou amarrado com Thiago Santos e Lucas Silva. A dupla de volantes teve dificuldade para construir contra um adversário fechado, com linha de cinco atrás.
Esse cenário, espera-se, será comum em 2022 na Série B. E por isso já liga um sinal de alerta. Contra equipes fechadas, zagueiros e volantes atuam mais avançados e acabam sendo determinantes para construir chances de gol.
O próprio Mancini admitiu que as entradas de Fernando Henrique e Villasanti foram para dar mais leveza ao meio-campo. Dar fluidez ao jogo. Poderia já ter feito isso desde o início, mas parece não ter feito justamente para ver na prática seus dois titulares nestes contextos.
– Quem joga no Grêmio e naquele setor, tem que arriscar. Não dá para enfrentar os adversários, seja em Gauchão, Série B ou Copa do Brasil, com dificuldade de armação. Tenho certeza que o Lucas e Thiago têm muito a evoluir, mas também acho que a entrada do Villasanti e do Fernando Henrique deixaram o time mais leve. Isso representou muito para a gente. Não só nos dois volantes. Os dois zagueiros também com um pouco de lentidão na saída de bola – explicou Mancini.
Os dois volantes, que eventualmente já funcionaram juntos, não deram a velocidade que o jogo pedia. A troca de passes lenta também contou com a participação dos zagueiros Geromel e Bruno Alves. Todos citados pelo treinador na entrevista.
E isso que o exemplo esteve escancarado. Não na velocidade, mas em arriscar. Thiago Santos tentou um lançamento longo, nas costas da defesa, para Janderson logo no segundo minuto de partida. A defesa errou, com Vavá, e a bola se ofereceu para o atacante abrir o placar em seu primeiro gol com a camisa gremista.
Ora, Thiago Santos sabe ser vertical. Mas o restante do primeiro tempo todo deixou de ser. Lucas Silva também abusou dos toques laterais – nestas duas partidas, virou o centralizador do início das jogadas do Tricolor. É o responsável por gerar jogo para o time e tem funções mais ofensivas em relação ao companheiro.
Grupo do Grêmio comemora gol de Diego Souza — Foto: Lucas Uebel/Grêmio
Grupo do Grêmio comemora gol de Diego Souza — Foto: Lucas Uebel/Grêmio
Justiça seja feita, Thiago deu 26 passes certos, bem menos que os outros três citados. Ou seja, ficou menos com a bola. Lucas Silva deu 49 passes certos, enquanto Geromel deu 63 e Bruno Alves 59. Logo depois vieram Diogo Barbosa, 44, e Orejuela, 41.
As dificuldades para sair da linha defensiva foram claras. A ponto de quebrar qualquer "regra" de não expor os atletas na entrevista. Mancini foi direto e reto ao falar de sua irritação.
– Tínhamos que acelerar o jogo, foi passado para os atletas, foi pedido isso. Fica carregado, irrita o treinador, o torcedor, todo mundo que está assistindo – admitiu o treinador.
Na primeira participação no segundo tempo, Fernando Henrique fez o que se espera dos volantes do Grêmio a partir de 2015. Atacou o espaço vazio, recebeu o passe e pifou Diego Souza como um meia. No formato do Tricolor dos últimos anos, os volantes precisam mais construir do que marcar. Fernando Henrique tem essa assinatura.
Com a colaboração do Guarany, que se abriu em busca de tentar vencer pela primeira vez no Gauchão, o Grêmio desamarrou seu jogo. Participativo, Benítez achou parceria para associar-se no meio-campo, mais ainda após a entrada de Gabriel Silva. O jogo fluiu e rendeu mais, pelo menos, três chances de gol ao Tricolor.
Fica um pequeno alerta, já que o Grêmio fez apenas dois jogos na temporada com os titulares, mas é passível de observação. A dupla Lucas Silva e Thiago Santos pode ser desfeita para dar uma característica diferente ao meio-campo.
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É sabido que é início de temporada e que são só dois jogos. Assim como é certo que os atletas melhorarão a partir de uma condição física mais acostumada à intensidade das partidas. Mas o olhar vai para a vitória deste domingo.
Isso dito, a boa notícia foi que Mancini viu – e verbalizou para todo mundo ouvir em sua entrevista – que o time ficou amarrado com Thiago Santos e Lucas Silva. A dupla de volantes teve dificuldade para construir contra um adversário fechado, com linha de cinco atrás.
Esse cenário, espera-se, será comum em 2022 na Série B. E por isso já liga um sinal de alerta. Contra equipes fechadas, zagueiros e volantes atuam mais avançados e acabam sendo determinantes para construir chances de gol.
O próprio Mancini admitiu que as entradas de Fernando Henrique e Villasanti foram para dar mais leveza ao meio-campo. Dar fluidez ao jogo. Poderia já ter feito isso desde o início, mas parece não ter feito justamente para ver na prática seus dois titulares nestes contextos.
– Quem joga no Grêmio e naquele setor, tem que arriscar. Não dá para enfrentar os adversários, seja em Gauchão, Série B ou Copa do Brasil, com dificuldade de armação. Tenho certeza que o Lucas e Thiago têm muito a evoluir, mas também acho que a entrada do Villasanti e do Fernando Henrique deixaram o time mais leve. Isso representou muito para a gente. Não só nos dois volantes. Os dois zagueiros também com um pouco de lentidão na saída de bola – explicou Mancini.
Os dois volantes, que eventualmente já funcionaram juntos, não deram a velocidade que o jogo pedia. A troca de passes lenta também contou com a participação dos zagueiros Geromel e Bruno Alves. Todos citados pelo treinador na entrevista.
E isso que o exemplo esteve escancarado. Não na velocidade, mas em arriscar. Thiago Santos tentou um lançamento longo, nas costas da defesa, para Janderson logo no segundo minuto de partida. A defesa errou, com Vavá, e a bola se ofereceu para o atacante abrir o placar em seu primeiro gol com a camisa gremista.
Ora, Thiago Santos sabe ser vertical. Mas o restante do primeiro tempo todo deixou de ser. Lucas Silva também abusou dos toques laterais – nestas duas partidas, virou o centralizador do início das jogadas do Tricolor. É o responsável por gerar jogo para o time e tem funções mais ofensivas em relação ao companheiro.
Grupo do Grêmio comemora gol de Diego Souza — Foto: Lucas Uebel/Grêmio
Grupo do Grêmio comemora gol de Diego Souza — Foto: Lucas Uebel/Grêmio
Justiça seja feita, Thiago deu 26 passes certos, bem menos que os outros três citados. Ou seja, ficou menos com a bola. Lucas Silva deu 49 passes certos, enquanto Geromel deu 63 e Bruno Alves 59. Logo depois vieram Diogo Barbosa, 44, e Orejuela, 41.
As dificuldades para sair da linha defensiva foram claras. A ponto de quebrar qualquer "regra" de não expor os atletas na entrevista. Mancini foi direto e reto ao falar de sua irritação.
– Tínhamos que acelerar o jogo, foi passado para os atletas, foi pedido isso. Fica carregado, irrita o treinador, o torcedor, todo mundo que está assistindo – admitiu o treinador.
Na primeira participação no segundo tempo, Fernando Henrique fez o que se espera dos volantes do Grêmio a partir de 2015. Atacou o espaço vazio, recebeu o passe e pifou Diego Souza como um meia. No formato do Tricolor dos últimos anos, os volantes precisam mais construir do que marcar. Fernando Henrique tem essa assinatura.
Com a colaboração do Guarany, que se abriu em busca de tentar vencer pela primeira vez no Gauchão, o Grêmio desamarrou seu jogo. Participativo, Benítez achou parceria para associar-se no meio-campo, mais ainda após a entrada de Gabriel Silva. O jogo fluiu e rendeu mais, pelo menos, três chances de gol ao Tricolor.
Fica um pequeno alerta, já que o Grêmio fez apenas dois jogos na temporada com os titulares, mas é passível de observação. A dupla Lucas Silva e Thiago Santos pode ser desfeita para dar uma característica diferente ao meio-campo.
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